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Short Triathlon – 2ª etapa – 2014 – A prova

18 de agosto de 2014 4 comentários

Como já havia dito, ontem, domingo, ocorreu aqui no RJ a segunda etapa do Estadual de Short Triathlon.

No sábado, véspera da prova, a organização estava na dúvida se a etapa da natação poderia ocorrer. O mar estava bem alto e mexido. Com certeza, nadar naquelas condições seria difícil… Mesmo assim, como havia a previsão de que o mar baixasse e acalmasse para o domingo, estava praticamente decidido que a natação poderia ser realizada com segurança. A alternativa seria uma corrida de 2km pela areia.

No domingo pela manhã, cerca de 1h antes da largada os bombeiros deram ok para a realização da natação mas que eles tinham reduzido um pouco o percurso. Relaxei! Se os bombeiros disseram que está ok, é porque está ok!

Peguei minha roupa de borracha e me encaminhei pra praia, onde estava o pórtico de largada. Fiquei tenso novamente!!! O mar parecia uma máquina de lavar. Daquelas velhas que chacoalham tanto que vão andando pela casa…

Resolvi perguntar eu mesmo para um dos bombeiros se estava realmente tranquilo para entrar e sair e a resposta foi simples: “Entra pelo canto que rapidinho vc chega na primeira bóia. Depois que contornar a segunda pode mirar o pórtico e voltar em linha reta que vc vai cair direto na vala que vai te trazer de volta.” Relaxei mais uma vez!

Até que os bombeiros foram pegar o bote (daqueles infláveis com um motor de popa) pra entrar no mar. Quase não conseguiram! O bote quase virou umas 3 vezes e eles tiveram que chegar uns 500m pra longe do lugar onde ele tinha me mandado entrar pra poder vencer a arrebentação. De bote. Com motor. Fiquei bem tenso de novo!

Quem tá na chuva é pra se molhar, então, lá fui eu pra trás do pórtico esperar a largada. Quando toca a buzina, vc para de pensar e simplesmente vai!!! Corri para o canto, lembrando a “dica” do bombeiro, e demorei demais pra vencer a arrebentação. Contornei as boias, mirei no pórtico pra sair em linha reta, como disse o bombeiro. Outra eternidade pra conseguir voltar!!!

OBS: Pela primeira vez pensei em desistir de uma prova de triathlon por causa da natação!

Geralmente só consigo “encaixar” a respiração depois de uns 100m de prova, quando o coração acalma, mas dessa vez a natação foi tão tensa, mas tão tensa, que eu não consegui, em NENHUM momento, “encaixar” a respiração. Terminei a etapa sem conseguir uma sequência razoável de braçadas… Toda hora tinha que dar umas braçadas de peito pra colocar o ar pra dentro…

Depois de sair da água, fui pra transição com toda a calma pra tentar reduzir os batimentos. Acabei fazendo uma T1 bem rápida pros meus padrões e parti pro pedal pra tentar fazer o melhor possível.

Comecei a pedalar forte e, sem contratempos, fiz uma média de 32km/h com alguns momentos de vácuo, que nesta prova é permitido. Poderia ter me beneficiado muito mais disso, porém, eu queria ficar com a cara no vento. Lembra que minha meta é o 70.3 de Foz? Pois é, lá tem que ser com a cara no vento.

Só não fiquei o tempo todo com a cara no vento pq às vezes é bom dar uma descansada, mesmo que não ganhe velocidade. Minha perna estava bem pesada do pedal de sábado.

Chegando na T2, eu estava num pelotão com certa de 10 atletas. Quando fizemos o último contorno antes da área de desmonte, todos foram reduzindo e descendo com calma das bikes. Passei todo mundo e fiz uma descida “profissa”. Já tinha tirados os pés da sapatilha e do jeito que cheguei, pulei da bike e continuei correndo. Passei esses 10 aí só no desmonte da bike. Essa  parte foi a mais legal!!! Rs

Parti pra correr também na tentativa de forçar o quanto pudesse mas as pernas já estavam bem cansadas. Já tinha acumulado o pedal de sábado com o pedal da prova. Mesmo assim, consegui manter um ritmo legal pra fechar os 5km um pouco abaixo dos 25mim.

Meu tempo total acabou sendo 1h22min. Meu melhor tempo de short!

Rio Triathlon etapa 2 - 2014

Fiquei satisfeito principalmente com a corrida mas o pedal não decepcionou. Isso foi bom! Sobre a natação, o único comentário que posso fazer é: tenho que aprender a nadar! E é urgente!!!

Maratona do Rio 2014 – A prova

28 de julho de 2014 7 comentários

Finalmente chegou o dia da Maratona do Rio. Como tudo na vida, poderia ter sido melhor… Ou poderia ter sido muito pior… rs

Como a largada da prova é no Recreio e a chegada no Aterro do Flamengo (distância um pouco menor do que os 42km da prova*) fica impraticável ir de carro pra largada. Imagina ter que voltar lá pra buscar o carro depois??? Cruzes!!!

Maratona do Rio - 2014

Sabendo dessa dificuldade, a organização disponibiliza ônibus pra levar os corredores até a largada, mas, a minha querida empresa, que é quem paga minha inscrição pra essas provas (apenas as de corrida e apenas as que são aqui no RJ ok?) também disponibilizou um ônibus pra levar os seus “atletas” do Aterro do Flamengo até a Largada. O Ônibus sairia do Aterro às 5h da madrugada e para isso eu teria que acordar antes das 4h. Assim o fiz mas cabe lembrar aqui que é muuuito duro pra mim acordar a essa hora da madrugada. Muito duro! Mas ok, todos no ônibus e fomos.

Estava frio e, chegando no Recreio, uma leve garoa já caia sobre nós. Me abriguei embaixo de uma árvore e só fui pra área de largada quando faltavam 5 minutos. Um erro! Com isso, me posicionei muito atrás na largada e mesmo numa prova de 42km, acreditem, tem gente caminhando aos 3km de prova! Esse ano tinha realmente muita gente pra fazer a Maratona o que fez a largada ficar muito confusa pra quem largou lá de trás…

Praticamente os primeiros 10km foram corridos em zig-zag desviando da galera… Mas ok, faz parte…

O primeiro km foi muito lento, porém, os seguintes já vieram melhores e eu mantinha um pace médio de 5:40 sem me estressar muito. A ideia era passar a subida da Niemeyer descer no Leblon e daí pra frente, que era tudo plano, tentar manter um pace um pouco mais forte. Não deu! Rs

A Av. Niemeyer é a segunda e última subida da prova e começa +/- no km 27. Não é a coisa mais extensa do mundo mas subir 2km depois de 27km pode te causar problemas… Quando cheguei ali o pace médio estava em 5:41 (tinha acabado de passar pelo primeiro sobe e desce). Subi a Niemeyer no conforto e desci sem tentar compensar. Quando cheguei ao Leblon olhei novamente pro Garmin e não tinha subido mais do que 1 segundo de média. Excelente! Daqui pra frente era só soltar as pernas e seguir tranquilo até a chegada… Estava +/- no km 30.

Boa parte dos meus treinos longos é feito nesta parte do percurso (Leblon – Ipanema – Copacabana), ou seja, ali eu estava em casa. Só faltavam 12km, eu estava me sentindo inteiro! O Leblon tinha passado e eu conseguia manter um pace um pouco abaixo dos 5:40 pra tentar fazer a média voltar pra esse número. Lá pelo meio de Ipanema, quase no km 33, a coisa começou a mudar. Pra manter os 5:40 eu tinha que fazer muita força. Quando cheguei em Copacabana, era muito mais força e acabei vendo o pace entre o km 33 e o 38 chegar a passar dos 6:00, um deles, inclusive com o km 38 em 6:13.

 

Neste ponto, cruzei com conhecidos no caminho retornando após terem feito a meia. É incrível como isso é capaz de te empurrar. Daí pra frente o pace só foi melhorando (mesmo sem chegar nos 5:40 iniciais) e acabei fechando a prova com pace médio de 5:47 com o final da prova (500m depois dos 42k) em pace de 5:09.

 

No total, foram 4h05min (tempo do meu Garmin, não oficial) com a dose de sofrimento no limite.

 

É claro que poderia ter sido diferente. Tanto pra melhor quanto pra pior. Se fosse um pouco melhor, não teria o mesmo valor. Se fosse um pouco pior acho que eu teria abandonado.

Pouco depois de passar a placa de 11km minha panturrilha direita começou a doer. Resolvi ignorar, afinal, devia ser psicológico! Deste ponto até a linha de chegada a panturrilha permaneceu doendo. Fui pra casa e ela continuou doendo. Dormi, acordei no dia seguinte, fui pro trabalho, voltei, estou aqui escrevendo e adivinhem: Ela está doendo! Não era psicológico! Assim que cheguei fiquei um pouco chateado com a panturrilha. Poderia ter feito melhor se ela não tivesse começado a incomodar. Hoje, já sem a endorfina toda do momento, consigo enxergar que a culpa não é da panturrilha, coitada. Quem fez a panturrilha doer fui eu, que não treinei como deveria!

 

O que me deixa tranquilo nisso tudo é que a corrida te devolve exatamente de acordo com o que você fez no treino. Realmente eu tinha razão, os treinos não foram suficientes. Mas não tem mimimi, e nem milagre. Quem treina se da bem, quem não treina se arrasta.

 

Fica a lição: uma Maratona precisa ser respeitada e o treinamento tem que ser sério! É muito diferente das provas mais curtas… Muito mesmo!!!

 

No final da história, to feliz!

 

Medalha Maratona do Rio - 2014

 

*A largada da prova é no sentido contrário ao que devemos ir pra chegar ao Flamengo. Tem uma volta de 3km até passarmos novamente na largada para aí sim irmos em direção ao Flamengo. Por isso a distância do ponto de largada até o ponto de chegada tem menos de 42km.

1ª etapa – Estadual de Short Triathlon 2014 – A prova

28 de abril de 2014 10 comentários

Eu sempre falo que não vou fazer essa prova porque não gosto da distância Short (750m swim / 20km bike / 5km run) mas acabo sempre me inscrevendo…

Dessa vez não foi diferente: reclamei que só tinha Short, que a inscrição estava cara, que o pedal naquele circuito é perigoso etc, etc, etc e me inscrevi.

Aqui no Rio de Janeiro, estamos vivendo um drama no triathlon. Sempre tivemos provas nas distâncias Short e Olímpica mas atualmente, com as mudanças na Cidade Olímpica, principalmente a derrubada do Elevado da Perimetral, onde ocorria a maior parte da prova de ciclismo, só temos o Short, e olhe lá, já é até muito… Aí, com a falta de opções de provas mais próximas acabo me inscrevendo nessas mesmo…

 

Chega de mi mi mi, vamos à prova.

Já no sábado, durante a entrega dos kits, falava-se que o mar na Barra da Tijuca, praia ao lado do Recreio dos Bandeirantes, onde ocorre a prova, estava alto e existia uma expectativa de não ocorrer a natação. Pouco provável já que a natação ocorre na divisa entre as praias do Recreio e da Macumba e esta divisão é feita por uma enorme pedra na água, logo, se a corrente está pra um lado, o outro fica “abrigado” pela pedra. Essa é a lógica e ela costuma funcionar… Costuma…

No dia da prova, chegando na área de transição, nem estava mais lembrando disso quando escutei comentários de que daria pra fazer a natação sim pq o mar estava seguro! Fiquei tranquilo mas é bom deixar claro que da área de transição não é possível ver o mar…

Tralhas arrumadas e fui eu pra praia. Olhei pro mar e achei algo estranho. Apesar de o mar estar calmo, tinham vários surfistas na água… É, a calmaria era temporária. De tempos em tempos vinha uma sequencia de ondas que, confesso, me deixaram meio apreensivo.

Deu a largada e parti pra dentro, chegando na primeira boia muito rápido, contornei a segunda e só faltava voltar pra areia. Aí é que estava o problema… Eu devia estar no meio de uma “corrente de retorno” e demorei muito pra conseguir chegar de volta à praia… No final ainda consegui tomar um “caixote” enquanto tentava colocar os pés no chão… Saí tão exausto da água que fui até a T1 caminhando lentamente (deve ter uns 400m de distância da praia até a T1) pra tentar recuperar o fôlego.

Tirando a parte da caminhada, até que minha transição foi rápida.

Saí pra pedalar e tentei fazer o melhor que pude. Fiz força o tempo todo e acabei o pedal com uma média de 32,6km/h. Apesar de ainda ser uma média bem baixa pra uma prova dessas, isso pra mim foi o máximo! E fiquei feliz!!! Feliz por dois motivos:

  1. Consegui terminar o pedal sem me envolver em acidentes (sim, as provas aqui tem sempre tido algum acidente feio e nessa não foi diferente), e
  2. Melhorei consideravelmente minha média em relação à última prova mesmo sem fazer treinos específicos pra isso…

Larguei a bike e parti pra corrida também com uma transição que considero bem razoável pro meu nível.

Comecei a correr e, como de costume, algumas dores apareceram pra me lembrar que pedalei mais forte do que de consigo. Só que também já consegui aprender que a maioria dessas dores são psicológicas.

Aos poucos esqueci completamente a dor e consegui acelerar um pouco pra no final fechar com um pace médio de 5:20min/km o que pra mim também foi bem legal também…

20140428_211908

Tempo total de 1h20min que me deixou bem satisfeito mas não dá pra se iludir. A natação tinha 150m a menos do que deveria, o que ajudou bastante a fazer esse tempo mas o que me deixou satisfeito foi o fato de eu ter reduzido 7min na soma bike e corrida.

Na próxima vou reduzir ainda mais!!!

Peraí, não vou mais me inscrever pra isso não… ;P  rsrsrs

 

Estadual de Triathlon – 2ª etapa 2013

3 de setembro de 2013 7 comentários

No último domingo, 01 de setembro de 2013, aconteceu a 2ª etapa do Campeonato Estadual de Triathlon do Rio de Janeiro.

Dessa vez a etapa foi em homenagem ao meu grande xará, o super gente boa Armando Barcellos!

Aqui no Rio, por motivos logísticos, a prova se mudou para o Recreio dos Bandeirantes e não existe mais a categoria Olímpico, apenas a categoria Short. Pra quem não está treinando do jeito que gostaria isso pode até parecer bom mas pra quem conhecidamente não é rápido, isso pode ser muuuuito ruim.

Na última semana vinha pensando em como me comportar nesta prova. A única vez que participei de um Short foi a minha estréia no triathlon. De lá pra cá, o menor que fiz foi o Olímpico, chegando ao ápice com o Ironman em maio. Ganha-se muita resistência e perde-se em velocidade. Parece que é impossível ter tudo nessa vida… E é!

Decidi que faria a prova inteira no máximo o tempo todo. Se tivesse que quebrar, quebraria e, daí pra frente ia rastejando…

Largada

Quando deu a largada, tentei colocar em prática minha estratégia. Parti pra dentro na natação mas aí ocorreu algo interessante, o ma estava tão baixo que dava pra ir andando por uns 100m com água na altura da coxa. Como tinha umas ondas, ir nadando era pior do que caminhando. Nessa hora pensei como seria útil se, ao invés da natação eu fizesse hidroginástica… rs

No short acontece um fenômeno interessante. Como a prova é muito curtinha, todo mundo quer dar o máximo o tempo todo. Nada de se poupar. Isso faz com que a natação seja simplesmente a coisa mais violenta do universo.

Como na primeira vez que me aventurei, apanhei muito, mas muito mesmo. O bom dessa vez é que eu já estava acostumado com isso e não precisei parar pra respirar em nenhum momento, porém, só consegui encaixar mesmo a natação depois de uns 500m, ou seja, a etapa da natação foi, como de costuma, muito ruim.

Nadei em cerca de 16min e como a área de transição ficava a quase 500m da água, meu tempo total da natação mais T1 foi de pouco mais de 21min.

Peguei a bike e pensei: “É agora!” Comecei a pedalar de maneira alucinada que fiz até um pico de 42km/h pra sair de uma confusão. Daí pra frente a velocidade estabilizou entre 31 e 32km/h até muito perto do final, foi quando a falta da prática me atrapalhou bastante. Um pelotão me passou e, muito antes da área de desmonte, todos foram descalçando as sapatilhas e eu acabei sendo influenciado por isso e também descalcei… Faltava mais de 1km pro final… Me atrapalhei um pouco e pra dar uma noção, meu último km foi em 23km/h. Lição aprendida…

Acabei a etapa com cerca de 37min e rapidamente (ou seria lentamente???) já estava correndo. Ao contrário do que costuma acontecer, não consegui imprimir um ritmo forte desde o início (normalmente quando corro depois de pedalar, o início é sempre muito forte. É involuntário mas acontece) e minha pretensão de correr entre 23 e 24 minutos foi pro espaço.

Curiosamente, com o passar dos kms consegui ir ganhando velocidade chegando a fechar o último km com pace próximo ao previsto, abaixo de 5min/km. Pena que foi só o último km…

No final, fechei a corrida com pouco mais de 26min e o tempo total da prova foi de 1h29min.

Queria fazer abaixo de 1h25min mas não deu. O ritmo da prova é realmente muito intenso e o desgaste acaba sendo grande. Posso dizer que terminei essa prova mais acabado do que o Iron sem nenhum medo de estar falando besteira.

Comparando com a 1ª vez, que fiz o tempo de 1h37min, até que não foi tão ruim…

À procura da próxima meta!

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