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Posts Tagged ‘Rio Triathlon’

Rio Triathlon – 1ª etapa 2017 – A prova

5 de abril de 2017 1 comentário

Em primeiro lugar gostaria de me desculpar pelo atraso do post. Não sei se é do conhecimento de todos, mas durante a etapa de natação dessa prova, um atleta ficou desaparecido e seu corpo só foi encontrado no dia seguinte. Esse acontecimento lamentável (um acidente, na minha opinião, mas um dia escrevo só sobre isso) me fez pensar se valia a pena escrever ou não sobre a prova, tendo em vista que pra mim tinha sido um dia muito feliz… Resolvi escrever. Antes tarde do que nunca!!!

O Rio Triathlon é uma prova que tem crescido bastante nos últimos ano e me parece que o crescimento tende a continuar por uma bom tempo, principalmente agora, com premiações interessantes pros atletas da elite virem aqui competir…

Já no sábado, véspera da prova, pude perceber que nesse ano as coisas estão um pouco diferentes… A estrutura montada na transição era bem maior do que normalmente acontecia, o pórtico de chegada já estava montado e era bem grande, no funil de chegada tinha até uma arquibancada pros torcedores poderem assistir melhor às chegadas… Fiquei impressionado e achei bem legal…

Kit na mão, assisti ao congresso técnico e, sem mais obrigações por parte da prova, fui pra casa… Diferente do que aconteceu comigo na última prova que fiz, o SSTS em Juiz de Fora, eu estava completamente tranquilo… Nem parecia que tinha uma prova no dia seguinte…

Domingão com o despertador tocando de madrugada é dureza, mas pra fazer o que a gente gosta vale a pena…

Gosto de chegar cedo na transição pra poder arrumar as coisas com calma e assim eu fiz. Sobrou até muito tempo… Rs. É bom que dá tempo de encontrar os amigos e bater um papo…

Minha largada aconteceria às 7h15min e antes ainda teriam as largadas do Short masculino, às 7h e do Short feminino, às 7h03min…

Dadas as largadas anteriores, fui pra dentro do curral de largada esperar tocar a buzina…

Natação

Nunca largo com o peito na fita pra evitar ser atropelado pelos mais rápidos e dessa vez não seria diferente. Mas durante a prova, a atitude foi diferente. Parti confiante de que faria uma natação melhor que a de Juiz de Fora e assim foi. Nadei a primeira volta num ritmo bem legal que acabou caindo um pouco na segunda volta, mas nada muito problemático. Fiquei bem satisfeito com a natação dessa prova. Obviamente, considerando o meu ritmo… Rs

T1

Mais uma vez, e isso sim tem me deixado bem feliz, consegui correr durante toda a transição. Sinal de que tenho saído mais inteiro da natação do que antigamente.

Ciclismo

Pra uma prova com vácuo liberado, é fundamental sair da natação com um bom grupo. Acho que foi a primeira prova da minha vida que consegui me beneficiar do vácuo. O fato de não ter nadado tão mal me fez pegar um pelotão bem forte. Sozinho eu jamais teria pedalado naquele ritmo na primeira volta. Mesmo assim, o ritmo estava muito forte pra mim e, na segunda volta, optei por não acompanhar com medo de não conseguir correr… hahaha.
Mas não foi tão ruim assim pq acabei chegando num conhecido e fomos num revezamento bem legal até o final, o que certamente me fez ganhar alguns minutos em relação a manter a cara no vento o tempo todo. Ignorando o tempo do pedal (pq foi bastante rápido pros meus padrões em função do vácuo), consegui manter uma potência bem legal durante todo o tempo… E é isso que importa…

02 - Pelote da bike

T2

Aqui não tem muito mistério: é largar a bike, calçar os tênis e sair correndo… Acho que tô ficando melhor nisso tb. A coisa vai ficando cada vez mais automática e passa a fluir naturalmente…

Apesar disso, não sei exatamente o que acontece com o pessoal do triathlon. Pq as pessoas não treinam montar e desmontar da bike? É impressionante a quantidade de pessoas que eu consigo ultrapassar só nesses dois momentos: monte (depois da T1) e desmonte (antes da T2).

Corrida

Aqui ainda está um problema que tenho a esperança que vai acabar em breve: minha corrida está muito ruim. Tô correndo um começo muito travado (talvez por causa da força que tenho feito no pedal, talvez pq na periodização do treino isso seja normal) e depois acabo melhorando um pouco. Nessa prova, por exemplo, depois de determinado momento parece que entrei em transe e corri tb no automático. Coincidentemente, a velocidade foi aumentando até o final… Ahh, e só pra não perder o hábito, a corrida teve 500m a menos…

03 - Corrida de longe

No geral, achei uma prova muito bacana, super bem organizada, com condições de mar (estava liso e isso naquela praia não é muito comum) e ar (não estava um calor infernal) muito boas, tanto é que, mesmo sem treinamento específico pra essa distância, no meio do ciclo do Iron, consegui fazer meu melhor tempo de Olímpico mesmo eu não estando preocupado com isso nesse momento.

Então a prova pra mim foi isso: um misto de sentimentos. Feliz por ter feito uma prova bem honesta pros meus padrões e triste pelo ocorrido com o rapaz na natação que estava em sua primeira prova de nadapedalacorre…

Vamos em frente…

*Créditos das fotos revista AllTriNews e site do Terra.

Ironman Brasil 2015 – Semana 11 de 20

31 de março de 2015 5 comentários

Eu não gosto de gente que só reclama, logo, também não gosto de só reclamar…
Pensando em não encher a paciência de quem lê isso, vou ser curto e grosso.

Não sei direito o que é e nem se existe esse tal de Inferno Astral. Mas se existir, eu to nele… PQP!

inferno-astral

Semana de quebradeira nos treinos culminando com a minha desistência (por motivos pessoais, que fique claro) em nadar o Rei do Mar… Acreditem, desistir é muito mais difícil do que fazer qualquer prova mas tenho certeza de que foi a decisão correta. Só não aguento mais me inscrever e não fazer as provas.

O Rio Triathlon abandonei com problemas na bike e no Rei do Mar, nem alinhei na largada…

inferno-astral

No próximo domingo tem Ironman 70.3 de Brasília e tudo que eu quero é terminar com um sorriso no rosto!

O resumo da semana 11 é esse:

Semana 11– 23/03 a 29/03
Previsto 2015 x Realizado 2015
Swim – 11.800m / 3.500m
Bike – 460min / 350min
Run – 190min / 65min

Realizado 2013 x Realizado 2015
Swim – 2.600m / 3.500m
Bike – 280min / 350min
Run – 155min / 65min

Short Triathlon – 2ª etapa – 2014 – A prova

18 de agosto de 2014 4 comentários

Como já havia dito, ontem, domingo, ocorreu aqui no RJ a segunda etapa do Estadual de Short Triathlon.

No sábado, véspera da prova, a organização estava na dúvida se a etapa da natação poderia ocorrer. O mar estava bem alto e mexido. Com certeza, nadar naquelas condições seria difícil… Mesmo assim, como havia a previsão de que o mar baixasse e acalmasse para o domingo, estava praticamente decidido que a natação poderia ser realizada com segurança. A alternativa seria uma corrida de 2km pela areia.

No domingo pela manhã, cerca de 1h antes da largada os bombeiros deram ok para a realização da natação mas que eles tinham reduzido um pouco o percurso. Relaxei! Se os bombeiros disseram que está ok, é porque está ok!

Peguei minha roupa de borracha e me encaminhei pra praia, onde estava o pórtico de largada. Fiquei tenso novamente!!! O mar parecia uma máquina de lavar. Daquelas velhas que chacoalham tanto que vão andando pela casa…

Resolvi perguntar eu mesmo para um dos bombeiros se estava realmente tranquilo para entrar e sair e a resposta foi simples: “Entra pelo canto que rapidinho vc chega na primeira bóia. Depois que contornar a segunda pode mirar o pórtico e voltar em linha reta que vc vai cair direto na vala que vai te trazer de volta.” Relaxei mais uma vez!

Até que os bombeiros foram pegar o bote (daqueles infláveis com um motor de popa) pra entrar no mar. Quase não conseguiram! O bote quase virou umas 3 vezes e eles tiveram que chegar uns 500m pra longe do lugar onde ele tinha me mandado entrar pra poder vencer a arrebentação. De bote. Com motor. Fiquei bem tenso de novo!

Quem tá na chuva é pra se molhar, então, lá fui eu pra trás do pórtico esperar a largada. Quando toca a buzina, vc para de pensar e simplesmente vai!!! Corri para o canto, lembrando a “dica” do bombeiro, e demorei demais pra vencer a arrebentação. Contornei as boias, mirei no pórtico pra sair em linha reta, como disse o bombeiro. Outra eternidade pra conseguir voltar!!!

OBS: Pela primeira vez pensei em desistir de uma prova de triathlon por causa da natação!

Geralmente só consigo “encaixar” a respiração depois de uns 100m de prova, quando o coração acalma, mas dessa vez a natação foi tão tensa, mas tão tensa, que eu não consegui, em NENHUM momento, “encaixar” a respiração. Terminei a etapa sem conseguir uma sequência razoável de braçadas… Toda hora tinha que dar umas braçadas de peito pra colocar o ar pra dentro…

Depois de sair da água, fui pra transição com toda a calma pra tentar reduzir os batimentos. Acabei fazendo uma T1 bem rápida pros meus padrões e parti pro pedal pra tentar fazer o melhor possível.

Comecei a pedalar forte e, sem contratempos, fiz uma média de 32km/h com alguns momentos de vácuo, que nesta prova é permitido. Poderia ter me beneficiado muito mais disso, porém, eu queria ficar com a cara no vento. Lembra que minha meta é o 70.3 de Foz? Pois é, lá tem que ser com a cara no vento.

Só não fiquei o tempo todo com a cara no vento pq às vezes é bom dar uma descansada, mesmo que não ganhe velocidade. Minha perna estava bem pesada do pedal de sábado.

Chegando na T2, eu estava num pelotão com certa de 10 atletas. Quando fizemos o último contorno antes da área de desmonte, todos foram reduzindo e descendo com calma das bikes. Passei todo mundo e fiz uma descida “profissa”. Já tinha tirados os pés da sapatilha e do jeito que cheguei, pulei da bike e continuei correndo. Passei esses 10 aí só no desmonte da bike. Essa  parte foi a mais legal!!! Rs

Parti pra correr também na tentativa de forçar o quanto pudesse mas as pernas já estavam bem cansadas. Já tinha acumulado o pedal de sábado com o pedal da prova. Mesmo assim, consegui manter um ritmo legal pra fechar os 5km um pouco abaixo dos 25mim.

Meu tempo total acabou sendo 1h22min. Meu melhor tempo de short!

Rio Triathlon etapa 2 - 2014

Fiquei satisfeito principalmente com a corrida mas o pedal não decepcionou. Isso foi bom! Sobre a natação, o único comentário que posso fazer é: tenho que aprender a nadar! E é urgente!!!

Diversão chegando…

15 de agosto de 2014 1 comentário

…mas ainda não é o 70.3 de Foz!!!

Esse domingo é dia da 2ª etapa do Estadual de Triathlon e lá estarei eu novamente…

Rio Triathlon

Dessa vez tenho a desculpa perfeita pra minha lerdeza natural: faltam só duas semanas pro 70.3 de Foz e não posso correr riscos desnecessários… 😀

Brincadeiras à parte, vou realmente tentar fazer a prova da melhor maneira possível. Tô encarando como uma excelente oportunidade de fazer um treino de transição com toda a estrutura e estresse de uma prova.

Vai ser excelente!!!

O único porém, é que pra não atrapalhar meus treinos pra Foz, no sábado, amanhã, véspera da prova, preciso fazer meu último longo de bike. E ele tem que ser feito por vários motivos, dentre os quais, o principal é o teste da nova posição do guidon que estou muito esperançoso de que resolva o problema das minhas dores no pescoço.

Muito provavelmente estarei com as pernas bem pesadas no domingo mas quem está na chuva é pra se molhar.

Ahh, e nesse meio tempo tô tentando pedalar sempre que possível. Não deu pra ir nadar? Pedal! Não deu pra ir correr? Pedal! Tudo isso no rolo mesmo que é o que dá!!!

bi1

Vamos que vamos!!!

Estadual de Triathlon 3ª etapa – 2013

15 de novembro de 2013 7 comentários

Meu Deus, quanto sofrimento! E quanta diversão!!!

O dia começou meio atravessado e não poderia terminar diferente… O problema é que quanto mais complicado, mais divertido… Vai entender!?!?!

Dessa vez não consegui acordar tão cedo como de costume e acabei saindo de casa um pouco mais tarde do que gostaria. Odeio fazer as coisas com pressa porque sempre acabo deixando algum furo, mas, como já tinha deixado tudo pronto na véspera, dessa vez não haveria furos… Rá, pegadinha do malandro…

Chegando ao Recreio dos Bandeirantes, novo local das provas aqui no Rio, quando vi os primeiros movimentos de pessoas tirando as bikes dos carros estacionei, peguei (quase) tudo que tinha que pegar e fui pedalando, com toda calma até a área de transição.

Deixei (quase) tudo preparado e fui dar uma “checada” geral nas coisas:

  • Roupa de borracha – OK
  • Óculos de natação – OK
  • Bike – OK
  • Capacete – OK
  • Sapatilhas – PQP, cadê minhas sapatilhas??? Pois é, ficaram no carro!

Fui na entrada da transição perguntar quanto tempo faltava pra fechar e… 15min. Expliquei pro rapaz a situação pra ver se, caso não desse tempo de eu voltar, ele poderia colocar minhas sapatilhas perto da bike pra mim e pegar minha roupa de borracha. “Vai lá que dá tempo, 15min é muito tempo!” ele me disse. Realmente é, o problema era a distância até o carro…

Calcei os tênis e saí correndo alucinadamente, peguei a sapatilha voltei. Quando ele me viu ainda brincou comigo: “Viu como era muito tempo, ainda faltam 3min!!!”

Beleza, tudo pronto e lá fui eu, todo suado tentar entrar na roupa de borracha…

No caminho pra largada encontro um conhecido que me viu correndo e pergunta: “Tava aquecendo?” Respondi o que tinha acontecido e ele emendou: “Ainda bem pq se vc tivesse aquecendo naquela velocidade ia ser ruim de te segurar na corrida quando fosse pra valer…” Quem me dera!

Ok, depois desse momento meio tenso, foi dada a largada e tentei colocar um ritmo um pouco mais forte do que o normal. Apesar de eu ter cansado bastante, acabou dando um pouco certo. Saí da água quase 2min mais rápido do que na última prova e consegui ainda ganhar mais uns belos segundos na T1 e parti pro pedal… Estava bem, pensei…

Imprimi um ritmo legal mas que eu sabia, lá no fundo, que não era sustentável pra mim. Média de 34km/h. Nunca fiz isso na minha vida em prova nenhuma, porque agora, que tenho treinado “de maneira desordenada”, isso daria certo? Não deu!
tonturaA área de desmonte (onde é obrigatório descer da bike antes da T2) ficava cerca de 200m antes da entrada da T2. Quando desci da bike e coloquei os pés no chão o mundo girou e a visão deu uma escurecida. Parei tudo e calmamente fui caminhando até a T2, já sem o mundo girar e com a visão funcionando novamente. Só nesses 200m de parada/caminhada a média foi pra 30km/h. Ou seja, todo o esforço do pedal foi por água abaixo. Pior, só serviu mesmo pra desgastar mais…

Até que fiz uma T2 rápida e fui buscar minha motivação pra correr. O que se pensa nessas horas? Quem está na chuva é pra se molhar??? O que é um “peido” pra quem está todo “cagado”??? Quem não morre não vê Deus??? Nem sei o que pensei mas deve ter sido algo próximo disso…
Apesar disso tudo, ainda estava cerca de 3min de sobra pra baixar o tempo anterior. Parti pra dentro e, nesse momento percebi que nem sempre sou eu que mando neste “corpitcho”. As pernas logo reclamaram da doideira e tive que praticamente trotar para elas entenderem que era hora de correr e não descansar. Elas já tinham feito isso antes, por que estavam reclamando?
Pois é, comecei correndo a 5:30min/km mas não durou nem 500m. Acabei fechando o 1º km com 6:00 min/km. Segundo a 6:30 min/km. Terceiro pouco acima de 6 min/km e, como num passe de mágica consegui apertar, fazendo o 4º pouco abaixo de 6 min/km e o 5º a 5:30 min/km, fechando a corrida em inimagináveis 30min e devolvendo com juros, correção etc tudo o que eu tinha ganho de tempo extra nas modalidades anteriores.

Estava com 3min de vantagem e corri 4min mais lento que a última (que já não era boa). Resultado: 1min mais lento que na última! Ê laia!!!

Tudo bem, não foi o que eu queria mas até que foi divertido.

Domingo tenho uma corrida de 10km que a empresa me inscreveu e depois disso estou de férias esportivas até o final de dezembro.

Pretendo até dezembro conseguir estar obeso e sedentário para em janeiro retomar os treinos desde o começo e com o corpo descansado…
(OBS: Essa última frase foi muito exagerada, vou manter a natação e giros leves de corrida pra tentar fugir das crises de abstinência esportiva.)

Moral da história: Fazer um Short Triathlon é muito mais sofrido do que fazer um Ironman. Vai por mim…

Mas… Quando é mesmo o próximo??? rs

Acelerando

14 de setembro de 2013 1 comentário

correr

 

Só me resta acelerar…

Sem ter uma “grande meta” definida, fiquei pensando no que fazer depois da última prova que participei.

Analisando a prova como um todo percebi que foi muita diversão.

Resolvi então me inscrever para a próxima etapa que ocorrerá em 10 de novembro e já até arrumei uma meta: acelerar!

Não é possível que eu não consiga fazer um short triathlon mais rápido do que isso.

Daqui até lá serão muitos treinos de velocidade, tanto na bike quanto na corrida. Pedalei em 37 minutos e a meta é reduzir isso em 3 minutos. A corrida foi com pouco mais de 26 min a meta é de diminuir os mesmos 3 minutos.

Se isso for mesmo possível daqui até lá, meu tempo total de prova já cairia pra 1h23min o que começa a ser menos ruim…

Ahh, ia esquecendo da natação. Bom, a natação são outros 500. Melhor esquecer mesmo e nadar pra chegar… rsrsrs

Abraço e vamos ver no que vai dar…

Estadual de Triathlon – 2ª etapa 2013

3 de setembro de 2013 7 comentários

No último domingo, 01 de setembro de 2013, aconteceu a 2ª etapa do Campeonato Estadual de Triathlon do Rio de Janeiro.

Dessa vez a etapa foi em homenagem ao meu grande xará, o super gente boa Armando Barcellos!

Aqui no Rio, por motivos logísticos, a prova se mudou para o Recreio dos Bandeirantes e não existe mais a categoria Olímpico, apenas a categoria Short. Pra quem não está treinando do jeito que gostaria isso pode até parecer bom mas pra quem conhecidamente não é rápido, isso pode ser muuuuito ruim.

Na última semana vinha pensando em como me comportar nesta prova. A única vez que participei de um Short foi a minha estréia no triathlon. De lá pra cá, o menor que fiz foi o Olímpico, chegando ao ápice com o Ironman em maio. Ganha-se muita resistência e perde-se em velocidade. Parece que é impossível ter tudo nessa vida… E é!

Decidi que faria a prova inteira no máximo o tempo todo. Se tivesse que quebrar, quebraria e, daí pra frente ia rastejando…

Largada

Quando deu a largada, tentei colocar em prática minha estratégia. Parti pra dentro na natação mas aí ocorreu algo interessante, o ma estava tão baixo que dava pra ir andando por uns 100m com água na altura da coxa. Como tinha umas ondas, ir nadando era pior do que caminhando. Nessa hora pensei como seria útil se, ao invés da natação eu fizesse hidroginástica… rs

No short acontece um fenômeno interessante. Como a prova é muito curtinha, todo mundo quer dar o máximo o tempo todo. Nada de se poupar. Isso faz com que a natação seja simplesmente a coisa mais violenta do universo.

Como na primeira vez que me aventurei, apanhei muito, mas muito mesmo. O bom dessa vez é que eu já estava acostumado com isso e não precisei parar pra respirar em nenhum momento, porém, só consegui encaixar mesmo a natação depois de uns 500m, ou seja, a etapa da natação foi, como de costuma, muito ruim.

Nadei em cerca de 16min e como a área de transição ficava a quase 500m da água, meu tempo total da natação mais T1 foi de pouco mais de 21min.

Peguei a bike e pensei: “É agora!” Comecei a pedalar de maneira alucinada que fiz até um pico de 42km/h pra sair de uma confusão. Daí pra frente a velocidade estabilizou entre 31 e 32km/h até muito perto do final, foi quando a falta da prática me atrapalhou bastante. Um pelotão me passou e, muito antes da área de desmonte, todos foram descalçando as sapatilhas e eu acabei sendo influenciado por isso e também descalcei… Faltava mais de 1km pro final… Me atrapalhei um pouco e pra dar uma noção, meu último km foi em 23km/h. Lição aprendida…

Acabei a etapa com cerca de 37min e rapidamente (ou seria lentamente???) já estava correndo. Ao contrário do que costuma acontecer, não consegui imprimir um ritmo forte desde o início (normalmente quando corro depois de pedalar, o início é sempre muito forte. É involuntário mas acontece) e minha pretensão de correr entre 23 e 24 minutos foi pro espaço.

Curiosamente, com o passar dos kms consegui ir ganhando velocidade chegando a fechar o último km com pace próximo ao previsto, abaixo de 5min/km. Pena que foi só o último km…

No final, fechei a corrida com pouco mais de 26min e o tempo total da prova foi de 1h29min.

Queria fazer abaixo de 1h25min mas não deu. O ritmo da prova é realmente muito intenso e o desgaste acaba sendo grande. Posso dizer que terminei essa prova mais acabado do que o Iron sem nenhum medo de estar falando besteira.

Comparando com a 1ª vez, que fiz o tempo de 1h37min, até que não foi tão ruim…

À procura da próxima meta!

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