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Rei do Mar – 1ª etapa 2017

13 de março de 2017 1 comentário

Uma semana depois da natação desastrosa no SSTS de Juiz de Fora, foi a vez de encarar mais do que o dobro da distância na 1º etapa do Rei e Rainha do Mar 2017.

Me inscrevi na prova Challenge, que tem a distância de 3,5k. Nessa etapa, a largada foi na praia do Arpoador e a chegada no Leblon.

Não sei exatamente o motivo, mas, dessa vez, eu estava muuuuito tranquilo para esta prova. Normalmente fico meio ansioso nos dias que antecedem qualquer prova que eu tenha que nadar mas dessa vez foi diferente…

Na sexta-feira, fui buscar o kit como se nada estivesse acontecendo, no sábado fiz meu treino de pedal normalmente sem nem lembrar da prova no dia seguinte e passei o resto do dia assim, sem nem pensar na prova. No domingo pela manhã fui pra prova com uma tranquilidade anormal, pros meus padrões, obviamente…

A largada estava marcada para as 9h e cheguei no Leblon por volta das 7h45min. A névoa que cobria a praia nesse momento era tão densa que do calçadão não conseguíamos ver a água… Fui andando até o arpoador e lá a situação era muito melhor, mas ainda assim, não conseguíamos avistar o Leblon, onde acontecia a maior parte das provas (1km, 2km, beach biathlon, etc.).

A primeira informação é que a largada seria atrasada em 30min para melhorar as condições. Logo depois, mais meia hora de atraso… No final das contas, o atraso foi de 2h. Isso mesmo, a largada que aconteceria às 9h, aconteceu às 11h da manhã… Toda a sua alimentação, concentração, programação etc, já tinha ido por água abaixo… Procurei uma birosca pra comprar um açaí e foi isso que me sustentou até o horário da largada…

Finalmente, às 11h em ponto, foi dada a largada.

Daqui pra frente, nem tenho muito o que falar… Coloquei um ritmo confortável e fui praticamente o tempo todo nele até o final… Às vezes eu dava uma acelerada por alguns metros pra poder fugir de alguma confusão e só… O único contratempo que tive na prova foi um chute (muito forte, diga-se de passagem) que tomei no nariz. Cheguei a ver estrelas na hora mas voltei a nadar no mesmo instante sem muitos problemas…

Rei do Mar - 2017.01

Podia ter sido mais retinho, né???

No final das contas fiquei satisfeito com a natação. Obviamente errei um pouquinho a navegação e os 3.500m se transformaram em quase 3.800m, o que foi um excelente treino pro Ironman de Florianópolis, que vai rolar em maio… Se eu conseguir acertar a navegação lá e nadar só isso, tá ótimo, mas normalmente passo dos 4.000m lá… Rs

Ok, fiquei satisfeito mas não posso deixar de considerar que as condições do mar estavam perfeitas. De qualquer maneira, o que me deixa feliz é que, mesmo num ritmo ainda lento, cada vez saio da água mais inteiro e isso tá sendo bem legal…

O nariz??? Hoje ele tá meio inchado e um pouco roxo… Tomara que seja só uma espinha gigante nascendo pq ele tem só 6 meses de operado e não queria estragar a cirurgia tão rápido… hahaha

Bola pra frente…

Um eterno estudioso…

2 de dezembro de 2013 5 comentários

Sim, acho que isso me define um pouco: um eterno estudioso. Tudo bem que depois de faculdade, mestrado e MBA, hoje os estudos são outros, bem mais tranquilos… Mas não deixam de ser estudos…

A época do recesso esportivo tem várias utilidades. Além de promover uma recuperação no corpo e na mente, é o momento para fazer alguns ajustes nos treinos. E como eu treino “sozinho”, isso significa estudar.

Minha formação profissional nada tem a ver com Educação Física, sou Engenheiro Eletricista, logo, espero que ninguém use minhas táticas “de guerrilha” que uso nos treinos.

Na realidade acho que sou mais curioso do que estudioso, portanto, estou sempre buscando uma explicação lógica (lembrem-se que sou engenheiro) para o que acontece e para o que tem que ser feito. Somado a isso tem o fato de ninguém conhecer mais o meu corpo do que eu mesmo e isso faz muita diferença na minha “performance”. (Ok, ok, minha performance é medíocre mas…)

Já tive treinador que me conhecia muito bem. Os treinos fluíam e os resultados apareciam de maneira quase natural. Era interessante mas por “obras do destino”, não deu pra continuar treinando com ele.

Já tive treinador que parecia não me conhecer. A cada planilha eu tinha reforçada a sensação de que ele tinha me encaminhado aquilo por engano e os resultados foram piorando de maneira assustadora (ou nem tanto, já que era o mais provável a acontecer).

Depois dessa segunda experiência resolvi cair nos livros e montar eu mesmo o meu programa de treinos. Acreditem: desde então encontrei minha melhor fase nos esportes. (Sim, isso aí que eu faço é minha melhor fase…)

Planilhas genéricas raramente vão ser tão boas quanto prometem. É preciso se conhecer. Quando treinei pra maratona, teve um amigo que usou a mesma “literatura” que eu pra montar os treinos e no final, minha planilha era completamente diferente da dele. Resultado: nós dois conseguimos atingir nossos objetivos. Ele foi bem mais rápido que eu (até pq ser mais lento  que eu é complicado) mas tenho certeza que se tivesse feito minha planilha igual à dele, não teria conseguido largar para aquela prova. O volume de treinos dele era violento e eu, intencionalmente, reduzi bastante o meu pq, no fundo, eu sabia que minhas pernas não iam aguentar aquilo. Por isso é fundamental se conhecer (ou o seu treinador te conhecer muito bem). É preciso saber diferenciar o limite da preguiça, ou qualquer outro nome que se queira dar pra isso… O limite é quando o corpo não aguenta mais. A preguiça é quando a cabeça acha que o corpo não aguenta mais. São coisas completamente diferentes.

JAMAIS incentivei ou incentivarei as pessoas a treinarem sozinhas. Acho que orientação é fundamental, porém, no meu caso não deu certo!

Nessa linha, tenho uma lista aqui no blog dos livros que costumo ler sobre treinamentos e são basicamente o que uso pra montar minhas planilhas.

Falei tudo isso só pra dizer que estou acrescentando mais alguns livros à minha “biblioteca”.

The Big Book of Endurance Training and Racing

The Big Book of Endurance Training and Racing

Esse eu já comecei a dar uma olhada e já decidi que vou mudar no mínimo todo meu treinamento de base.

Sempre corri considerando minha sensação de esforço e sempre acabo fazendo meus treinos com um pace um pouco mais forte do que deveria. Baseado neste livro já decidi que toda a base será feita com o olho no monitor cardíaco e um batimento tão baixo que acho até que vai ficar complicado pra fazer ultrapassagens nos idosos que costumam caminhar de andador pela orla do RJ.

 The Complete Guide to Triathlon Swimming

The Complete Guide to Triathlon Swimming

Esse eu ainda não peguei mas faz parte de um super plano de conquistar o mundo, ops, de melhorar um pouco minha natação.

Complementar ao livro, tomei coragem e decidi que vou passar a levar a GoPro pra natação pra tentar corrigir possíveis “grosserias” que estejam sendo feitas na água. Estou com um problema no ombro e já ouvi dizer que pode ser em função de uma possível cruzada do braço esquerdo pela linha central do corpo. Só dá pra ver o que está acontecendo filmando…

E aí, será que vai dar resultado???

Eu acho que vai. É ver pra crer…

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