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Posts Tagged ‘rio de janeiro’

Ironman 70.3 Rio 2018 – A Prova

22 de março de 2019 1 comentário

Sim, eu sei, tô muito atrasado… Mas acho que sempre vale à pena deixar um registro por aqui… E infelizmente a correria do dia a dia não me permite uma dedicação maior pra isso aqui…

A prova do Rio é, pra mim, uma prova muito especial… É no quintal de casa! Isso, obviamente, como tudo na vida, tem seus prós (não preciso gastar dinheiro com passagens e hospedagens) e seus contras (é sempre uma correria pq não consigo tirar uns dias dedicados à prova). Mas no geral, é sempre uma festa que eu gosto muito de participar…

Obviamente, dado que já se passaram 6 meses da prova, a riqueza de detalhes fica perdida e já peço desculpas por isso. Prometo tentar publicar sobre as próximas provas ainda na semana que elas ocorrerem… Tenhamos fé… Rs

Essa prova foi a primeira prova organizada pela Unlimited Sports depois daquela confusão generalizada no 70.3 de Maceió onde o vácuo foi uma constante, todo mundo reclamou bastante e acabei comentando no último post que fiz…

A Unlimited ajustou os tempos de largada das categorias pra conseguir espaçar mais os competidores e tentar reduzir o vácuo… No final acho até que deu certo mas, como nada é perfeito, teve gente largando muito tarde… E com o sol que estava, e normalmente está, acaba sendo uma prova bem diferente… As meninas, como de costume, foram as últimas a largarem e, obviamente, as mais prejudicadas pelas condições climáticas.

Pré Prova

Aqui no Rio, pra mim, a alegria sempre é maior… A quantidade de conhecidos que encontro na hora de buscar o kit, de tirar foto no “mdot”, do congresso técnico, bike check-in etc é muito maior. E como reencontrar amigos é sempre bom, o dia vai ficando mais leve…

 

Race day

Swim

Sei lá o que me deu nesse dia que na hora da largada eu me posicionei lá na frente… Na realidade, acho que estava meio apreensivo com a condição do mar, fui lá na frente dar uma olhada e acabei ficando por lá. Na minha frente só tinha uma fileira de atletas…

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Minha largada foi a primeira. Atrás apenas da elite masculina e feminina.

O mar nesse dia estava se mostrando meio complicado mas na realidade a gente ainda não sabia que ia piorar muito quem largou mais tarde encontrou uma condição bem pior… Mais uma vez as meninas se ferrando…

Fiquei sabendo que mesmo na minha largada, onde o mar não estava tão ruim, teve gente que já desistiu na primeira onda. Elas nem estava tão gigantes nesse momento, mas tinha onda quebrando até a primeira bóia, que fica mais longe… Ou seja, tinha onda quebrando na sua cabeça durante praticamente todo o percurso da natação.

Também não sei por qual motivo, talvez instinto de sobrevivência, fiz minha melhor natação de 70.3 da vida.

Saí feliz quando vi o relógio e parti pra T1.

OBS: Quando saí da água vi algumas meninas no perrengue da largada… Olhei para o mar e me assustei um pouco…

T1

Nunca é tão rápida quanto eu acho que pode ser mas acaba que, no bolo que eu saio da água, sou até rápido e acabo ganhando umas posições… Rs

Bike

Eu juro que estava confiante em um bom pedal… Esse percurso tem características muito bem definidas: vento contra em direção à Barra, vento a favor em direção ao Recreio, subida dura mas curta da Grota Funda ida e volta e depois mais duas voltas até a Barra no esquema vendo contra indo e a favor voltando. Ahh, normalmente quanto mais tarde, mais vento…

Esse ano achei que tinha um pouco mais de vento do que no ano passado… O que atrapalha legal na ida e ajuda muito na volta, logo, não sei se faz tanta diferença assim no resultado final.

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Fato é que esse ano meu pedal foi um pouco pior do que o ano passado fiquei meio triste com isso quando entreguei a bike mas depois, analisando os dados, verifiquei que acabei fazendo um pouco menos de força mesmo…

Pro meu nível, não foi um pedal absurdamente ruim, mas eu tinha uma expectativa de fazer um pouco melhor… Vida que segue.

T2

Essa eu acho que já aprendi a fazer… Consigo descer rápido da bike e me manter correndo pra fazer toda a troca que precisa… Essa T2 especificamente achei bastante boa…

Run

Nessa altura da prova, umas 10h30min da manhã, o sol já fritava os miolos… Mas eu estava decidido a correr até quebrar. Esse é o lado bom de ser pangaré e nunca estar disputando nada: vc pode arriscar o que quiser pq não tem nada a perder… Rs

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Acabou que a corrida encaixou direitinho. Sempre tem uma diminuída de ritmo no meio da prova mas depois consigo voltar e terminar num ritmo legal.

Preciso encontrar uma maneira de me manter focado na prova o tempo todo. Ainda disperso muito nos pensamentos. De repente me dou conta de que aquilo é uma prova e volto a prestar atenção no que está ocorrendo… Poucas foram as vezes que consegui entrar num “estado de fluxo” onde nada interfere no que estou fazendo… Quando isso acontece, é certeza de uma excelente prova.

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No final, acabei fazendo tb a minha melhor corrida de 70.3 da vida e fiquei bem satisfeito.

Obviamente, sempre dá pra melhorar. Mas perceber que, mesmo aos poucos, estou em evolução, é muito gratificante. Se tem um conselho que posso dar pra quem está iniciando no esporte é: seja constante! A melhora vai vir. Não precisa de pressa.

Pós prova

O pós prova no Rio é sempre especial: ver a Lívia chegando bem e encontrar a família depois da linha de chegada é sensacional…

Depois disso o resto do dia é de resenha… Rs

Vamos em frente que já tô vendo a próxima prova…

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Rio City Half Marathon – A Prova

10 de abril de 2017 1 comentário

Esse final de semana aconteceu a Rio City Half Marathon aqui no Rio (como o nome já diz… rs).

Meia maratona que aparentemente veio pra substutuir a Asics Golden Run (que até 2015 se chamava Asics Golden Four) onde fiz meu PB na distância no ano passado. (Como no ano passado não escrevi nada aqui no blog, essa prova praticamente “passou batida” mas acho que cheguei a mencionar alguma coisa quando retomei as atividades por aqui…).

Como este ano tem Ironman Brasil de novo na minha listinha de provas, ele não pode deixar de ser a prova alvo pelo menos desse primeiro semestre. Quando vi essa prova, prontamente me inscrevi pra utilizar como treino pro Iron. Seria basicamente um treino longo num ritmo um pouco mais consistente do que a gente acaba fazendo nos treinos “normais” por aí… Os planos acabaram mudando um pouco pq depois disso, acabei me inscrevendo também para o Challenge Cerrado e, esta prova sim, passou a ser o grande “treino de luxo” pro Iron.

De qualquer maneira, eu estava inscrito e desistir não seria uma possibilidade, porém, combinamos que não alteraríamos nada na planilha para poder “encaixar” essa prova. Ela agora seria feita sem nenhum compromisso com tempo, pace, batimentos etc.

Tanto foi assim que na véspera tive que fazer meu pedalzinho de 120k pra cumprir a planilha…

Voltando à prova, esse percurso é considerado o mais rápido para meias maratonas aqui no Rio, (pelo menos das provas que acontecem hoje) mas acaba sendo tb um dos mais “chatos”… Nos primeiros 16km corremos por um retão que começa no Recreio e vai até o final da Barra da Tijuca, aí temos a primeira curva onde pegamos um viaduto seguido de um túnel para chegar a São Conrado, onde a prova termina. A única altimetria que existe é a subida do viaduto e do túnel, o resto é 100% plano. O problema é que isso é bem no finalzinho da prova e aí, meu amigo, é uma quebradeira generalizada… rs

Run City Half Marathon - Percurso

Como eu não tinha mais nenhum compromisso de tempo, resolvi fazer a prova sem o Garmin… Na realidade ele estava no meu pulso pro registro, mas virei ele pra baixo pra que não conseguisse olhar nem mesmo se quisesse… Só olhei mesmo quando cruzei a linha de chegada. Estava lá o meu 2º melhor tempo de meia maratona.

Confesso que fiquei um pouco surpreso. Sinceramente não estava esperando ficar tão perto do meu melhor tempo (1min). Quem acompanha meu treinos (e até aqui mesmo acho que já falei disso) sabe que tenho reclamado que minha corrida não está “encaixando”. Minha natação está a mesma porcaria de sempre, meu pedal acho que evoluiu e minha corrida acho que regrediu… Mas se formos contar que meu PB na distância foi feito ano passado quando eu estava treinando só pra Maratona do Rio e tinha descansado na véspera da prova, tô começando a ficar com a esperança de que, na hora certa, minha corrida vai finalmente “encaixar”…

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Cheguei correndo forte… Sim, eu sou esse de verde com o shortinho estilo queniano… Rs

Ontem fez um dia muito quente aqui no Rio e a quebradeira no final da corrida foi muito grande. As ambulâncias tiveram muito trabalho do meio pro final da prova e isso me assusta um pouco, principalmente depois do ocorrido na última prova de triathlon aqui no Rio onde um atleta veio a falecer… Tenho visto muita gente correndo atrás de mostrar uma superação louca, bater recordes pessoais que, em alguns casos, fica muito nítido que a pessoa não tem condições… Pessoal, não tô aqui pra ensinar nada pra ninguém, muito menos dar lição de moral, mas tenhamos um pouquinho mais de responsabilidade com nossa própria saúde. Fazer exercícios é excelente, mas dentro dos nossos limites… Se não for prazeroso, pra que serve? Vamos esquecer um pouco o Strava e nos divertir… Bater recordes é excelente, mas viver é muito melhor…

Bola pra frente e me desculpem o desabafo…

Ironman 70.3 Rio de Janeiro 2015 – A prova

21 de outubro de 2015 3 comentários

Depois de muito, mas muito tempo mesmo, fui convencido a escrever aqui as impressões da minha prova.

Primeiro só quero deixar claro que não tenho escrito mais nada por aqui única e exclusivamente por falta de tempo. Infelizmente ainda preciso dormir durante as madrugadas e esse é o único tempo que não está ocupado… rs

Vamos à prova:

Como carioca e morador do Rio de Janeiro, embora a razão me mandasse não participar da prova, a emoção não me deixou ficar ausente dessa festa.

A prova era no RJ, sem precisar faltar o trabalho (ou tirar férias), sem custos de viagem, hospedagem, aluguel de carros e afins, a possibilidade de os familiares e amigos que não costumam viajar pra esse tipo de evento poderem assistir e além disso tudo a possibilidade de esta prova ser única, já que aqui no Rio os eventos esportivos são cancelados da noite para o dia… Uma pena para a Cidade Olímpica e Maravilhosa…

Expo, congresso e bike check in:

O primeiro engano da minha parte foi com a logística. O Recreio dos Bandeirantes é longe pra caramba e com o trânsito que temos hoje em dia, o tempo para chegar até lá pode variar muito… Com essa incerteza, não arrisquei tentar pegar o kit depois da saída do trabalho, optei por resolver tudo no sábado. Ia unir o útil ao agradável: saia de casa cedo, assistia o congresso técnico, buscava o kit, almoçava, arrumava as sacolas, deixava a bike no check in e voltava pra casa… Deu errado. O tempo pra chegar ao recreio no sábado de manhã foi absurdo e perdi a hora do congresso… hahaha. Mas ok, o restante funcionou…

Kit na mão, fotos, social com os amigos… Rolou até uma passada de carro pelo trecho do percurso do ciclismo que tinha uma subida… Deu pra perceber que está longe de ser a pior subida do mundo mas que, dadas as condições de alguns trechos do asfalto, seria uma descida perigosa pra quem quisesse “recuperar” o tempo da subida e não tivesse muita habilidade…

Almoço, bike check in e casa. Essa foi a véspera da prova…

Pré race:

Apesar de ter deixado tudo organizado na véspera, cheguei cedo à transição pra acertar os últimos detalhes e sobrar tempo pra dar uma nadadinha de aquecimento…

A transição antes da prova é uma coisa muito estranha: gente séria, gente sorridente, gente desesperada pq encontrou algum problema de última hora… Pra mim é uma grande confraternização pré prova…

Tudo certo na bike e nas sacolas de transição, parti pra praia.

Entrei na água pra fazer um aquecimento e quando saí, uns 10min depois, percebi que o Garmin tinha apagado… Tentei de tudo ali antes da largada pra ressuscitar o dito cujo mas nada adiantou… A prova ia ter que ser num “voo cego”…

Na realidade sempre tive vontade de fazer uma prova só “no sentimento”, sem olhar pra relógio, GPS e coisas do tipo… Mas não precisava ser num 70.3, muito menos de surpresa… Vida que segue…

Natação:

Segui as orientações e, acho que pela primeira vez na vida, aqueci antes da prova… Não sei se isso ajudou mas o fato é que, apesar de o tempo da natação ainda ser ridículo, fiz minha melhor natação das 4 provas de 70.3 que já fiz e com uma diferença grandinha de tempo…

A largada foi realizada em ondas. Primeiro largou a elite masculina, depois elite feminina, em seguida veio o primeiro grupo de amadores, de touca amarela, depois meu grupo, de touca verde, depois outro, de touca azul e, por último, as mulheres amadoras, de touca rosa…

Mantive minha estratégia conservadora ao extremo de largar lá atrás pra evitar a “pancadaria” até a primeira boia… Larguei lá atrás mas acho que larguei forte. No contorno da primeira boia já estava ultrapassando os mais lentos da onda anterior, de touca amarela. Me achei o Aquaman e tentei continuar no mesmo ritmo. Quando contornei a segunda boia percebi que comecei a ser ultrapassado pelos primeiros colocados da onda posterior, de touca azul… É, eu não era o Aquaman! Depois de contornar a última boia, já nadando em direção à saída, as primeiras meninas, de touca rosa, começaram a me ultrapassar… Definitivamente, ainda não aprendi a nadar…

Quando saí da água, sem nenhuma noção de tempo já que o Garmin tinha falecido, só consegui ter uma noção de tempo quando passei no pórtico e calculei um pouco mais de 40min na natação… Isso pra mim foi muito legal.

Mais legal que isso foi conseguir sair “inteiro” da natação.

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O tempo final da natação foi de 41min03s. Acreditem, isso  pra mim foi bom!

T1:

Dentro das metas que eu mesmo tinha me imposto, minha T1 foi muito legal.

Como acabei saindo “inteiro” da natação, consegui correr durante todo o percurso da T1 o que me fez ganhar mais alguns minutos já que normalmente me arrasto nesse trecho.

Meu tempo aqui foi de 5min18s

Ciclismo:

Entrei numa de falar só do que acho bom mas vou abrir uma pequena exceção pra não deixar essa parte em branco… rs

Como sou sabidamente lento, posso me dar ao luxo de arriscar qualquer novidade em qualquer prova sem maiores problemas. Quem está disputando vaga pro mundial, pódio na categoria ou coisas do tipo, não pode arriscar. Tem que fazer o que está acostumado.

Pois bem, arrisquei usar nessa prova um par de pneus novos que, não vou entrar em detalhes, mas não furam. É risco zero de ter que parar pra trocar pneu. Não precisa levar câmara, CO2, espátula nem nada. É só ir ser feliz!

Pois é. Seria! Nunca tinha sequer andado 10km com esse pneu e durante a prova, como estava sem o Garmin, a única coisa que eu sabia era que estava fazendo toda minha força no pedal… Enfim, fiz o pior pedal da minha vida! Disparado o pior!

Conversando com alguns amigos depois da prova, todos foram unânimes em falar que foi culpa dos pneus. Esses amigos também tem esse tipo de pneu, porém, foram mais conservadores (na realidade mais sensatos) e não utilizaram na prova sem testar. Depois dos testes que só puderam acontecer depois da prova, todos consideraram que é preciso muito mais força pra manter a mesma pedalada.

Lição aprendida e vida que segue! Os pneus que não furam vão pros treinos de montanha… rs

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Aqui demorei eternas 3h24min28s. Inacreditável!!!

T2:

Quando vi o tempo do pedal, entreguei a bike tão furioso que consegui fazer a T2 num tempo bem mais rápido do que tinha planejado.

Entrei, peguei a sacola, calcei o tênis e saí…

Opa, como estava chovendo, ainda me dei ao luxo de trocar de meias… rs

Tempo: 2min31s

Corrida:

Saí pra correr bastante desanimado mas eu estava lá pra isso. Encaixei o ritmo e fui. Sem saber o pace, sem saber o tempo, a única coisa que eu sabia era a distância quando passava pelas placas… hahaha

O percurso todo da prova foi muito bonito, mas a corrida foi sensacional. A passagem pela Prainha é simplesmente fantástica e vale a visita. Mas, como não existe almoço grátis, pra ver a vista tinha que subir o morro até lá. Como a da bike, nem é uma subida tão sinistra assim mas dá uma boa quebrada de ritmo.

A primeira cheguei a encarar correndo. Nas seguintes as pernas fraquejaram um pouco e precisei de alguns momentos de caminhada pra me recompor… rs

Apesar de o tempo não ter sido bom, achei que fiz o melhor que deu praquele momento.

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O tempo foi de longas 2h06min59s

No total deu 6h20min21s.

Conclusões:

Fiquei feliz? Sim!

Poderia ter sido melhor? Muito! Mas é assim mesmo. A gente vai dando cabeçada até aprender.

Ano que vem, se tudo for como planejado, estarei lá novamente.

E pra quem reclama que a prova tem muitas subidas. Tem que treinar mais em subida. As subidas estavam lá pra todo mundo e todo mundo sabia. Eu achei a prova divertidíssima!!! Me ferrei pelos meus erros!

O legal é que vejo espaço pra melhorar bastante em todas as modalidades:

  • Natação: ainda é péssima mas está no caminho;
  • T1: a melhora na natação faz a T1 melhorar automaticamente;
  • Ciclismo: esse não pode ser usado como referência mas mesmo assim dá pra melhorar bastante;
  • T2: gostei muito. Ainda é possível melhorar mas só vou me preocupar com isso quando estiver disputando vaga pro mundial, ou seja, nunca!;
  • Corrida: sempre tem espaço pra melhorar aqui mas esta tb não é referência. O vacilo do ciclismo ferrou com tudo.

Até a próxima!!!

Ironman Brasil 2015 – Semana 06 de 20

23 de fevereiro de 2015 Deixe um comentário

Finalmente o ano começou pra todo mundo! É hora de guardas as fantasias e voltar a viver a realidade das nossas vidas…

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Confesso que, para mim, o ano já tinha começado antes mesmo de o outro ter acabado, pelo menos na minha “versão atleta”… O ano já começou com o Desafio do Dunga e de lá já emendei no treino do Iron, enfim, não parei…

Mas agora, depois do carnaval, o ano começa “oficiosamente” para quase todos os brasileiros. Começam agora a levar mais a sério o trabalho, os exercícios, a alimentação, os estudos e tudo mais que foi meio esquecido durante esses quase 3 meses, então, se vc ainda não começou seu ano, aproveita que a hora é essa!!!

A prova de que meu ano já havia começado é que acabei de completar a semana 06 de 20 da caminhada até a linha de chegada do Ironman Brasil Florianópolis 2015.

Como havia dito na semana anterior, as semanas 5 e 6 seriam complicadas por causa do carnaval. Feriados, blocos e pessoas alcoolizadas dirigindo nas estradas são capazes de “atravessar” o samba de quase todo “folião” fantasiado de triatleta. Mas quase todo não é todo. Eu escapei ileso… Quer dizer, quase ileso!!!

Por mais incrível que isso possa parecer, consegui correr quase tudo que a planilha mandava e cheguei a pedalar até um pouquinho a mais. O grande problema foi a natação. Não tinha muito jeito, o clube ficou vários dias fechado e a natação foi muito prejudicada. Mesmo assim, se comparar com 2013, nadei até mais. Não que isso seja uma grande coisa, mas é um referencial… rs

Os treinos não foram exatamente como deveriam ter sido mas no geral foi bem interessante. Por causa das “confusões” carnavalescas, acabei trocando os dias de alguns treinos e até mesmo o objetivo deles. Mas acho que essa adaptação foi fundamental pra conseguir me manter em movimento intenso durante esses dias e é isso que importa!

O lado não muito legal é que mesmo eu tendo diminuído bastante o volume da corrida nas primeiras semanas, o período grande de treinos sem uma pausa razoável para recuperação está cobrando seu preço: um início de fascite plantar está incomodando e o gelo, as massagens e o alongamento já estão a todo gás pra tentar resolver isso sem que os treinos sejam muito atrapalhados. Como tudo sempre costuma dar certo comigo, não tenho muito motivo pra me desesperar. As coisas vão se ajeitando!!!

Pra ratificar o que eu disse sobre não ter sido muito prejudicado pelo carnaval, é só dar uma olhada nos números abaixo que percebe-se que realmente eu to mais focado.

O resumo é esse aí:

Semana 06– 16/02 a 22/02

Previsto 2015 x Realizado 2015

Swim – 11.600m / 5.200m

Bike – 360min / 375min

Run – 180min / 165min

Realizado 2013 x Realizado 2015

Swim – 3.000m / 5.200m

Bike – 365min / 375min

Run – 140min / 165min

Será que até a semana 20 eu consigo “encaixar” uma semana próxima de 100%???

Vamos com tudo!!!

Corrida de São Sebastião 2014 – A prova

22 de janeiro de 2014 2 comentários

São Sebastião

 

A Corrida de São Sebastião é, na minha humilde opinião, a mais tradicional do Rio de Janeiro. Há uns anos atrás, por motivos que não sei explicar, ela não aconteceu e alguns corredores se reuniram nesta data fazendo uma “manifestação” pela Corrida de São Sebastião. A “manifestação” aconteceu correndo no horário e local onde ela deveria estar acontecendo. Posso estar enganado mas acho que isso aconteceu em 2008…

Nessa época do ano o clima no Rio de Janeiro é muito quente e aliado ao fato de não ser uma corrida “modinha”, acaba sendo uma corrida que não fica lotada. Até poucos anos atrás só tinha a prova de 10km, depois acabaram incluindo os 5km tb, acho até que por uma questão de sobrevivência… O fato de não ficar lotada é legal pq a corrida acaba ficando menos embolada. Uma curiosidade que percebi esse ano é que acho que tinha mai9s gente pra correr os 10km do que pra correr os 5km. Posso estar enganado, mas na hora do retorno dos 5km, a maioria que estava perto de mim continuou na perna dos 10k… Estranho mas bem legal!

Fato é que essa é uma corrida que gosto de participar e dificilmente fico de fora. Apesar do calor, apesar de ser sempre “meu” início de temporada e apesar de várias outras coisas, eu gosto de correr essa prova!

Ela aconteceu nesta última segunda-feira, 20/01 – dia de São Sebastião, óbvio, e como previsto, o Astro Rei não deu trégua. Quando acordei até achei que ia ficar nublado mas quando saí de casa as nuvens já estavam se dissipando…

Minha pretensão inicial era fazer uma corridinha tranquila, sem forçar muito, até em virtude do calor e minha fase atual de treinos que ainda está no período de base, bem devagar etc. Bom, eu queria fazer os 10km em 55min.

O problema de se pré-estabelecer um tempo, mesmo que não se tenha nenhum compromisso com ele, que é o meu caso, é que você acaba ficando preso a isso e acaba sendo atrapalhado. Infelizmente não consigo ir pra prova nenhuma sem antes fazer uma previsão do que vai acontecer e do tempo que vou levar pra terminar… Normalmente costumo ser bastante conservador nesse quesito e acabo, na maioria das vezes, terminando antes do previsto. Dessa vez não foi diferente…

Quando toca a buzina e a corrida começa, seu corpo esquece que você ainda está na época do treino de base, que a temperatura está em mais de 30°C antes das 8h da manhã etc. Aliás, seu corpo nunca soube disso… Ele só se lembra de quão rápido você já conseguiu correr um dia e acha que é possível correr assim também naquele momento… E você corre!

Corre até que a conta chega e, de uma hora para outra, o mesmo corpo que queria correr já mudou de ideia e agora só quer parar. As posições na briga mental entre correr forte x correr fraco se invertem e nessa altura da corrida já não se sabe mais se quem manda é o corpo ou a mente… É uma loucura generalizada…

Resumindo a prova, comecei mais forte do que deveria, paguei o preço disso nos kms 6 e 7 e depois disso consegui “encaixar” novamente um ritmo legal e terminei a prova numa boa, inclusive com um tempo mais baixo do que o planejado, 52min40s.

A única coisa que não gostei é pq eu gosto de ir acelerando no decorrer da prova e consigo fazer isso na esmagadora maioria delas. Os últimos kms são, quase sempre, mais rápidos do que os primeiros… Nessa prova o pace começou legal, aumentou no meio da prova e voltou a cair no final, fazendo uma morro que me desagrada um pouco. Vamos relevar pq foi a primeira prova do ano e só estou com 15 dias de treinos… Ahh, e poderia ter sido pior: o pace poderia ter começado a aumentar e continuado aumentando até o final… OBS: aumentar o pace significa diminuir a velocidade!

Sobre o sol, só percebi que estava quente pra caramba depois que terminei… Acho que os treinos de corrida depois do pedal, lá em Magé, ao meio dia, acabaram me fazendo esquecer o sol enquanto corro…

No geral gostei do resultado e to começando a achar que vai ser um ano mais rápido do que eu estou acostumado… Fatalmente recordes virão!

Gran Fondo Giro d’Italia

23 de dezembro de 2013 5 comentários

Amigos,

Segundo o Blog “De Bike”, do jornal O Globo, o Rio de Janeiro vai sediar o Gran Fondo Giro d’Italia nos dias 15 e 16 de novembro de 2014.

  • Dia 15 uma crono-escalada da Rua Alice até o Cristo.
  • Dia 16 uma prova de 100km com largada na Rocinha e chegada a definir.

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Essa daí é mais uma prova que só não participo se não conseguir me inscrever.

Já estou ajustando o calendário de provas pra poder “encaixar” essa aventura…

É uma excelente oportunidade pro pessoal de fora do RJ vir aqui conhecer as montanhas por onde pedalamos…

E aí, quem vem comigo???

Como é bom pedalar sem compromisso!!!

20 de novembro de 2013 5 comentários

Feriadinho no meio da semana. O que fazer?

Em outros tempos o despertador ia tocar super cedo pra eu poder fazer algum treino insano e ainda conseguir aproveitar o dia, mas, com o meu estratégico “recesso esportivo” isso não aconteceria… Bem, mais ou menos, né?

Não sei se já falei aqui mas tenho crises de abstinência quando fico muito tempo sem me exercitar. Normalmente sou uma pessoa bem humorada. Se eu não estiver sorrindo é pq alguma coisa está errada e uma delas é a falta de exercícios. Se até eu consigo reparar que meu humor está alterado, imagino o que devem pensar as pessoas que convivem comigo no dia a dia…

Voltando ao tema do post, acordei quando o sono acabou. Sem barulho de despertador, celular ou qq outro tipo de alarmes que nos fazem lembrar dos nossos compromissos.

Com um dia inteiro pela frente, precisava arrumar uma ocupação. Olhei pra bike, ela deu uma piscadinha pra mim… Não resisti. Montei nela e fui rodar por aí sem preocupação com tempo, velocidade, distância, cadência e blá blá blá…

Subi o alto da Boa Vista e resolvi esticar até à Vista Chinesa. Tinham feito uma reforma por lá e eu ainda não tinha ido depois disso.

Realmente o asfalto no trecho Mesa do Imperador – Vista Chinesa está perfeito, acredito que da Vista pra Zona Sul também deva estar.

A chegada na Vista é sempre um espetáculo. Já  ia dar meia volta quando lembrei que não precisava pressa. Parei, tirei fotos, comprei um Gatorade, apreciei a cidade do alto tomei fôlego e voltei pra casa.

Isso aí é pra ter uma ideia do visual.

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Ahh, como é bom pedalar sem compromisso!!!

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