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Sumi… Mas agora voltei!!!

15 de março de 2014 4 comentários

♩♫♭♪ Eu voltei… E agora é pra ficar… Porque aqui, aqui é o meu lugar… ♩♫♭♪

Meu sumiço foi inevitável…

Tirei férias e voltei com várias coisas, das mais variadas e dos mais variados setores, acontecendo… A gente vai tentando resolver daqui e dali e acabou que o Blog foi ficando por último.

O lado bom é que durante esse período não precisei ficar completamente longe dos esportes que acaba me servindo como terapia e válvula de escape…

Como já disse, passei um tempinho viajando de férias e com o frio que estava fazendo no velho continente ficou muito difícil acordar cedo pra dar uma corrida… Acho que isso acabou sendo compensado pelo tempo que passo andando durante o dia. Basicamente o dia todo, todos os dias…

 

Stonehenge - Londres - Berlim

Stonehenge – Londres – Berlim

 Mas nem tudo são trevas. Depois de 9 dias de viagem, diga-se de passagem sem nenhuma gotinha de chuva, no 10º e último dia consegui acordar cedinho pra dar uma corrida nas redondezas. Mesmo com o frio de 2°C eu fui. Fui e esqueci as luvas. Fui, esqueci as luvas e, veja só, começou a garoar… Nem preciso dizer que com 30min voltei alucinado para o hotel e me enfiei embaixo do chuveiro de água fervente pra poder descongelar…

Corrida em Berlim com direito a garoa e sem luvas...

Trote em Berlim com direito a garoa e sem luvas…

Eu gosto muito de viajar mas gosto absurdamente do meu país e da minha cidade! Cheios de problemas, eu sei, mas eu gosto. Cada um com suas maluquices só que dessa vez eu realmente senti o golpe quando coloquei meus pés na “Cidade Maravilhosa”!

Já tem um tempo que a Cidade só é Maravilhosa vista de cima, e de longe. Quando se dá um “zoom”, percebe-se que não é tããão maravilhosa assim…

Eu voltei no Carnaval e consequentemente, no meio da greve dos garis e todo o caos que a cidade estava vivendo me fez ter um duro choque de realidade. A viagem foi Rio – Londres – Berlim – Rio. Sempre Londres Berlim é simplesmente o lugar mais organizado que já passei. Chegar aqui, ter dificuldades pra sair do aeroporto e em seguida me deparar com a cidade cheia de lixo por todos os lados doeu muito. Muito mesmo!!!

Esse assunto vou parar por aqui pois além de ser muito grande e polêmico, este blog não é pra isso. Mas que doeu, doeu!!!

Voltando ao Rio, um diazinho de descanso e no seguinte já parti pra uma corridinha de 20km nas montanhas pra reacostumar o corpo com o calor e com as passadas… Acabei correndo um pouquinho menos (cerca de 18k), mas nada que invalidasse o treino.

Ainda durante o Carnaval fiz um pedal nas montanhas com cerca de 60km e mais de 1.200m de ganho de elevação. Fiquei bem satisfeito com o fato das pernas terem aguentado a pressão. Está faltando é pulmão e coração, não pernas. Já é alguma coisas!!!

Pedal de carnaval nas montanhas

Pedal de carnaval nas montanhas

Um treininho de natação leve e já começo a me sentir novamente um triatleta. 😀

Pra fechar o resumão, no final de semana teve a etapa outono do Circuito das Estações aqui no Rio e dizem que de graça até injeção na testa…

Como eu tinha que fazer 20km, resolvi ir pra corrida já no trote. São 8km da minha casa até a largada. Chegando lá, emendei em 10km em ritmo moderado e depois fiquei com preguiça de “fechar” mais 2km. No final, acabei gostando do resultado. Apesar de um bom tempo parado, vejo que o que perdi não vai demorar muito pra ser recuperado… Tomara…

Medalha - Circuito das Estações Outono

Medalha – Circuito das Estações Outono

Prometo não demorar muito até o próximo post… rs

 

É isso!

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Ironman Brasil 2013 – A Prova

12 de junho de 2013 11 comentários

Já aviso logo que ficou grande. Pensei até em dividir em 3 partes mas acabei decidindo por colocar inteiro… Tem fotos pra ir distraindo e deixando a leitura menos “pesada”. rsrsrs.

O GRANDE DIA

Enfim chegou o dia da prova. Praticamente 1 ano após ter feito a inscrição e cerca de 1 ano e meio após ter tomado a decisão de fazer, lá estava eu, levantando às 4h da madrugada, sem ter dormido praticamente nada, pra enfrentar, provavelmente, a prova mais dura que já fiz, o Ironman!

Incrivelmente estava muito tranquilo. A véspera, dia do bike check-in foi bem mais tensa…

Tomei um banho, comi alguma coisa, peguei minhas sacolas (branca, verde e vermelha) e parti pra Jurerê.

Com algumas ruas já interditadas o carro ficou longe e foi uma caminhada demorada até a entrada da transição. Chegando lá, as sacolas verde e vermelha (special needs) ficam na entrada e você tem acesso à sua bike e às suas sacolas azul e amarela.

Com toda a calma do mundo, prendi minhas sapatilhas à bike, resolvi, de última hora, levar outra câmara ao invés de deixá-la no special needs e assim o tempo foi passando. Tudo pronto fui me trocar. Coloquei tudo que não usaria durante a prova na sacola branca, que é deixada junto com a azul, vesti minha roupa de borracha e iniciei a também longa caminhada até a largada.

Indo pra largada ainda de noite

Indo pra largada ainda no escuro. Eu sou o mais sério. rsrsrs.

Apesar de eu estar relativamente tranquilo, rola todo um clima meio tenso. Durante a caminhada procurei me concentrar no que fazer na prova mas é tudo muito complicado. Uma imensidão de novidades, 2.000 atletas, muito mais do que isso de torcedores e eu caminhando… Caminhando e pensando o por quê de eu estar ali… O por quê de aquelas boias que eu teria que contornar estarem tão longe… O por quê de eu ter passado os últimos 5 meses da minha vida preocupado com esse dia… Por que? Por que?

Chegando próximo à entrada, a sensação é de que estamos indo realmente pra uma batalha. São beijos e abraços de despedida como se aqueles pudessem ser os últimos momentos. Pais se despedindo dos filhos, filhos se despedindo dos pais, maridos se despedindo das esposas e esposas se despedindo dos maridos…

Alguns atletas sorrindo e outros visivelmente tensos. Alguns até sorrindo de tensão…

Concentração antes da largada.

Concentração antes da largada.

Os últimos momentos antes da largada são realmente inenarráveis…

Até então, no céu, só a Lua como testemunha… Aos poucos, o Sol começa a nascer e percebe-se que o momento da largada está chegando.

O narrador dá as últimas instruções, deseja boa sorte, fazemos um minuto de silêncio em homenagem aos atletas que infelizmente nos deixaram durante a preparação para este dia e finalmente diz estar torcendo para que todos retornem bem à linha de chegada até a meia noite. É realmente de arrepiar…

Logo após um “silêncio ensurdecedor” toca a buzina da largada. Toca e fica tocando por muito tempo…

14 - Tocou a buzina

Largada

NATAÇÃO

Nessa hora, esqueci de todas as dificuldades que passei durante os treinos e depois de cerca de 1min eu estava entrando na água e dando as primeiras braçadas…

Largada

Largada

A natação, nesta etapa, é feita no formato de um M, da direita pra esquerda e com a primeira perna um pouco maior do que a segunda.

Estranhamente mirei na primeira boia, que fica a 1km da largada (perpendicular à praia) e praticamente não tive problemas de navegação. Incrível!!!

Vale uma observação: A natação do Ironman é a coisa mais violenta da qual já participei. Nem nos meus tempos de judô eu apanhei e bati tanto assim.

Após contornada a primeira boia, que vista da praia tem uns 2cm e quando vc chega nela tem 5m de altura, rumei forte pra segunda e aí veio a primeira crítica à organização: não tem nenhuma referência boa na areia pra indicar o retorno. Os salva vidas ficavam na segunda boia gritando pros atletas mirarem no morro. Isto mesmo, mirar num morro que tem lá no fundo… Acabei chegando na praia sem maiores problemas e passando pela areia, não resisti e olhei pro relógio: 45min pra fazer a perna mais longa. Fiquei feliz e percebi que mesmo piorando um pouco na segunda perna, minha previsão de nadar em 1h45min seria facilmente alcançada.

Na segunda perna, entrou uma correnteza estranha que acabei achando que estava demorando muito pra chegar na 3ª boia quando finalmente consegui chegar, fiz a curva passei pela 4ª e mais uma vez salva vidas gritando pra mirar na tenda branca (detalhe que a tal tenda branca ocupava uns 100m de praia. É pra mirar em qual parte dela???). Nesse retorno à areia, a dúvida da direção somada à correnteza que estava cada vez mais forte, me deixaram bastante irritado. Acabei saindo da água meio chateado mas quando me dei conta de que tinha feito a natação toda em 1h25min. Fiquei tão empolgado que depois de tirar a roupa de borracha dei até uma corridinha até a tenda de troca…

Correndo pra T1

Correndo pra T1. Eu sou aquele ainda de touca na cabeça.

No final das contas, fiquei feliz com minha natação.

Percurso da natação

Percurso da natação

T1

Contrariando minha previsão, cheguei bem na T1 e fiquei mais animado ainda quando percebi que a área de troca estava lotada. Isso queria dizer que eu estava “no bolo”… É péssimo quando vc sai da água e sua bike está praticamente sozinha na transição.

Fiquei tão animado que acabei relaxando demais… Me dei ao luxo de secar os pés pra calçar as meias enquanto a maioria nem usa meias… Fato é que demorei bastante na T1 mas, pelo menos, não esqueci nada e nem deixei cair nada pelo caminho. Minha maior preocupação era com a alimentação e fiz questão de fazer tudo com bastante calma…

No total fiquei cerca de 11min na T1.

PEDAL

Sai pra pedalar e só pensava em uma frase: “Contenha-se na primeira volta porque a segunda vai ser muito dura!”. Todos com quem conversei nos últimos dias repetiram essa frase pra mim. Todos mesmo.

Saindo da T1

Saindo da T1. Eu sou o que está com a roupa do Brasil (BR).

O início do pedal é meio complicado. O primeiro trecho, na Avenida Búzios, é cheio de quebra-molas e, logo em seguida, passamos pra uma parte de paralelepípedos. Impossível não ficar pensando “tomara que minhas rodas não quebrem aqui” o tempo todo. Isso faz com que, naturalmente, o comecinho do pedal seja muito lento. Comecinho mesmo, isso deve ter, no máximo 2km, mas é meio estressante.

Logo a seguir pegamos a estrada e, salvo em alguns trechos bem esburacados, dá pra pedalar sem muito estresse.

Pedalando

Pedalando

Minha ideia inicial era de fazer o pedal em cerca de 6h. Com os conselhos recebidos, acabei não forçando muito a barra e fiz a primeira metade em 3h05min aproveitando pra “conhecer” o percurso e logo percebi algumas subidas que, certamente, fariam minhas pernas pesarem na segunda volta.

Agora era a hora de socar a bota pra fazer em 2h55min. Pois é, mas a segunda volta é, como todos me disseram, muito dura. Muito mesmo. Até agora não consegui concluir se era melhor ter pedalado forte a primeira já que a segunda seria dura de qq maneira…

De repente apareceu um vento chato que fica sempre te segurando que começou a me irritar. Somado a isso tem o fato de eu já estar sobre a bike a mais de 3 horas e todo o desgaste físico e psicológico.

Fato é que apesar de não ter sofrido em nenhum momento e muito menos ter pensado na possibilidade de desistir, o pedal acaba sendo uma coisa meio monótona. Foram 6h30min praticamente sem falar com ninguém. Digo praticamente pq no final das duas voltas consegui alcançar grandes amigos e pudemos trocar uma ideia por alguns poucos minutos. É bom falar com alguém depois de tanto tempo só pensando…

Deu até pra bater um papo rápido...

Deu até pra bater um papo rápido…

Praticamente não tive problemas durante o pedal. Nenhum problema mecânico, nenhum pneu furado, minha comida toda estava lá na bike pra quando eu quisesse comer e ainda tinha alguma coisa na sacola do special needs que simplesmente ignorei por absoluta falta de necessidade. Obviamente estou desconsiderando o vento quando digo que nada me atrapalhou, o vento estava lá pra todo mundo.

Foi tanto tempo pedalando que deu tempo de fazer ultrapassagens:

Fazendo ultrapassagens

Fazendo ultrapassagens

Sorrir pra câmera:

Sorrindo

Sorrindo

Pedalar sozinho:

Pedalando sozinho

Pedalando sozinho

E até arrastar esse gordinho ai e o amigo dele por cerca de 10km:

233802

Aqui cabe outra observação: Essa prova, como todos sabem tem o vácuo proibido. É impressionante como as pessoas gostam de burlar as regras. Esse rapaz que aparece nessa foto ficou na minha roda por cerca de 10km justamente no maior trecho de vento contra que tinha. Isso me irritou tanto que cheguei a gritar com ele em alguns momentos. O problema é que se um fiscal percebe o que ele está fazendo, eu recebo a punição junto. Ainda bem que isso não aconteceu pq se eu fosse parado, certamente o gordinho ia escutar muito… Consegui me livrar dele dando uma forçada gigante logo antes de uma subida e ele, obviamente, não teve pernas pra acompanhar… Se tivesse não ia precisar ficar na minha roda… Só pra constar, o pedal do gordinho foi em 7h30min, 1h a mais do que eu).

Enfim, depois das 6h30min cheguei na T2 e aí, já não tão satisfeito com os 30min extras…

Término do pedal meio enfurecido

Término do pedal meio enfurecido

Esse aí foi o percurso da bike, essa voltinha aí tem 90km, logo, foram duas:

Percurso do pedal

Percurso do pedal

T2

Mesmo chegando uma pouco mais tarde do que esperava, fiz outra transição com toda a calma do mundo. Dessa vez troquei as meias… rsrsrs. Lembra quando disse que a maioria nem usa meias??? Pois é, eu até troquei as minhas do pedal pra corrida… rsrsrs

Comi tudo o que tinha pra comer e passei pelo banheiro antes que minha bexiga explodisse.

Gastei uns 9min.

CORRIDA

Saí da transição ainda comendo. Como já falei, a alimentação era minha maior preocupação. Muita gente boa fica se arrastando porque errou na alimentação da prova.

Início da corrida

Início da corrida

Foi difícil segurar o ritmo nos primeiros quilômetros. Eu sempre acho difícil segurar o ritmo da corrida quando acabo de pedalar. O problema é que isso não é sustentável. Eu sei que ali na frente vou quebrar mas é difícil reduzir a velocidade. Corri os primeiros 3 km na casa de 5:40min/km, pace que eu não conseguiria manter nem se fosse só pra correr a Maratona, muito menos depois de ter nadado e pedalado tudo isso… Aos poucos consegui colocar um ritmo que julguei ser sustentável de 6:15min/km. Julguei errado! Acho até que seria possível não fossem as subidas pra Canasvieiras…

Lá pelo km 8 ou 9 começam as subidas. Nem são muito longas mas são tão íngremes que, pelo menos no meu campo de visão, não tinha ninguém correndo. Todos sobem andando e, por mais incrível que isso possa parecer, ganha-se tempo com essa caminhada, mas não eu. São umas 3 subidas na ida e temos um retorno com quase 14km voltamos e encaramos as 3 subidas novamente antes de fechar a primeira volta de 21km (a prova tem 1 volta de 21km e duas de 10,5km que essas, graças a Deus, são 100% planas). Era uma coisa tão íngreme que andei nela até na hora de descer pq fiquei com medo de cair.

Caminhando nas subidas

Caminhando nas subidas

Mas porque no meu caso a andada me “atrapalhou”? Atrapalhou porque achei que conseguiria voltar a correr “normalmente” depois e não consegui. Acho que o corpo percebeu que mesmo se eu fosse engatinhando eu chegaria ao final da prova muito antes das 17h de limite. Do km 22 ao 36 foi uma anda e trota que, sinceramente, me encheu a paciência. Começava a trotar e aos poucos, meio que automaticamente, ia diminuindo até iniciar a caminhada… Quando me dava conta de que estava andando, começava a correr novamente e isso se repetiu até o km 36… Resumindo: O corpo relaxou!

Quando começa a escurecer bate um certo desânimo. O número de atletas começa a diminuir pq muitos já estão completando a prova, o número de torcedores começa a diminuir, a temperatura começa a diminuir (estava com tanto frio que parei 6 vezes durante a corrida pra fazer xixi), sua paciência também começa a diminuir e assim vai a prova caminhando pro final…

Anoiteceu e eu ainda estava correndo

Anoiteceu e eu ainda estava correndo

Mais uma observação sobre a quebra de regras: O regulamento fala que é proibida a ajuda externa e durante a corrida é impressionante o número de atletas que utiliza ajuda externa, várias pessoas de assessorias andando de bicicleta pelo caminho distribuindo pros seus alunos desde água, passando por frutas e chegando até a suplementos… Pra que isso? Durante a corrida passamos 3 vezes pelas sacolas de special needs, os postos de hidratação ficam a cerca de 2km um do outro e tem de tudo neles: água, gatorade, refrigerante, banana, gel, sopa e pão. Gel, sopa e pão só em alguns e a sopa só depois das 17h. Ou seja, é só pelo prazer de burlar as regras… De querer ser mais esperto e se dar bem…

Voltando à corrida, ao frio e à sopa, não consigo tirar da cabeça a cena que passei: Já tinha escurecido e eu estava com bastante frio quando passei por um posto de hidratação e uma das staffs, muito simpática me pergunta: “Quer uma sopinha?”. Caramba, quando olhei praquele copinho soltando fumaça nem pensei duas vezes e peguei. Quando ia tomar ela abre um sorriso e complementa: “E um pãozinho, aceita?”. Noooossa, olhei pra mesa e tinha uma bandeja enorme de pãezinhos Bisnaguinha. Passei a mão em dois e fui caminhando tomando a sopa e comendo as bisnaguinhas. Que felicidade!!! Rsrsrs Daí pra frente, todo posto que tinha sopa eu mandava pra dentro um copo de sopa com duas bisnaguinhas… Isso me deu um up incrível.

Fiquei tão bem que, a partir do km 36 imprimi um ritmo de corrida na casa dos 6min/km novamente e fui reduzindo até cruzar a linha de chegada com pace já na casa dos 5:30min/km.

Faltando cerca de 500m comecei a pensar que tinha que passar sozinho na linha de chegada pras fotos ficarem boas… rsrsrs. Olhei pra frente e tinham 3 atletas bem lentos. Obviamente resolvi passá-los. O primeiro deles estava trotando bem lento e não ofereceu reação, a segunda era uma mulher que também estava bem lenta o terceiro é que foi impressionante. O cara caminhava e, quando foi ultrapassado começou a correr e me alcançou novamente. Uns 30 metros depois ele parou e voltou a caminhar… Achei que estivesse no papo mas de repente o cara veio alucinado, me passou e depois disso só consegui vê-lo pelas fotos da chegada… Impressionante!!!

Foi esse aí que me ultrapassou faltando 300m pra chegada.

Foi esse aí que me ultrapassou faltando 300m pra chegada.

Bom, pelo menos consegui sair sozinho na foto da chegada…

Chegada

Chegada

Consegui concluir a corrida em 5h13min e meu planejado era pra fazer um pouco abaixo das 5h, mas…

Esse aí foi o percurso. Esse “apêndice” pra direita só é feito na 1ª volta. São as terríveis subidas pra Canasvieiras…

Percurso da corrida

Percurso da corrida

Caramba, como acontecem coisas em 13h30min!!!

Depois da chegada e da massagem

Depois da chegada e da massagem

Em resumo, foi uma prova fantástica! É um dia de diversão completa. Não sofri e muito menos pensei em desistir em nenhum momento.

Essa é minha.

Essa é minha.

Não se pode negar que tem uma energia muito boa e um astral diferente de todas as outras provas de que já participei. Certamente voltarei pro Ironman, possivelmente pra Floripa, mas não em 2014. Quero um ano treinos sem compromisso. Sem aquele estresse todo de ter que acordar às 04h30min de sábado pra ir pedalar e às 06h de domingo pra correr, sem contar as 3 vezes na semana às 5h30min pra nadar… Vou ficar 1 ano nas provas menores…

Quero treinar por prazer, não por obrigação, mas treinar pro Iron se torna obrigação. É praticamente uma questão de sobrevivência: ou treina ou morre! Em 2015 quero repetir essa experiência, já com o lastro de 1 Iron completado e mais 1 ano de treinos… Vamos ver no que vai dar…

Ahh, existe uma remota possibilidade de eu fazer um Iron em 2014 mas isso vai depender de onde a Latin Sports vai fazer a segunda prova da temporada em território brasileiro… Já pensou um aqui no Rio??? Acho pouco provável mas a esperança é a última que morre…

OBS: Tirando as fotos que estão marcadas pela Webrun, quase todas as outras foram  tiradas pelo amigo Marcos Sêmola. Valeu Marcos, 2014 é você e quem sabe não estarei lá fotografando???

Pedal consistente

3 de fevereiro de 2013 3 comentários

Depois de muito tempo consegui finalmente “encaixar” um pedal consistente.

Na sexta de tarde começou a rolar um e-mail sobre assaltos que os ciclistas  estariam sofrendo lá em Magé e, rapidamente, as pessoas foram ficando preocupadas nas redes sociais. Depois de alguns e-mails trocados, acabaram descobrindo que a matéria que falava dos tais assaltos era de 2010. Alívio geral mas não custa ficar esperto, apesar de eu achar que não tem muito o que fazer, já que tenho treinado sozinho lá… (Até mesmo em função da minha lerdeza, fica difícil treinar em grupo).

Ainda na sexta à noite achei que, mais uma vez, a chuva fosse atrapalhar tudo. O tempo estava muito feio no final do dia e eu podia jurar que no sábado ia estar chovendo. Ainda bem que me enganei.

Levantei cedinho, coloquei a bike no carro e parti pra Magé. Dessa vez decidi que faria os 100km sem interrupções “longas”, ou seja, só pararia estrategicamente com 70km pra repor a água que provavelmente estaria acabando…

Foi o que fiz. Parti por volta das 7h do posto PPP em direção ao pé da serra de Teresópolis e, 30km depois lá estava eu, fazendo o retorno para mais 20km até o trevo para Magé e retornar os mesmos 20km até a subida pra Terê… Neste ponto, com 70km, parei pra comprar um Gatorade e colocar algo sólido no estômago, no caso, um pacotinho de Club Social…

Foi aí que percebi o quanto minhas pernas estavam cansadas… Parar nessas situações é muito complicado. O corpo relaxa e dificilmente se consegue retomar o ritmo que estava antes. Essa foi a grande surpresa. Voltei pedalando na mesma cadência/velocidade de antes da parada e assim completei os últimos 30kms até o posto PPP.

Pedal consistente

 

 

Assim se foram 100km de pedal feitos em 3h. Ainda falta melhorar muito mas tô gostando da evolução. Só não sei se a evolução aconteceu pelos treinos pesados que tenho feito ou pela semana de descanso que praticamente tive que me forçar a fazer pq as pernas não estavam aguentando…

Acho que foi a soma dos dois fatores…

Amanhã tem o resumão da semana.

Notícias de Miami

27 de outubro de 2012 Deixe um comentário

Tudo indica que a prova vai ser muito tensa…
A proximidade do furacão Sandy ainda é preocupante.

Cheguei aqui na quinta e só hoje, sábado, é que consegui sair pra testar os ajustes da bike e ver se está tudo bem com ela.
O sol finalmente apareceu mas o vento não foi embora com a chuva… Quase tomei uns 10 capotes em 30 minutos de pedal. Impossível pedalar bem com esse vento!

Tomara que amanhã esteja melhor ou o Ironman 70.3 Miami vai ser uma grande frustração…
Vamos ver…

Evoluindo no pedal

13 de outubro de 2012 6 comentários

Nada como treinar, treinar e treinar…

Desde o primeiro treino que realizei na estrada, o da semana passada foi o 4° e a evolução é impressionante. Cada vez que vou pra estrada pedalar consigo reduzir o tempo da vez anterior.

Evolução clara

Ok, ainda é uma média de velocidade baixa, que  considera apenas o trecho de ida (aproximadamente 30km) mas em 30 dias, conseguir evoluir, no mesmo trecho, cerca de 10% (de 30 pra 33km/h) eu acho que é bem interessante.

Se for comparar com os 43,4km/h do recordista do local (masculino) ou com os 41km/h da recordista feminina, ainda tenho que comer muito arroz com feijão pra poder passar pouca vergonha… Hoje em dia a vergonha que passo é imensa… rsrsrs

É impressionante a velocidade com que sou ultrapassado nesses treinos. Parece que estou parado…

Pegando o trecho de volta também, a evolução é bem parecida, por isso coloquei só a ida mesmo.

A ideia era conseguir fazer média de 35km/h no Ironman 70.3 Miami, mas acho que essa possibilidade já subiu no telhado. Vamos ver…

Esse final de semana, em virtude de um considerável incômodo no músculo posterior da coxa direita, vai ser de descanso e gelo e semana que vem farei o último treino antes da prova. Seja lá o que Deus quiser… Falta muito pouco!

Os dados foram “tratados” do ótimo site STRAVA, realmente vale a pena colocar os dados lá. E olha que utilizo a versão free. Imagino o que deve fazer a paga…

Estadual de Triathlon Olímpico – 1ª etapa de 2012

19 de março de 2012 1 comentário

Aleluia… Chegou o dia do 1° Triathlon Olímpico.

O sábado foi inteiro de descanso e aproveitei pra ir no simpósio na hora de buscar o kit.

Número de peito, touca, número pra bike… Tudo na mão e, com a largada às 07h da matina, aproveitei pra deixar a bike no carro na noite de sábado.

Domingo, toca o despertador, tomo um banho e o café da manhã. Às 5h30min saí de casa rumo ao Aterro do Flamengo. Desta vez, como cheguei cedo, consegui estacionar meu carro no posto BR de frente pra área de transição.

6h30min e já estava com a bike e os acessórios do pedal e da corrida todos prontos na área de transição.

Área de transição - Minha bike é disparada a pior... rsrsrs

Logo depois era uma confusão tremenda na transição… Todo mundo “correndo” pra deixar tudo pronto a tempo da largada.

Área de transição lotada...

Parti pra areia pra esperar a largada. Nesta etapa, tivemos a participação especial do Luciano Huck na categoria Short. Era um tal de gente querendo tirar foto do cara e com o cara que, sinceramente, não sei como ele aguenta.

Com um pouco de atraso foi dada a largada do Short e depois que o último colocado cruzou a penúltima boia, largada do Olímpico. Coração a mil e lá vai a narrativa da prova nas 3 modalidades:

Natação – Dessa vez, optei por não esperar muito a confusão da largada acabar e com 30 segundos já estava dentro d’água dando minhas braçadas. Eram duas voltas no percurso de 750m e eu sabia que a natação seria decisiva pra minha meta de buscar as 2h45min no total. Parti com disposição pra tentar fechar em 30min. No final da primeira volta, olhei para o relógio e estava com 14min e 30s , perfeito pras minhas pretensões mas não consegui manter o ritmo e saí da água com 31min. Corre até a área de transição, tira a roupa de borracha, coloca capacete, seca o pé, coloca a meia e sai correndo pra iniciar o pedal. Até aí o cronômetro já marcava 37min.

Pedal – Montei na bike e lembrei que a meta aqui era manter a velocidade acima de 30km/h. Com 1km de prova percebi uma vibração estranha e percebi que o suporte de caramanhola ia cair. Agora vem a parte do “como pude ser tão idiota?”. Sem parar, tirei a bomba, que fica presa no mesmo suporte, tirei a garrafa pra colocar no outro suporte e aproveitei o clima pra pegar um carboidrato gel. Nessa hora, completamente distraído, acertei uma das grades que separam a pista para os carros… Foi uma pancada tão feia que não sei como nada mais grave aconteceu. Caí, derrubei a grade e perdi meu gel… Levantei e, como nenhuma parte do meu corpo estava faltando, soltei a bike da grade (sim, ficaram enroscadas) arrumei o guidon na posição correta e voltei a pedalar. Nessa altura, o pedal já estava completamente comprometido. Vários arranhões no corpo, o dedo médio da mão esquerda doendo demais, que dificultava a troca das coroas e a roda da frente toda empenada arrastando no freio (isso só pude confirmar depois do final da prova, mas pela força que tinha que fazer, tive certeza de que algo estava errado). Esse foi meu pedal durante os +/- 38kms que faltavam depois do acidente. Com tudo isso, e fazendo muuito mais força do que de costume, fechei o pedal com 1h24min. Média de 28,5km/h.

Corrida – Larguei a bike e calcei os tênis pra correr. Minha meta era fazer 55min mas eu sabia que podia ser melhor que isso. Fui tentar, literalmente, correr atrás do tempo perdido. Impressionante como as pernas não obedeciam… Forcei realmente muito na bike e na hora de correr, paguei o preço. Duas voltas de 5km cada e tudo o que consegui foi um tempo de 57min. Pace de 5:42min/km.

Resumão da história: Fiz um tempo de 2h58min quando minha pretensão era beirar as 2h45min. Muito ruim, mas diante dos acontecimentos, foi lucro.

Pelo menos consegui não ser o último da categoria. Rsrsrs

Colocação geral: 170/184

Colocação na categoria M3034: 48/51

Foi ou não foi lucro???

Tô feliz!!!

Circuito das Estações Adidas – Outono

Apesar de ser uma prova para muitos, pra mim, é um grande e animado treino onde tenho que fazer ritmo de prova e assim, consigo mensurar o quanto está evoluindo o treinamento.

Conforme citado aqui anteriormente, minha programação de sábado era fazer um longo de 18km e de domingo pedalar 50km forte, porém, com a “prova” no domingo, redistribuí meus treinos e aproveitei o domingo pra fazer um bike/run.

No sábado girei 10km pra não exagerar muito e travar as pernas pro dia seguinte, até pq, apesar de o tempo estar mudando, estava abafado demais e foi realmente sofrido correr 10km às 9h da manhã. Pois é, como eram só 10km relaxei e achei que podia dormir um pouco mais… Grande erro!

No domingo a ideia era pedalar 30km antes da corrida mas com um temporal absurdo durante a madrugada, achei que o pedal ia “subir no telhado”. Às 6h15min, horário que tinha programado para sair de casa, a chuva parou. Assim, peguei a bike e parti pro aterro, já pedalando a 30km/h. Chegando lá, deixei minha mochila com o pessoal da Speed Assessoria Esportiva e parti pra mais 20km de pedal mantendo o ritmo de 30km/h. Acabei fechando os 30km que pretendia fazer em 1h03min, com média muito próxima de 30km/h.

O problema é que acabei muito antes da hora da corrida começar e então dei uma esfriada enquanto pegava chip, número de peito e trocava a roupa do pedal pela camiseta da empresa. Na hora da corrida, bateu um cansaço que nem sei descrever…

Quando deu a largada parece que o cansaço nunca havia existido. Parti num ritmo de 05:15 min/km (e olha que minha meta era fazer em 55min, ou seja, 05:30 min/km), segundo km e 05:10, terceiro e 05:05… Me empolguei e fiz do 4° ao 8° pra baixo de 05:00 mas não consegui manter o ritmo e voltei pros 05:10 min/km.

Completei a prova em 50min48seg. Beeeeem mais rápido do que o planejado e imaginado.

Próximas semanas: Rei do Mar e Triathlon Olímpico.

Depois disso treinos e treinos…

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