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Ironman 70.3 Foz do Iguaçu – A prova

1 de setembro de 2014 7 comentários

Chegou o grande dia!

Largada marcada para 9h30min, transição aberta de 7h às 9h, bike deixada na transição na véspera… Tudo caminhava bem naquele ensolarado sábado!

Como a largada era num ponto e a chegada em outro, a organização disponibilizou ônibus pra transportar o pessoal da chegada (onde tínhamos que estacionar o carro) pra largada (de onde viríamos com nosso esforço). O último ônibus sairia às 8h e o trajeto levava cerca de 30min de um ponto a outro. Cheguei no local da saída do ônibus às 7h30min e não demorei mais do que 10min pra já estar saindo em direção à largada.

Na área de transição fui cuidar dos últimos detalhes:

  • ver se estava tudo ok com a bike;
  • colocar água no aerodrink;
  • colocar o garmin na bike;
  • ver se estava tudo mesmo dentro da sacola da T1;
  • passar protetor solar (muuuito protetor solar);
  • pegar óculos e roupa de borracha e, finalmente, ir pra largada.

Como ainda faltava um bom tempo pra largada, consegui aproveitar bastante o clima. Fiz social, cumprimentei a galera da elite. Sensacional apertar a mão de Santiago Ascenço e desejar boa prova pra Ariane Monticeli na área de transição! Gosto e admiro vários triatletas brasileiros mas sou fã de carteirinha desses dois aí!

 

Natação:

Tudo resolvido e às 9h20min foi dada a largada da elite. Isso foi um ajuste da organização pra reduzir o vácuo na prova e parece que ajudou. Foi bom também pra perceber que tinha uma leve correnteza puxando pra esquerda e eu, como excelente nadador que sou (#sqn) já mudei minha estratégia de prova e parti pra extrema direita da área de largada na tentativa de ser o menos atrapalhado possível pela “correnteza”.

Dada a largada e fui, com toda a minha calma, iniciar a natação que é de longe a minha pior modalidade!

Os 100 primeiros metros são sempre complicados mas depois disso consegui encaixar a respiração e, sem entrar numa de forçar o ritmo, fui tranquilamente até a 1ª boia. Virei à esquerda, mirei na segunda e tentei da uma acelerada. Cheguei lá rápido, porém esbaforido. Contornei a 2ª boia e só precisava voltar pra largada. Aqui cabe uma observação: será que custa muito colocar alguma coisa chamativa na saída da água??? Em todas as provas da Latin Sports fico lá no meio da água procurando a saída e acabo nadando mais do que devo. Dessa vez não foi diferente. Nadei em zig zag e demorei a sair da água. Na realidade demorei muito. Mas também, nadando 2.300m ao invés de 1.900m, queria o que???

Mas ok, nem tudo estava perdido. Saí da água na 623ª colocação geral. Reza a lenda que tinham 1.000 inscritos mas duvido que tinha tudo isso lá.

Ironman 70.3 Foz - Natação

 

T1

Entrei na T1 e fui direto fazer xixi. Acho que bebi muita água durante a natação!!!

Capacete, óculos e mais protetor solar e parti pra bike. Só na corridinha até a área de monte já fiz umas ultrapassagens… rs

 

Ciclismo

Saí pra pedalar empolgado, porém consciente de que minha preparação não tinha sido a melhor do mundo. Fato é que eu sabia exatamente do que eu era capaz. Ou achava que sabia…

O percurso saía do local de largada (e T1) e seguia em direção à usina de Itaipu, onde chegávamos com pouco mais de 20km. A partir daí, daríamos 3 voltas num circuito de vinte e poucos kms até fechar os 90 da prova.

Logo no começo já deu pra perceber que era um percurso travado, com muitas retomadas. Não acho que isso seja ruim, apenas reduz um pouco a velocidade de todo mundo. Mais pra frente percebi que além das retomadas teríamos muitas subidas e descidas. Foi um sobe e desce alucinante com freadas e retomadas mais alucinantes ainda. Não dá pra reclamar que o ciclismo foi monótono! Era atenção 100% do tempo e fazendo força quase todo o tempo também.

O problema (ou não) foi que eu olhava para o velocímetro e não aceitava uma média tão baixa. Saí de casa pra fazer média de 32km/h (ok, não é uma excelente média mas era o que eu estava treinado pra fazer por 90km) e sempre que olhava pro garmin via 28km/h. Isso fazia com que eu não desse um segundo de refresco nos pedais.

Pedalei nas subidas, nas descidas e até nas curvas. Só parava de pedalar quando estava com o freio apertado… rs. Pedalei tanto que pela primeira vez na vida tive cãibras pedalando. E isso só me fez pedalar mais. Qualquer momento sem movimentar as pernas era suficiente pra que travasse tudo…

Terminei o pedal com média de 28,2km/h e fiquei bem chateado com isso… Olhando agora consigo perceber que foi realmente o meu melhor, mas na hora é duro aceitar que esse é o seu melhor…

Entreguei a bike na 504ª colocação geral…

Ironman 70.3 Foz - Ciclismo

 

T2

Entrei na T2 saltando da bike. Realmente não podia parar as pernas. Era parar e começava a travar tudo…

Entrei rápido na tenda pra fazer a troca e a essa altura o sol castigava demais. Eu não tinha protetor mas por uma incrível coincidência, um amigo entrou junto comigo na T2 e ele tinha. Protetor solar com FPS 110. Excelente. Passei aquilo e saí pra correr.

Esse foi o único momento da prova que alguém gritou meu nome. Um amigo que mora em Foz esteve lá durante a T2 e conseguiu me encontrar! Espetacular ouvir alguém te dar um incentivo!!!

 

Corrida

Saí pra correr com a expectativa de fechar a corrida com pace abaixo de 6min/km mas foi impossível. A corrida, assim como o ciclismo era repleta de subidas alucinantes onde o único alucinado que trotava era eu! Lembra que eu não podia parar???

Subia, descia, bebia, comia mas não parava. Trotava da maneira que dava e assim fui até o km 15 mais ou menos. Nessa altura já estava caminhando nos postos de hidratação para conseguir retormar…

Como a corrida foi em uma única perna de 21km e dentro da área da usina, os acompanhantes não sabiam de nada do que se passava e os atletas estava sofrendo de carência. Todo mundo que passava, ou era passado, por min queria puxar assunto. Se você foi um dos que passou por mim, puxou papo e teve uma resposta seca, desculpe-me, eu não sou assim, porém, naquele momento, falar estava difícil e o raciocínio mais difícil ainda!

O ritmo foi caindo até o final mas, para o bem de todos e felicidade geral dos que me conhecem e querem o meu bem, sobrevivi. Foi um alívio!

Cruzei a linha de chegada na 470ª colocação geral, o que, em teoria, seria antes da metade, mas como já disse, duvido que todos os 1000 tenham alinhado na largada.

Ironman 70.3 Foz - Corrida

Foi sem dúvida a prova mais dura que participei. Arrisco a dizer que superou o Iron de Floripa… Mas reza a lenda que quanto pior, melhor!!!

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Os comentários gerais sobre a organização e etc, deixo pra outro dia…

Quando é mesmo a próxima???

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Ironman Brasil 2014

Como é duro assistir a um prova dessas… Ainda mais quando o seu desejo é estar participando… rs

No final de semana passado fui pra Floripa assistir ao Ironman Brasil 2014.

Aquilo é espetacular! Coisa de outro mundo, mas, nunca mais vou pra assistir. Ou vou pra fazer a prova ou fico no Rio e acompanho os amigos pela internet.

Pra quem já fez, ficar olhando a festa é muito duro. Gritei, andei, incentivei chorei e me cansei demais. Arrisco até a dizer que é mais cansativo assistir à prova do que participar dela.

Felizmente tive a sorte de ir assistir justamente no dia em que um brasileiro finalmente venceu a prova. Venceu e convenceu! Além disso outro brasileiro ficou em segundo fazendo uma excelente dobradinha. Resumo: prova fantástica!

Ironman 2014

O Brasil foi soberano nas 3 modalidades:

  • Melhor natação – Chicão Ferreira – 00:47:14
  • Melhor ciclismo – Santiago Ascenço – 04:20:44
  • Melhor corrida – Igor Amorelli – 02:52:07

No final o que contou mesmo foi o fantástico tempo do Igor Amorelli, de 08:07:52. Diga-se de passagem, o melhor tempo de um brasileiro num Ironman… O cara é bruto!!!

É impressionante ver o que esses caras são capazes de fazer. Quando falo esses caras, me refiro aos que competem de maneira limpa e ainda assim conseguem grandes resultados. Pra mim, simples mortal que faço pra completar e, obviamente, me superar, e não aos outros, esses caras são monstros e devem ser admirados. E foi assim que vi as 3 modalidades: com admiração!

Quando vi o Chicão Ferreira terminando a natação fiquei impressionado com o ritmo de braçadas dele. Ritmo lento! Que eficiência! Que tranquilidade! A água praticamente não se agita quando ele passa com suas braçadas suaves. Impressionante. Quando eu crescer quero nadar assim!!! Pena que não cresço mais… 😦

Quando no meio da estrada vi o Igor passando praticamente voando fiquei até meio sem entender como ele conseguia aquela velocidade… Logo em seguida vi o Santiago fazendo força numa das subidas do percurso. Coloquei a cabeça pra fora do carro pra gritar pra ele que dava pra “buscar” o Igor. O semblante mudou na hora! Ele olhou pra minha cara, tirou a bunda do selim e começou a pedalar em pé, alucinado… E alucinante. Foi demais! Talvez ele nem mesmo lembre disso tamanho o estresse do momento, mas acho que, de alguma forma, contribui pra ele ganhar uns segundinhos no tempo final da bike…

Infelizmente não consegui ver a corrida do Igor mas pelo que falaram, foi um duelo espetacular com o Santiago e, na segunda metade desta etapa, ele conseguiu abrir um pouco.

Pela primeira vez na história tivemos um brasileiro no alto do pódio e ainda com dobradinha. Muito bom!

A parte triste ficou por conta do pessoal do vácuo no pedal. É muita cara de pau! Foram formados pelotões gigantes com mais de 10 atletas que pedalavam juntos por muito tempo. Ninguém me contou não, eu vi! Passei várias vezes de carro por boa parte do percurso da prova pra fotografar os conhecidos e vi muitos absurdos. Uma pena que isso esteja até gerando mais comentários nas redes sociais do que a vitória brasileira… Melhor deixar isso pra lá…

Claro que não posso deixar de comentar a participação feminina: Ariane Monticeli você é demais e torço muito pra ti. Já já a sua hora chega!!!

O negócio agora é conseguir se inscrever pro ano que vem!!! Prefiro sofrer na pista do que na torcida…

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