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Estadual de Triathlon 3ª etapa – 2013

15 de novembro de 2013 7 comentários

Meu Deus, quanto sofrimento! E quanta diversão!!!

O dia começou meio atravessado e não poderia terminar diferente… O problema é que quanto mais complicado, mais divertido… Vai entender!?!?!

Dessa vez não consegui acordar tão cedo como de costume e acabei saindo de casa um pouco mais tarde do que gostaria. Odeio fazer as coisas com pressa porque sempre acabo deixando algum furo, mas, como já tinha deixado tudo pronto na véspera, dessa vez não haveria furos… Rá, pegadinha do malandro…

Chegando ao Recreio dos Bandeirantes, novo local das provas aqui no Rio, quando vi os primeiros movimentos de pessoas tirando as bikes dos carros estacionei, peguei (quase) tudo que tinha que pegar e fui pedalando, com toda calma até a área de transição.

Deixei (quase) tudo preparado e fui dar uma “checada” geral nas coisas:

  • Roupa de borracha – OK
  • Óculos de natação – OK
  • Bike – OK
  • Capacete – OK
  • Sapatilhas – PQP, cadê minhas sapatilhas??? Pois é, ficaram no carro!

Fui na entrada da transição perguntar quanto tempo faltava pra fechar e… 15min. Expliquei pro rapaz a situação pra ver se, caso não desse tempo de eu voltar, ele poderia colocar minhas sapatilhas perto da bike pra mim e pegar minha roupa de borracha. “Vai lá que dá tempo, 15min é muito tempo!” ele me disse. Realmente é, o problema era a distância até o carro…

Calcei os tênis e saí correndo alucinadamente, peguei a sapatilha voltei. Quando ele me viu ainda brincou comigo: “Viu como era muito tempo, ainda faltam 3min!!!”

Beleza, tudo pronto e lá fui eu, todo suado tentar entrar na roupa de borracha…

No caminho pra largada encontro um conhecido que me viu correndo e pergunta: “Tava aquecendo?” Respondi o que tinha acontecido e ele emendou: “Ainda bem pq se vc tivesse aquecendo naquela velocidade ia ser ruim de te segurar na corrida quando fosse pra valer…” Quem me dera!

Ok, depois desse momento meio tenso, foi dada a largada e tentei colocar um ritmo um pouco mais forte do que o normal. Apesar de eu ter cansado bastante, acabou dando um pouco certo. Saí da água quase 2min mais rápido do que na última prova e consegui ainda ganhar mais uns belos segundos na T1 e parti pro pedal… Estava bem, pensei…

Imprimi um ritmo legal mas que eu sabia, lá no fundo, que não era sustentável pra mim. Média de 34km/h. Nunca fiz isso na minha vida em prova nenhuma, porque agora, que tenho treinado “de maneira desordenada”, isso daria certo? Não deu!
tonturaA área de desmonte (onde é obrigatório descer da bike antes da T2) ficava cerca de 200m antes da entrada da T2. Quando desci da bike e coloquei os pés no chão o mundo girou e a visão deu uma escurecida. Parei tudo e calmamente fui caminhando até a T2, já sem o mundo girar e com a visão funcionando novamente. Só nesses 200m de parada/caminhada a média foi pra 30km/h. Ou seja, todo o esforço do pedal foi por água abaixo. Pior, só serviu mesmo pra desgastar mais…

Até que fiz uma T2 rápida e fui buscar minha motivação pra correr. O que se pensa nessas horas? Quem está na chuva é pra se molhar??? O que é um “peido” pra quem está todo “cagado”??? Quem não morre não vê Deus??? Nem sei o que pensei mas deve ter sido algo próximo disso…
Apesar disso tudo, ainda estava cerca de 3min de sobra pra baixar o tempo anterior. Parti pra dentro e, nesse momento percebi que nem sempre sou eu que mando neste “corpitcho”. As pernas logo reclamaram da doideira e tive que praticamente trotar para elas entenderem que era hora de correr e não descansar. Elas já tinham feito isso antes, por que estavam reclamando?
Pois é, comecei correndo a 5:30min/km mas não durou nem 500m. Acabei fechando o 1º km com 6:00 min/km. Segundo a 6:30 min/km. Terceiro pouco acima de 6 min/km e, como num passe de mágica consegui apertar, fazendo o 4º pouco abaixo de 6 min/km e o 5º a 5:30 min/km, fechando a corrida em inimagináveis 30min e devolvendo com juros, correção etc tudo o que eu tinha ganho de tempo extra nas modalidades anteriores.

Estava com 3min de vantagem e corri 4min mais lento que a última (que já não era boa). Resultado: 1min mais lento que na última! Ê laia!!!

Tudo bem, não foi o que eu queria mas até que foi divertido.

Domingo tenho uma corrida de 10km que a empresa me inscreveu e depois disso estou de férias esportivas até o final de dezembro.

Pretendo até dezembro conseguir estar obeso e sedentário para em janeiro retomar os treinos desde o começo e com o corpo descansado…
(OBS: Essa última frase foi muito exagerada, vou manter a natação e giros leves de corrida pra tentar fugir das crises de abstinência esportiva.)

Moral da história: Fazer um Short Triathlon é muito mais sofrido do que fazer um Ironman. Vai por mim…

Mas… Quando é mesmo o próximo??? rs

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XVII Meia Maratona Internacional do Rio

12 de agosto de 2013 4 comentários

No próximo domingo, 18 de agosto de 2013, ocorre a XVII Meia Maratona Internacional do Rio.

Mais uma vez vou correr essa prova que é um tanto quanto especial pra mim.

Em 14 de setembro de 1997 fiz minha primeira corrida de rua. A então inédita Meia Maratona Internacional do Rio foi a prova!

Meia Maratona Internacional do Rio

 

Naquela época eu não tinha a menor ideia do que era uma Meia Maratona. Nem eu e nem minha família, já que naquela época eu era menor de idade e meus pais tiveram que assinar uma autorização pra que eu pudesse correr.

Era tanta propaganda que passava na televisão chamando as pessoas pra correrem de São Conrado ao Aterro do Flamengo que acabei me empolgando e me inscrevi pra essa loucura. Sim, é uma loucura correr uma prova de 21km sem saber do que se trata. Muita loucura!

Na véspera da prova divulgavam que cerca de 7.000 atletas estavam inscritos. Pois é, eu era um deles.

Calcei um par de tênis que usava no dia a dia pra diversas coisas e parti pra São Conrado na data e hora marcadas pra largada.

Acho que até aquela data nunca tinha participado de um evento com tanta gente (ok, jogos no Maracanã não contam, eu ia direto). Um povo feliz querendo simplesmente se divertir de maneira simples. Que beleza!

Naquela época, não havia cronometragem por chip, tempo líquido, fotos nos sites e essas outras coisas modernas… rsrsrs

Mas então, como era feito o controle de quem largou e quem chegou??? Se não tinha tapete de cronometragem, qualquer um poderia entrar no meio da corrida, cortar caminho, etc. Não, não podia. O número de peito vinha com 3 números menores e destacáveis. Um era entregue na largada, o segundo era entregue +/- no meio do percurso, no Leme, onde havia uma volta que dava um vontade enorme de burlar (e ainda bem que não fiz isso), e o terceiro número era entregue na chegada.

Bom, depois de uns dias, o resultado saiu impresso nas lojas dos Classificados O Globo e eu fui lá pra me procurar.

Lembra dos 7.000 inscritos? Pois é, pouco mais de 4.000 cruzaram a linha de chegada sem serem eliminados (teve um pessoal que pulou um trecho do percurso, lembra da volta no Leme onde se entregava o segundo número?).

Minha colocação foi 3.999 e meu tempo, bruto, foi de cerca de 3 horas. Infelizmente não consegui encontrar o tempo oficial.

Lembro bem da chegada, enquanto eu passava no Aterro do Flamengo ainda no sentido Centro, faltando uns 3km, várias pessoas já voltavam no sentido Botafogo. Aquele pessoal todo fantasiado de Papai Noel, Super Homem, Noiva, idosos cobrando uma categoria acima de 70 anos… Pois é, todos eles estavam na minha frente.

Foi uma manhã divertida. Pena que me custou quase uma semana sem conseguir me movimentar direito… 😉

Tomara que no próximo domingo eu me divirta tanto quanto da primeira vez, porém, com um pouco menos de sofrimento, principalmente no pós prova…

Semana 11 de 20

26 de março de 2013 3 comentários

Decepção quase completa.

Nas semanas anteriores os treinos durante a semana tem sido ruins mas tenho me sentido bem durante os treinos no final de semana. Essa semana foi praticamente toda ruim! Se não fosse o bom treino de 18km que consegui fazer no domingo, seria uma semana 100% ruim. Nada pra se aproveitar.

Às vezes fico me perguntando o que me move nesses treinos longos do final de semana… Não sei se já disse mas considero alguns treinos fundamentais para o sucesso em uma competição. (Só lembrando que sucesso, para mim, é conseguir completar a prova com um sorriso no rosto). Considerando o tipo de prova que gosto de realizar, provas longas, os treinos de final de semana, os famosos longões, são os meus treinos fundamentais. Faça-os bem feitos e a prova será prazerosa. Faça-os mal feitos e o prazer dará lugar ao sofrimento… Essa é a última coisa que eu quero: sofrer com o que era pra me dar prazer!

Ahh, mas então os treinos durante a semana não servem pra nada? Sim, eles servem, mas a maioria deles é pra te fazer ganhar velocidade, o que te faz chegar mais rápido e serve pra abrir cada vez mais o sorriso da chegada. Melhor do que chegar sorrindo é chegar sorrindo e com um bom tempo de prova.

Como já contei aqui antes, o longo de pedal de sábado foi um desastre e o que acabou salvando a semana foi o longo de corrida no domingo. Sobre a natação: sem comentários.

A verdade é que os treinos estão sendo bem desgastantes e isso acaba gerando um desânimo. Achei que isso estivesse ocorrendo apenas comigo mas acabei ficando bem mais tranquilo quando encontrei com uma amiga que também está treinando para o Ironman Brasil e está com o mesmo desânimo.

Não fiquei tranquilo pq ela está desanimada. Fiquei tranquilo pq percebi que isso é normal nessa fase. Os treinos aumentam muito e vc começa a se questionar o por quê disso tudo. Vale mesmo a pena “negligenciar” sua vida por 5 meses para participar dessa prova? É fato que a vida é deixada meio de lado para o cumprimento dessa meta. Tento, com todas as forças, além do trabalho, que esse não pode ser deixado de lado, não abandonar a família e os amigos durante esse período mas tenho certeza que eles sentem minha falta pq eu também sinto a falta deles. Ainda bem que também tenho a certeza de que eles entendem minha loucura e me apoiam pq apesar de ser um esporte bastante solitário, não se consegue nada sozinho. O apoio da família e dos amigos é fundamental.

Tenham a certeza de que todos vocês serão lembrados durante todo o dia 26 de maio de 2013. A cada braçada, pedalada e passada vocês serão lembrados e, como já ocorreu em provas anteriores, serão essas lembranças que me farão continuar até a linha de chegada.

Quando eu cruzar a linha de chegada, Armando passará a ser escrito assim:

ARMANDO

Ufa, isso foi um desabafo!!!

 

Resumo da semana (previsto / realizado):

Swin: 11.800m / 2.600

Bike: 460min / 280min

Run: 260min / 155min

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