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Ironman 70.3 Fortaleza – A prova

18 de junho de 2019 2 comentários

Acreditando na opinião da galera que dizia que a prova era muito dura, fui fazer o 70.3 de Fortaleza. Eles tinham razão… Eita prova boa!!!

Pré Prova

Chegamos em Fortaleza na noite de sexta (a prova era domingo) e não deu tempo nem de montar a bike nessa noite. Foi chegar e dormir mesmo. Para economizar, pegamos um voo que dava a volta ao Brasil inteiro e passamos a sexta-feira inteira viajando, literalmente.

Acordamos cedinho no sábado pra montar as bikes e pegar os kits. Além disso, a Lívia tinha compromissos profissionais logo cedo e eu tinha que arrumar um capacete. Sim, esqueci o meu capacete em casa, em cima do sofá, na correria de descer pra pegar o táxi que, supostamente, estava me esperando.

Sobre o capacete, esclareço: sempre levo meu capacete na mão pq tenho medo de ele quebrar na viagem. Pra não esquecer, prendo ele no “grampo” que tem na minha mochila. Na correria pra sair, precisei abrir a mochila e soltei o capacete… Ele ficou… A sorte é que hoje em dia, com as redes sociais, a gente consegue tudo… Acionamos um amigo de Fortaleza ainda na fila do embarque, quando percebi que tinha esquecido, e antes da decolagem já tinha conseguido quem me emprestasse um capacete… Que aliás, é do modelo do meu e ainda combinou bem mais com o uniforme… hahaha

Com tudo resolvido e o kit na mão, fomos dar uma nadadinha pra sentir o mar, uma pedaladinha pra testar as bikes e uma corridinha pra soltar as pernas. Tudo isso ainda antes do almoço.

Depois do almoço, descanso, bike check in, mais descanso, jantar e dormir…

Na manhã da prova, tudo muito tranquilo, sem atropelos… O hotel próximo à largada é uma coisa fundamental… Acordamos tranquilos, tomamos café, fomos arrumar as coisas na transição e ainda deu tempo de voltar no hotel…

Swim

A natação em Fortaleza é sem roupa de borracha… Não tinha a menor condição de liberar a roupa de borracha. A água estava muuito quente… Mas vamos à prova:

De umas provas pra cá, já decidi que meu lugar de largar não é lá no fundo, daqueles que vão pra água caminhando. Minha largada é ali na frente… Não com o peito na faixa mas umas duas fileiras pra trás… Ali eu consigo correr pra água e já me livro de uma enorme confusão na frente sem ser atropelado por todos que vem de trás… Acho que ali é meu lugar…

Comecei a nadar e, sinceramente, nunca tenho novidades aqui… Eu nado quase sempre no mesmo ritmo, seja short, olímpico, meio iron ou iron… Fui lá, contornando as boias… Errando um pouco a direção pra lá e pra cá… No final nadei quase 200m a mais… Como de costume… Rs

Tinha uma pequena correnteza e sacudia um pouco, mas nada demais… Até que pra uma natação sem roupa de borracha, não foi tão ruim assim…

T1

Nessa prova não tínhamos tenda de troca. Segundo o Galvão, “dono” do Ironman no Brasil, é pra se adequar a todos os 70.3 do mundo… Eu particularmente prefiro assim, com as coisas arrumadas junto à bike, vc chega, deixa o que tem que deixar, pega o que tem que pegar e vai embora. Rápido e fácil…

Eu gostei!!!

Bike

Comecei a pedalar com a certeza de que tinha que imprimir um ritmo forte na primeira metade da prova, que era a favor do vento… O problema foi que não consegui…

A gente sabe muito bem o sentido do vento lá em Fortaleza e sabe também que, quanto mais tarde, mais vento. Resumindo, faça força na ida pra pegar menos vento na volta!!! Não deu.

Nem dá pra falar que era o freio pegando ou coisas do tipo… Eu olhava pra potência e não conseguia colocar a potência que eu queria de jeito nenhum… A galera ia me passando e eu não tinha o que fazer… Quando fiz o retorno, foi como se tomasse um soco. Bati na parede de vento e aí sim comecei a sofrer…

Lá pelo km 70 ou 75, meu pescoço doía tanto que quase não conseguia mais ficar no clip… E ficar fora do clip com o vento contra, ninguém merece… O capacete emprestado era um pouquinho maior que o meu e estava meio folgado… Balançava um pouco e acho que isso contribuiu pra aumentar a dor… Mesmo se fosse meu capacete teria dado problema… Talvez menor, mas daria… Eu já estava sentindo um incômodo nos últimos treinos… Preciso resolver isso…

Resumindo, é um pedal sofrido! O início e o término, que é numa área bem urbana, tem muitos buracos e a atenção tem que ser máxima, fora isso é só o calor e o vento que judiam mesmo…

T2

Mais uma vez uma transição bem simples… Largar a bike, tirar o capacete e sair pra correr… Tudo junto no mesmo lugar, muito bom…

Run

Saí pra correr com as pernas cansadas do pedal sofrido… Uns 300m depois da saída da T2 tinha um corredor enorme de pessoas torcendo e gritando o tempo todo. A energia é tão sinistra que tive que me conter pra não exagerar no pace e quebrar mais ainda…

O percurso eram 3 voltas de 7km cada uma… A primeira eu comecei num pace de conforto que, no meu “fantástico mundo”, conseguiria manter sem problemas até o final… Quanta inocência!!!

No final da primeira volta já tinha tomado a decisão de caminhar 1min em cada posto de hidratação… Isso me fez conseguir voltar a correr naquele pace anterior. As caminhadas atrapalhavam mas pelo menos quando eu estava correndo, tinha alguma dignidade… Rs

Lá pelo meio da segunda volta percebi que dava pra caminhar só 30s em cada posto de hidratação e assim fui…

No retorno da terceira volta eu só pensava em chegar o mais rápido possível pra acabar logo com aquilo… Nos últimos 3 kms eu vim acelerando progressivamente e cheguei como se estivesse iniciando a corrida… Bem forte… Isso me faz pensar que, como de costume, fui conservador demais durante a corrida…

Na hora achei que minha prova tinha sido bem ruim mas, no final das contas, vendo a quebradeira que foi, e reconhecendo minha capacidade física atual, acho que foi uma prova muito boa…

No geral, gostei bastante da prova em si… Esqueçam fazer o melhor tempo da vida aqui. A sacudida do mar, o vento do pedal e o calor da corrida não colaboram muito para que tenhamos muitos PBs (personal bests) pra postar mas se vc for pensar em uma experiência de prova, façam o 70.3 Fortaleza!!! Vale cada minuto do sofrimento!!!

Ironman 70.3 Rio 2018 – A Prova

22 de março de 2019 1 comentário

Sim, eu sei, tô muito atrasado… Mas acho que sempre vale à pena deixar um registro por aqui… E infelizmente a correria do dia a dia não me permite uma dedicação maior pra isso aqui…

A prova do Rio é, pra mim, uma prova muito especial… É no quintal de casa! Isso, obviamente, como tudo na vida, tem seus prós (não preciso gastar dinheiro com passagens e hospedagens) e seus contras (é sempre uma correria pq não consigo tirar uns dias dedicados à prova). Mas no geral, é sempre uma festa que eu gosto muito de participar…

Obviamente, dado que já se passaram 6 meses da prova, a riqueza de detalhes fica perdida e já peço desculpas por isso. Prometo tentar publicar sobre as próximas provas ainda na semana que elas ocorrerem… Tenhamos fé… Rs

Essa prova foi a primeira prova organizada pela Unlimited Sports depois daquela confusão generalizada no 70.3 de Maceió onde o vácuo foi uma constante, todo mundo reclamou bastante e acabei comentando no último post que fiz…

A Unlimited ajustou os tempos de largada das categorias pra conseguir espaçar mais os competidores e tentar reduzir o vácuo… No final acho até que deu certo mas, como nada é perfeito, teve gente largando muito tarde… E com o sol que estava, e normalmente está, acaba sendo uma prova bem diferente… As meninas, como de costume, foram as últimas a largarem e, obviamente, as mais prejudicadas pelas condições climáticas.

Pré Prova

Aqui no Rio, pra mim, a alegria sempre é maior… A quantidade de conhecidos que encontro na hora de buscar o kit, de tirar foto no “mdot”, do congresso técnico, bike check-in etc é muito maior. E como reencontrar amigos é sempre bom, o dia vai ficando mais leve…

 

Race day

Swim

Sei lá o que me deu nesse dia que na hora da largada eu me posicionei lá na frente… Na realidade, acho que estava meio apreensivo com a condição do mar, fui lá na frente dar uma olhada e acabei ficando por lá. Na minha frente só tinha uma fileira de atletas…

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Minha largada foi a primeira. Atrás apenas da elite masculina e feminina.

O mar nesse dia estava se mostrando meio complicado mas na realidade a gente ainda não sabia que ia piorar muito quem largou mais tarde encontrou uma condição bem pior… Mais uma vez as meninas se ferrando…

Fiquei sabendo que mesmo na minha largada, onde o mar não estava tão ruim, teve gente que já desistiu na primeira onda. Elas nem estava tão gigantes nesse momento, mas tinha onda quebrando até a primeira bóia, que fica mais longe… Ou seja, tinha onda quebrando na sua cabeça durante praticamente todo o percurso da natação.

Também não sei por qual motivo, talvez instinto de sobrevivência, fiz minha melhor natação de 70.3 da vida.

Saí feliz quando vi o relógio e parti pra T1.

OBS: Quando saí da água vi algumas meninas no perrengue da largada… Olhei para o mar e me assustei um pouco…

T1

Nunca é tão rápida quanto eu acho que pode ser mas acaba que, no bolo que eu saio da água, sou até rápido e acabo ganhando umas posições… Rs

Bike

Eu juro que estava confiante em um bom pedal… Esse percurso tem características muito bem definidas: vento contra em direção à Barra, vento a favor em direção ao Recreio, subida dura mas curta da Grota Funda ida e volta e depois mais duas voltas até a Barra no esquema vendo contra indo e a favor voltando. Ahh, normalmente quanto mais tarde, mais vento…

Esse ano achei que tinha um pouco mais de vento do que no ano passado… O que atrapalha legal na ida e ajuda muito na volta, logo, não sei se faz tanta diferença assim no resultado final.

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Fato é que esse ano meu pedal foi um pouco pior do que o ano passado fiquei meio triste com isso quando entreguei a bike mas depois, analisando os dados, verifiquei que acabei fazendo um pouco menos de força mesmo…

Pro meu nível, não foi um pedal absurdamente ruim, mas eu tinha uma expectativa de fazer um pouco melhor… Vida que segue.

T2

Essa eu acho que já aprendi a fazer… Consigo descer rápido da bike e me manter correndo pra fazer toda a troca que precisa… Essa T2 especificamente achei bastante boa…

Run

Nessa altura da prova, umas 10h30min da manhã, o sol já fritava os miolos… Mas eu estava decidido a correr até quebrar. Esse é o lado bom de ser pangaré e nunca estar disputando nada: vc pode arriscar o que quiser pq não tem nada a perder… Rs

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Acabou que a corrida encaixou direitinho. Sempre tem uma diminuída de ritmo no meio da prova mas depois consigo voltar e terminar num ritmo legal.

Preciso encontrar uma maneira de me manter focado na prova o tempo todo. Ainda disperso muito nos pensamentos. De repente me dou conta de que aquilo é uma prova e volto a prestar atenção no que está ocorrendo… Poucas foram as vezes que consegui entrar num “estado de fluxo” onde nada interfere no que estou fazendo… Quando isso acontece, é certeza de uma excelente prova.

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No final, acabei fazendo tb a minha melhor corrida de 70.3 da vida e fiquei bem satisfeito.

Obviamente, sempre dá pra melhorar. Mas perceber que, mesmo aos poucos, estou em evolução, é muito gratificante. Se tem um conselho que posso dar pra quem está iniciando no esporte é: seja constante! A melhora vai vir. Não precisa de pressa.

Pós prova

O pós prova no Rio é sempre especial: ver a Lívia chegando bem e encontrar a família depois da linha de chegada é sensacional…

Depois disso o resto do dia é de resenha… Rs

Vamos em frente que já tô vendo a próxima prova…

Ironman 70.3 Alagoas – A prova

22 de agosto de 2017 1 comentário

O Ironman 70.3 Alagoas chegou pra ficar!!!

Esta prova estava com todos os indicativos de que seria uma prova bem legal e rápida. Tudo isso se confirmou!

Pré prova:

Cheguei a Maceió no final da tarde de quinta e ainda consegui, na correria, buscar meu kit. Aqui já deu pra perceber uma grande vantagem dessa prova: é muito fácil (e não tão caro) se hospedar perto de onde tudo acontece. Ok, em Floripa também é possível, mas só pra quem tem muito dinheiro… Rs
Basicamente fiz tudo à pé. A pousada ficava a 5min de caminhada lenta até a expo, a largada, a tudo. Bem legal isso.
Na sexta pela manhã, depois de montar as bikes, saímos pra dar um rolé na expo e fazer social com os amigos… No final da manhã fiz uma sessão de massagem desportiva pra dar uma ajuda pras pernas. Eu estava me sentindo realmente muito cansado, com pernas pesadas demais e a massagem ajuda muito… Na parte da tarde, uma nadada de leve no local da prova seguido de um trote de 3km só pro corpo não esquecer pra que estava lá…
Sábado de manhã, hora de testar as bikes e acabamos descobrindo que uma roda da Líva não estava legal… Isso gera uma tensão mas, como no final tudo dá certo, conseguimos resolver tudo… 10h30 teve congresso técnico, depois disso almoço, descanso, bike check in e mais descanso.
Domingo pela manhã tudo dentro do previsto: depois aquela noite pré prova mal dormida de todo mundo fomos pra transição verificar se estava tudo ok e nos preparar pra largada. Tudo certo e lá vamos nós!!!

A prova:

Swim:

Não sei o que aconteceu comigo mas eu estava bem confiante pra essa natação. Ainda não me sinto confiante o suficiente pra largar lá na frente mas já evoluí muito nesse quesito…
Quando tocou a buzina mantive a concentração e parti pra dentro.
O meu grande problema na natação é que não consigo ter ideia do ritmo que estou nadando. Nado os 750m de uma short no mesmo ritmo que nado os 3.800m de um Ironman. Essa é minha natação! Só sei se nadei legal quando coloco os pés no chão e olho o relógio.
Dessa vez, quando isso aconteceu, vi que nadei mais rápido do que eu esperava e isso foi sensacional. Indescritível!

Resumindo: Fiquei feliz demais com minha natação! Foi minha melhor natação de um 70.3!

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T1:

Agora já virou hábito: fiz a T1 correndo!
Minha T1 só não foi nota 10 pq eu não consegui passar direto pelo banheiro sem parar pra fazer xixi… Rs

Bike:

Eu não conhecia o percurso mas já tinham me dito que era plano, logo, a ordem era abaixar a cabeça e pedalar… E foi isso que eu fiz. Eu também estava confiante no meu ciclismo…
No geral vi um pedal bastante limpo mas sempre tem aquele pessoal “malandro” que se garante na impunidade, não tem jeito. Com cerca de 50km de prova fui engolido por um pelotão que devia ter uns 15 caras embolados. Era tanta gente que pra eu conseguir frear pra sair do grupo tinha que tomar cuidado. Tinha gente na minha frente, atrás de mim, na minha esquerda e na minha direita. Paguei um esporro generalizado mas de nada adianta, infelizmente a impunidade compensa pra essa galera. Cheguei a chamar um árbitro e mostrar pra ele o grupo mas ele nada fez…
De qualquer maneira, esses caras acabam te fazendo evoluir, pq a raiva fica tão grande que vc faz até a força que não tem pra fazer…
Durante o pedal fez sol, chuva, calor, frio, vento contra, vento a favor, uma doideira… Mas nada disso atrapalhou, foi um pedal bem rápido.

Resumindo: Fiquei bem feliz com esse pedal. Foi meu melhor pedal em um 70.3!

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T2:

Essa transição eu já tenho bem organizada na minha cabeça. Dessa vez pulei da bike com tanta vontade que o staff que pega a bike pra gente quase deixou ela cair (não foi culpa dele, aloprei mesmo). Quase que eu tb caí entrando na transição (já à pé) pq não diminuí a velocidade… Rs. Preciso me controlar mais aqui… Rs

Run:

Aqui vinha a minha grande preocupação. Depois do desgaste da sequência Ironman BrasilMaratona do Rio, minha corrida não vinha encaixando. Isso estava me deixando chateado pq eu tinha corrido legal nas duas provas e queria continuar surfando nessa onda mas parecia que eu tinha passado do ponto e estava cansado demais…
Só que na hora da prova, se vc deixar esses pensamentos de lado, as coisas acontecem.
Comecei a corrida um pouco mais forte do que deveria e isso foi logo corrigido nos kms seguintes. Eram 3 voltas de 7k e no final da primeira comecei a sentir o cansaço. A segunda volta foi num ritmo um pouco mais lento, quase no modo sobrevivência… Rs. Só que chega uma hora que vc percebe que tem um pouco a mais pra dar… Na última volta consegui voltar a um ritmo legal e da metade dela pro final, encontrei um conhecido que, ao me ultrapassar, me chamou pra ir junto. Foram 4km num pace que sozinho eu jamais ousaria tentar. A cabeça não me permitiria mas ficou provado que o corpo aguenta.
Ouse!

Resumindo: Feliz pra caramba com minha corrida. Foi minha melhor corrida de 70.3!

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No final das contas consegui melhorar muito meu tempo de 70.3 com minha melhor natação da distância, meu melhor pedal da distância e minha melhor corrida da distância, tudo junto numa prova só. Sensacional!!! E sim, tô bem feliz!!!

Vamos em frente que o ano ainda não acabou…

Ironman Brasil 2017 – A Prova

13 de junho de 2017 3 comentários

Que dia!!! Se eu tivesse que resumir meu 28 de maio de 2017 em duas palavras, seriam essas.

Finalmente chegou a principal prova do ano. Obviamente farei outras provas até o final do ano mas, sem sombra de dúvidas, essa era a principal de 2017. Provavelmente (diria até que certamente) esse será o único Ironman “completo” de 2017, mas a gente nunca sabe o que pode vir por aí… Vai que…

Pré prova

Cheguei em Floripa com bastante antecedência, no início da tarde de quarta-feira antes da prova. Isso é tempo suficiente para superar qualquer contratempo que possa ter ocorrido na viagem: extravio de malas, problemas na bike, sei lá… Só sei que um Ironman requer muita dedicação pra que tudo seja colocado a perder de bobeira.
Além disso, chegar na quarta-feira me permitiria finalmente fazer o treino de natação com as boias do percurso que tradicionalmente ocorre na quinta pela manhã. No meu primeiro Iron já cheguei depois desse treino e no segundo estava meio adoentado e preferi não piorar a situação.
Nesse ano, nada de contratempos. Na quarta-feira mesmo peguei meu kit e montei a bike para me certificar de que estava tudo correto.
Quinta-feira fui de manhã cedo para o local do treino e realmente é neste dia que a festa começa. Boa parte dos atletas já está em Floripa para a prova e a energia da galera é contagiante. A energia, a tensão, as dúvidas… Tudo é contagiante… Rs
As boias ficam no percurso de 10 às 12h e acabei começando o treino bem tarde batendo papo e esperando o pessoal da equipe para iniciarmos juntos. Só iniciar mesmo pq não consigo acompanhar ninguém…
Nesse dia estava ventando um pouco e o mar ficou bem mexido e com uma correnteza considerável…
Achei bem complicado pra chegar na primeira boia e acabou que quando cheguei a equipe que estava recolhendo as boias já estava no local. Pensei em pegar carona no jet ski pra voltar mas acabou que o retorno estava bem mais tranquilo do que a ida… Treino de natação feito!
A verdade é que a condição do mar não me deixou muito tranquilo para a prova. Daquele jeito, o desgaste na natação seria muito maior do que o esperado, mas vida que segue…
Na parte da tarde fiz um treino de ciclismo e pude verificar que estava realmente tudo ok com a bike. Só o vento que tinha aumentado bastante e me sacudia muito com umas rajadas laterais. Isso por 180km tb faz com que a prova seja meio tensa…
Sexta-feira e logo cedo fui para a “Cidade Ironman” assistir ao simpósio técnico. Depois disso meu único compromisso era um treino de corrida curtinho em ritmo de prova…

Bike check-in

O compromisso do sábado é o bike check-in.
Cada um no seu horário, temos que deixar lá nossa bike e as sacolas de ciclismo e corrida com os materiais que vamos utilizar na prova.
Meu horário era de 15 às 16h e justamente por volta das 15h a chuva resolveu dar uma trégua. Minhas coisas nem estavam totalmente organizadas mas fui alertado pela Lívia que a chuva tinha parado e saímos em disparada pro check-in… Mal acabei de entregar a bike e a chuva voltou com tudo. Uma mistura de sorte com o alerta da Lívia me salvaram de ficar em pé na chuva durante um bom tempo…
4_m-100764286-DIGITAL_HIGHRES-1897_002491-7936798Ahh, é no bike check-in que pegamos o nosso chip da prova.
Depois disso foi fazer uma social na Expo com os amigos e voltar pro hotel pra descansar…

Race day

Área de Transição

Acordei cedo, tomei café e fui com bastante antecedência pra área de transição.
Neste momento temos acesso à bike e às sacolas de ciclismo e corrida para organizar alguma coisa que tenha ficado faltando. Além disso entregamos aqui nossas sacolas de “Special Needs” de ciclismo e corrida.
Como já tinha deixado tudo praticamente pronto na véspera, apesar da correria pra não pegar chuva, nessa manhã a única coisa que precisei fazer foi checar se os pneus da bike estavam calibrados, ajeitar a comida, prender as sapatilhas na magrela e rezar. Estava tudo pronto só faltava largar…

Swim

Pra quem já fez ou assistiu a prova em Floripa sabe como é aquela caminhada da transição até a largada da natação… 2.500 atletas caminhando em ritmo lento, com poucas palavras e buscando um pouco de concentração… É neste momento que eu tento agradecer a Deus por estar ali e pedir pra que, no final do dia, eu e os outros 2.499 atletas estejamos tão saudáveis quanto no início.
Diferente da quinta, o mar estava liso, nada de ondas, nada de correnteza, um espetáculo. Só de olhar, já me deu uma tranquilizada sensacional…
Esperei pacientemente minha largada (mentira, queria largar logo e estava com paciência zero).
Às 7h10min tocou a buzina da minha largada. Entrei com calma no mar pra tentar evitar aquela trocação de socos mas foi inevitável… Pela primeira vez num Ironman eu nadei o tempo todo me estapeando com alguém. E olha que nos dois anteriores ainda não tinha largada em onda, era todo mundo largando junto…
Uma coisa que este ano foi diferente pra 2015 (parece que 2016 já teve também) foi que colocaram algumas boias intermediárias e isso evita que se perca muito o rumo, principalmente pra quem é um mestre da navegação errada como eu.
Nadei a primeira parte e quando dei a volta na areia percebi que estava com um tempo legal (ok, os caras que sabem nadar terminaram a natação mais rápido que isso, mas eu não sei) e isso foi um ponto positivo pq a segunda parte é menor que a primeira. Esse foi o primeiro indício de que eu teria um dia legal (Não tô falando dos tempos pq no fundo acho que isso é o que menos importa pra um atleta amador do meu nível, o importante é fazer a prova se divertindo e competindo comigo mesmo).
Entrei na água novamente e terminei a segunda parte tb num ritmo que considero bem legal pra mim.
7_m-100764286-DIGITAL_HIGHRES-1897_008747-7936801O mais incrível de tudo foi a distância que nadei: 3.823m. INCRÍVEL!

Resultado: Fiquei muito feliz com a natação!

T1

Saí da natação certo de que teria um bom dia. Corri por todo o percurso da praia até a tenda de troca, fazendo uma transição que nunca tinha imaginado fazer em Floripa. Correndo o tempo todo.
Ainda dá pra melhorar, mas tô feliz pra caramba tb.

Bike

Acho que a bike era minha maior incógnita pq a minha natação sempre é ruim (essa não foi tanto, mas as condições ajudaram) e eu estava bastante confiante pra correr, mas pra pedalar, apesar de ter consciência de que meu pedal evoluiu bastante, eu achava que estava com pouco volume. A opção era “pagar pra ver”…
Nas provas anteriores que fiz aqui pude perceber que a primeira volta sempre tem menos vento que a segunda. Acabei fazendo minha estratégia pensando nisso.
A ideia era fazer a primeira volta forte o suficiente pra pegar o menor tempo de vento possível, mas não tão forte a ponto de quebrar na segunda volta e ver esse tempo indo pelo ralo. Acho que foi uma estratégia acertada, apesar de ter sido um dia com pouquíssimo vento na Ilha da Magia.
Comecei bem, me alimentei e hidratei quase da maneira que planejei e fiz a primeira volta muito bem.
Aspas para o comentário sobre o retorno. Cara, é sensacional aquele retorno dos 90km. Temos um trecho de uns 5km com muita gente torcendo. Nessa prova em especial, que fiz com o uniforme da BR Esportes, minha assessoria, os parentes, amigos e conhecidos de qq atleta da assessoria gritavam para todos com aquele uniforme. Éramos 68 atletas da BR na prova e a torcida era imensa. Passei esses +/- 5km fazendo toda a minha força e, por consequência, ganhando várias posições (ok, eu as devolveria logo ali na frente, mas…). Enfim, ouvir um “Bora BR” dá um ânimo que eu jamais tinha experimentado antes.
12_m-100764286-DIGITAL_HIGHRES-1897_022451-7936806Na segunda volta, fui um pouco mais cauteloso. Estava chovendo o dia inteiro, portanto, o chão estava escorregadio, com algumas poças e vários buracos “encobertos” pela água. Isso fez o pedal, pelo menos no meu caso, ser um pouco mais tenso do que de costume.
Faltando uns 30km o cansaço bateu com força. Nessa hora comecei a duvidar se conseguiria correr…
Não era hora pra pensamentos negativos e tentei voltar o foco pro pedal.
Terminei num tempo muito perto do que esperava. Estratégia cumprida com excelência.

Resultado: fiquei muito feliz com meu pedal!

T2

Com a chuva caindo, fiz uma T2 um pouco mais lenta do que poderia, mas foi por opção.
Entreguei a bike e corri pra tenda. Por mais incrível que isso possa parecer, as pernas estavam leves.
A demora ocorreu pq optei por encharcar meu pé de vaselina pra evitar as bolhas. O dia inteiro com o pé molhado e sair pra correr 42km é bolha na certa…
Mesmo demorando um pouco mais, fiquei satisfeito com a T2 tb…

Run

Aqui veio a grande, enorme, mega cereja do bolo.

Ok, eu me sentia confiante pra correr antes da prova mas quando comecei, parecia que eu estava ainda mais confiante na minha corrida.
Coloquei um ritmo que certamente não conseguiria sustentar por 42km mas sei lá por que, decidi que iria nele até onde conseguisse.
Em cada ciclo de treinos pra uma prova grande (meia, maratona, 70.3, Ironman etc) a gente tem muitos aprendizados. Por mais experiente que sejamos, a gente sempre aprende alguma coisa. Nesse ciclo a grande lição foi a que vale a pena arriscar. Sempre tive muito medo de forçar demais e ficar pelo caminho. Nesse eu resolvi que eu ia correr até quebrar. E se isso acontecesse, dane-se, mesmo que eu tivesse que caminhar o resto da prova. Eu fui! E fui até o final.

Se você pensa que pode ou sonha que pode, comece. Ousadia tem genialidade, poder e mágica. Ouse fazer e o poder lhe será dado.
Goethe

Óbvio que lá pelo km 30 deu uma desanimada, mas foi a hora que começou a escurecer e acho que todo mundo desanima um pouco essa hora. Foi uma coisa bem passageira, logo em seguida retornei pra um ritmo legal e ainda tive fôlego pra “sprintar” no final…

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Lívia e Marcos correndo comigo os últimos metros

Não tenho palavras pra descrever o quão feliz eu fiquei. No final eu já estava tão emocionado que foi inevitável o choro. Sim, eu sou chorão e quando a gente tem um dia perfeito, não dá pra resistir…

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Muito obrigado aos amigos que torceram por mim, em especial ao Damião, que deve ter ficado rouco de tanto me gritar e torcer na prova, aos que me ajudaram na preparação e à Lívia (nossa, essa eu não tenho palavras pra agradecer), que além de me incentivar pra caramba, passou o dia todo na chuva acompanhando a prova. Parece besteira mas eu sei o quanto é cansativo acompanhar uma prova dessas in loco, ainda mais quando a nossa vontade mesmo é estar fazendo…

Muito obrigado, baixinha!!!

Vamos pra próxima!!!

Challenge Cerrado – A prova

4 de maio de 2017 4 comentários

Dessa vez não posso falar muita coisa sobre o pré prova. Cheguei tão em cima da hora que a única coisa que consegui fazer foi o bike check-in.
Como a entrega do kit seria feita somente até as 11h da manhã, tive que fazer uma procuração para que um amigo fizesse a retirada do meu (valeu Rodrigão!!!). Depois que fiz o questionamento do horário à organização (e muito mais pessoas devem ter feito o mesmo) observei que o horário foi alterado para até 12h. Isso já resolveria meu problema de horário mas como a procuração já estava feita, vida que segue…
Com isso, quando cheguei em Brasília, fui direto pro hotel montar a bike e almoçar, indo em seguida pra entrega da bike no local da prova. A única coisa que me deixou chateado aqui foi que não tinha mais capa de chuva pra minha bike. Se chovesse, ela ia ficar molhada mesmo…
Check-in feito, era hora de arrumar as sacolas de transição, que não precisavam (ou não podiam) ser entregues junto com a bike.
Manhã de prova e é sempre a mesma coisa: noite mal dormida, acordar de madrugada pra ir pra prova, café da manhã mal tomado etc. Por isso acho o dia anterior à prova muito importante. É importante que se durma bem, descanse bem, coma bem, hidrate-se bem etc… Uma pena que a teoria nunca consiga se aproximar da realidade, pelo menos no meu caso… Rs. Meu pré prova é sempre um caos, uma correria… Rs
Cheguei cedo na transição e deixei logo tudo arrumado. Nesta prova não tivemos tenda de troca na transição, por isso as sacolas não foram entregues na véspera. Elas ficaram alocadas no lado da bike na transição. Eu gosto disso, só acho que não precisava de sacola, mas…
A largada seria feita em ondas e isso tem seus prós e contras. O pró, na minha opinião, é uma largada mais “suave” sem aquele atropelo todo na natação, principalmente numa largada de dentro d’água como esta. O contra é que minha largada foi a penúltima, exatos 27min depois da largada da elite masculina e então vc tem que ficar ali, do lado de fora, 27min esperando a sua vez e isso é um tanto quanto inconveniente. Enche o saco… Além do mais, as condições da prova já são até outras… Mas vida que segue, regras são regras.

Vamos à prova.

Swim:

A natação começou em direção ao Sol… Nadei num “ritmo de conforto” até a primeira boia, que só consegui enxergar quando já estava muito perto dela. O Sol ficava exatamente na direção da boia e simplesmente fui nadando pra onde todos estavam indo. Sem ver.
Contornada a primeira boia já era possível enxergar pra onde eu tinha que ir… No meu caso não sei se isso é bom ou ruim já que eu sempre acabo nadando mais do que deveria. Rs.
Fato é que também no contorno da primeira boia, comecei a chegar em algumas pessoas da onda anterior. Nessa hora percebi que mesmo sabendo que não estava nadando tão bem, não ia ser o último a sair da água… hahaha.
SegunDEJ17CHD9929_Rda boia contornada e comecei a sentir um cansaço absurdo. Parecia que não tinha forças pra nadar. Alguma coisa estava errada e eu não sabia o que era mas mesmo assim eu via o pessoal da touca preta (iguais à minha) se distanciarem e as toucas de outras cores (que lar
garam antes) ficarem pra trás… Tinha algo muito estranho.
Fui nesse dilema fraqueza/ultrapassagens até o final da natação sem a menor noção de como estava meu tempo.
Quando finalmente saí da água vi que tinha nadado 2min pior do que pretendia, porém 3min melhor do que minha última natação no lago Paranoá, no 70.3 de 2015.
Resultado: Satisfeito!

T1:

Sim, corri! Acabou a fase da caminhada na T1.
Resultado: Feliz!

Bike:

Quando vc larga na penúltima onda (depois da minha teve o revezamento) e não é um bom nadador, só te resta pedalar e correr muito… Mas e quem tb não é bom ciclista, faz como??? Faz o que pode!
E foi com esse pensamento que saí pra pedalar: Fazer o melhor que puder!
Passei todo o pedal concentrado. Sabia que precisava fazer força mas sabia também que não podia ser toda a força pq ainda tinha que correr… No percurso de 30km praticamente plano e com apenas 1 retorno a cada 15km o ciclismo acabou sendo bastante rápido. O ritmo acabou caindo um pouquinho na segunda metade mas nada que comprometesse o desempenho. Fiz muitas ultrapassagens, principalmente nos pequeníssimos trechos de subida.
A verdade é que me diverti bastante no pedal e acabei fazendo um pedal que nem eu mesmo estava esperando.FIV17CHD2629_R
Obviamente as condições do percurso e do clima ajudaram bastante já que na hora do ciclismo não tinha nenhum vento e a temperatura ainda não estava escaldante, mas não dá pra desconsiderar minha evolução no pedal.
Terminei o ciclismo 7min mais rápido do que o meu planejamento. Isso foi muito legal!
Resultado: Muito feliz!

T2:

Mais uma vez com várias ultrapassagens no desmonte, entrei na T2 voado e quando cheguei na minha “posição” fui surpreendido com uma placa de “Atleta penalizado, procure o penalty box”. Puts, que raiva, mas ok, não dá pra discutir. Acabei descobrindo que foi pq deixei uma garrafa de água fora da caixa na transição e teria que fazer um “STOP and GO” durante a corrida.
De qualquer maneira, minha T2 foi bastante rápida.
Resultado: Satisfeito!

Run:

Comecei a correr ainda furioso com o penalty que teria que cumprir e acho que acelerei demais. Quando percebi, segurei um pouco a onda pq além do calor absurdo que já fazia nessa hora, a corrida tinha algumas subidas que poderiam acabar me prejudicando.
Logo na primeira volta parei no “penalty box”. O que seria um “STOP and GO” só pra assinar a súmula se transforma em quase 2min pq o cara fica procurando o seu número, numa lista que não tem ordem, pra descobrir qual foi a infração, pra saber o que vc tem que cumprir… PelamordeDeus… Mas ok, culpa minha. Quem mandou não saber se comportar na transição???
Foto: http://olhonoatleta.com #olhonoatletaVoltei a correr e mesmo considerando a parada, terminei a primeira de 3 voltas com um tempo legal. Fiz ainda a segunda metade da corrida com um pace um pouquinho mais rápido que a primeira mas acho que isso foi em função da parada. Mesmo assim, considerei legal também a corrida.
Terminei 2min acima do que queria mas, dadas as circunstâncias (o percurso tinha mais subidas do que eu imaginava, achei o resultado bem positivo.
Resultado: Satisfeito!

No final das contas, o resultado foi muito melhor do que eu estava esperando.

Vamos pra próxima pq falta menos de 1 mês!!!

Rio Triathlon – 1ª etapa 2017 – A prova

5 de abril de 2017 1 comentário

Em primeiro lugar gostaria de me desculpar pelo atraso do post. Não sei se é do conhecimento de todos, mas durante a etapa de natação dessa prova, um atleta ficou desaparecido e seu corpo só foi encontrado no dia seguinte. Esse acontecimento lamentável (um acidente, na minha opinião, mas um dia escrevo só sobre isso) me fez pensar se valia a pena escrever ou não sobre a prova, tendo em vista que pra mim tinha sido um dia muito feliz… Resolvi escrever. Antes tarde do que nunca!!!

O Rio Triathlon é uma prova que tem crescido bastante nos últimos ano e me parece que o crescimento tende a continuar por uma bom tempo, principalmente agora, com premiações interessantes pros atletas da elite virem aqui competir…

Já no sábado, véspera da prova, pude perceber que nesse ano as coisas estão um pouco diferentes… A estrutura montada na transição era bem maior do que normalmente acontecia, o pórtico de chegada já estava montado e era bem grande, no funil de chegada tinha até uma arquibancada pros torcedores poderem assistir melhor às chegadas… Fiquei impressionado e achei bem legal…

Kit na mão, assisti ao congresso técnico e, sem mais obrigações por parte da prova, fui pra casa… Diferente do que aconteceu comigo na última prova que fiz, o SSTS em Juiz de Fora, eu estava completamente tranquilo… Nem parecia que tinha uma prova no dia seguinte…

Domingão com o despertador tocando de madrugada é dureza, mas pra fazer o que a gente gosta vale a pena…

Gosto de chegar cedo na transição pra poder arrumar as coisas com calma e assim eu fiz. Sobrou até muito tempo… Rs. É bom que dá tempo de encontrar os amigos e bater um papo…

Minha largada aconteceria às 7h15min e antes ainda teriam as largadas do Short masculino, às 7h e do Short feminino, às 7h03min…

Dadas as largadas anteriores, fui pra dentro do curral de largada esperar tocar a buzina…

Natação

Nunca largo com o peito na fita pra evitar ser atropelado pelos mais rápidos e dessa vez não seria diferente. Mas durante a prova, a atitude foi diferente. Parti confiante de que faria uma natação melhor que a de Juiz de Fora e assim foi. Nadei a primeira volta num ritmo bem legal que acabou caindo um pouco na segunda volta, mas nada muito problemático. Fiquei bem satisfeito com a natação dessa prova. Obviamente, considerando o meu ritmo… Rs

T1

Mais uma vez, e isso sim tem me deixado bem feliz, consegui correr durante toda a transição. Sinal de que tenho saído mais inteiro da natação do que antigamente.

Ciclismo

Pra uma prova com vácuo liberado, é fundamental sair da natação com um bom grupo. Acho que foi a primeira prova da minha vida que consegui me beneficiar do vácuo. O fato de não ter nadado tão mal me fez pegar um pelotão bem forte. Sozinho eu jamais teria pedalado naquele ritmo na primeira volta. Mesmo assim, o ritmo estava muito forte pra mim e, na segunda volta, optei por não acompanhar com medo de não conseguir correr… hahaha.
Mas não foi tão ruim assim pq acabei chegando num conhecido e fomos num revezamento bem legal até o final, o que certamente me fez ganhar alguns minutos em relação a manter a cara no vento o tempo todo. Ignorando o tempo do pedal (pq foi bastante rápido pros meus padrões em função do vácuo), consegui manter uma potência bem legal durante todo o tempo… E é isso que importa…

02 - Pelote da bike

T2

Aqui não tem muito mistério: é largar a bike, calçar os tênis e sair correndo… Acho que tô ficando melhor nisso tb. A coisa vai ficando cada vez mais automática e passa a fluir naturalmente…

Apesar disso, não sei exatamente o que acontece com o pessoal do triathlon. Pq as pessoas não treinam montar e desmontar da bike? É impressionante a quantidade de pessoas que eu consigo ultrapassar só nesses dois momentos: monte (depois da T1) e desmonte (antes da T2).

Corrida

Aqui ainda está um problema que tenho a esperança que vai acabar em breve: minha corrida está muito ruim. Tô correndo um começo muito travado (talvez por causa da força que tenho feito no pedal, talvez pq na periodização do treino isso seja normal) e depois acabo melhorando um pouco. Nessa prova, por exemplo, depois de determinado momento parece que entrei em transe e corri tb no automático. Coincidentemente, a velocidade foi aumentando até o final… Ahh, e só pra não perder o hábito, a corrida teve 500m a menos…

03 - Corrida de longe

No geral, achei uma prova muito bacana, super bem organizada, com condições de mar (estava liso e isso naquela praia não é muito comum) e ar (não estava um calor infernal) muito boas, tanto é que, mesmo sem treinamento específico pra essa distância, no meio do ciclo do Iron, consegui fazer meu melhor tempo de Olímpico mesmo eu não estando preocupado com isso nesse momento.

Então a prova pra mim foi isso: um misto de sentimentos. Feliz por ter feito uma prova bem honesta pros meus padrões e triste pelo ocorrido com o rapaz na natação que estava em sua primeira prova de nadapedalacorre…

Vamos em frente…

*Créditos das fotos revista AllTriNews e site do Terra.

Rei do Mar – 1ª etapa 2017

13 de março de 2017 1 comentário

Uma semana depois da natação desastrosa no SSTS de Juiz de Fora, foi a vez de encarar mais do que o dobro da distância na 1º etapa do Rei e Rainha do Mar 2017.

Me inscrevi na prova Challenge, que tem a distância de 3,5k. Nessa etapa, a largada foi na praia do Arpoador e a chegada no Leblon.

Não sei exatamente o motivo, mas, dessa vez, eu estava muuuuito tranquilo para esta prova. Normalmente fico meio ansioso nos dias que antecedem qualquer prova que eu tenha que nadar mas dessa vez foi diferente…

Na sexta-feira, fui buscar o kit como se nada estivesse acontecendo, no sábado fiz meu treino de pedal normalmente sem nem lembrar da prova no dia seguinte e passei o resto do dia assim, sem nem pensar na prova. No domingo pela manhã fui pra prova com uma tranquilidade anormal, pros meus padrões, obviamente…

A largada estava marcada para as 9h e cheguei no Leblon por volta das 7h45min. A névoa que cobria a praia nesse momento era tão densa que do calçadão não conseguíamos ver a água… Fui andando até o arpoador e lá a situação era muito melhor, mas ainda assim, não conseguíamos avistar o Leblon, onde acontecia a maior parte das provas (1km, 2km, beach biathlon, etc.).

A primeira informação é que a largada seria atrasada em 30min para melhorar as condições. Logo depois, mais meia hora de atraso… No final das contas, o atraso foi de 2h. Isso mesmo, a largada que aconteceria às 9h, aconteceu às 11h da manhã… Toda a sua alimentação, concentração, programação etc, já tinha ido por água abaixo… Procurei uma birosca pra comprar um açaí e foi isso que me sustentou até o horário da largada…

Finalmente, às 11h em ponto, foi dada a largada.

Daqui pra frente, nem tenho muito o que falar… Coloquei um ritmo confortável e fui praticamente o tempo todo nele até o final… Às vezes eu dava uma acelerada por alguns metros pra poder fugir de alguma confusão e só… O único contratempo que tive na prova foi um chute (muito forte, diga-se de passagem) que tomei no nariz. Cheguei a ver estrelas na hora mas voltei a nadar no mesmo instante sem muitos problemas…

Rei do Mar - 2017.01

Podia ter sido mais retinho, né???

No final das contas fiquei satisfeito com a natação. Obviamente errei um pouquinho a navegação e os 3.500m se transformaram em quase 3.800m, o que foi um excelente treino pro Ironman de Florianópolis, que vai rolar em maio… Se eu conseguir acertar a navegação lá e nadar só isso, tá ótimo, mas normalmente passo dos 4.000m lá… Rs

Ok, fiquei satisfeito mas não posso deixar de considerar que as condições do mar estavam perfeitas. De qualquer maneira, o que me deixa feliz é que, mesmo num ritmo ainda lento, cada vez saio da água mais inteiro e isso tá sendo bem legal…

O nariz??? Hoje ele tá meio inchado e um pouco roxo… Tomara que seja só uma espinha gigante nascendo pq ele tem só 6 meses de operado e não queria estragar a cirurgia tão rápido… hahaha

Bola pra frente…

SSTS – Short & Standard Thiathlon Series

8 de março de 2017 2 comentários

Pois é, depois de um longuíssimo período sem participar de um prova de triathlon, mais precisamente 518 dias desde a última (sim, a última foi o Ironman 70.3  do Rio de 2015), finalmente voltei às provas do nadapedalacorre…

A verdade é que eu já estava até me esquecendo de como isso é bom. Na verdade estava esquecendo de várias coisas: de como é importante ter ritmo de prova e não só ficar treinando, de como é o frio na barriga (que no meu caso, mesmo sendo na distância Standard, já começa uns dias antes), de como é legal o clima da prova, de como é a cara de superação das pessoas que estão ali pela primeira vez… Tudo isso é legal demais e acho que é por isso que eu gosto tanto dessa brincadeira…

Ok, eu fiquei praticamente 1 ano e meio sem competir, só “treinando” (entre aspas mesmo pq em alguns períodos os treinos foram bem “meia boca”), nunca parei realmente de fazer triathlon, mas uma prova é uma prova, seja na distância que for, e isso mexe com a gente.

Vamos à prova que é o que interessa.

Essa foi a primeira prova da série (SSTS) e aconteceu em Juiz de Fora – MG. Saí de casa na manhã de sábado pra ir pra Juiz de Fora. Daqui até lá, levo entre 2h30min e 3h de viagem que fiz sem nenhum contratempo.

Sábado antes da prova é dia de buscar kit, escutar o que a organização da prova tem a dizer sobre o percurso, as regras etc. Depois disso é arrumar as tralhas todas e esperar chegar a hora da largada.

SSTS - Tralhas

Pois é, como podem perceber, fiz a prova com o número 7. Muita responsabilidade pra quem é tão lento quanto eu… hahaha. Aposto que distribuíram os números por ordem alfabética… Rs

Nunca tinha ido a Juiz de Fora antes e não conhecia absolutamente nada da cidade, nem mesmo o local onde seria a prova. Foi tudo na surpresa. Na manhã da prova coloquei o Google Maps pra funcionar e fui seguindo as orientações até a represa São Pedro, onde seria a natação.

Arrumei as coisas na transição, escutei as explicações finais e fui pra largada.

Essa prova era com vácuo liberado no ciclismo e a orientação que eu tinha era: “Nada forte pra conseguir pegar um bom pelotão na bike”. Não sei o que me deu pra eu acreditar que seria possível fazer isso.

Natação: Iniciei a natação alucinado e obviamente, em poucos minutos, já estava cansado, com um ritmo bem mais lento e sendo ultrapassado por todo mundo. A natação era pra ter 1.500m mas estava um pouco maior. Eu nadei 1.800m e dessa vez juro que não foi erro de navegação. No final da prova todos estavam comentando sobre o tamanho da natação. Uns nadaram 1.800, outros 1.900 e ouvi até 2.100 (esse errou bem… Já fiz muito isso, tomara que tenha passado minha fase de alongar o caminho).

Quando olhei pro relógio no final da natação fiquei bastante chateado com o tempo. Como não tinha visto a distância, achei que a natação tivesse sido bem pior do que realmente foi. Foi uma natação ruim mas na hora eu achei que tivesse sido muito pior… Bola pra frente, pelo menos não fui o último…

T1:  Saí da água correndo. Pelo isso, pq quem me conhece sabe que costumo sair da natação tão exausto que preciso caminhar na T1. Não foi o caso, consegui correr o tempo todo. A T1 tinha aproximadamente 400m de corrida entre a represa e a bike e achei bem razoável minha passada por aqui.

Ciclismo: Lembra o papo de pegar um bom pelotão? Pois é, esquece. Isso é pra quem sabe nadar… Comecei a pedalar sozinho e praticamente sozinho fui até o final. O percurso era composto por 4 voltas de 10km cada e em cada volta fazíamos 4 retornos de 180º, duas curvas de 90º e passávamos 6 vezes por quebra molas (tinham 3 no percurso mas passávamos 2 vezes em cada). Com todas essas retomadas pra fazer, considerei que meu pedal foi legal. Nada fantástico mas acho que foi bem de acordo com o que tenho treinado.

Obviamente que, pedalando sozinho contra quem estava pedalando em pelotões (culpa toda minha pq sou um afogado) é impossível chegar perto de alguém assim…

T2: Aqui não tem mistério e normalmente eu consigo passar rápido. Dessa vez não foi diferente. Larguei a bike, calcei os tênis, peguei meu número e uma viseira e fui…

Corrida: Aqui é que acho que vacilei. A ideia era começar um pouco mais lento e ir acelerando. O problema é que comecei lento e não consegui acelerar… Alguma coisa estava errada e eu não sei o que era… Eram 4 voltas de 2,5km e só na última delas é que a corrida começou a “encaixar”… Ok, não era um super pace mas era um pace que, se “encaixado” desde o começo, teria me deixado bem satisfeito.

SSTS - Percurso.png

Cheguei!!! Esse aí foi o percurso. Praticamente todo plano e com muitas retomadas. Apesar do meu desempenho ter sido ruim, gostei bastante da prova…

Sobre a prova, cabe destacar a boa vontade dos organizadores em querer fazer um trabalho bem feito e cobrarem um preço justo. A prova teve tudo o que precisava e fez frente pra muita organização que acha que é boa… Espero sinceramente que tenha sido um sucesso, como eu acho que foi, e que a mesma consiga se perpetuar no calendário. Mesmo sendo um pouco longe do Rio, se eu puder ir, tô dentro…

Depois de tanto tempo cheguei a ficar meio emocionado por ter feito outra prova de triathlon. Provavelmente a primeira de muitas no ano de 2017…

Vamos em frente que esse ano promete…

SSTS - Medalha.jpg

Treininho meio insano

2 de fevereiro de 2017 1 comentário

O treinamento pro Iron já começou…

No início as coisas pareciam meio devagar com treinos de intensidade baixa e assim as coisas foram caminhando sem muito sofrimento…

Mas eu não sabia o que estava por vir… No último sábado o treino era pra fazer 3 short triathlons de maneira progressiva com intervalo de 15min entre eles, ou seja, nadar 750m, pedalar 20km, correr 5km esperar 15min e repetir isso. Esperar mais 15min e repetir de novo… E o requinte de crueldade: cada um tinha que ser mais forte que o anterior…

Infelizmente a logística não me permitiria fazer exatamente o programado. Não tenho lugar pra fazer isso durante uma manhã inteira sem o risco de morrer atropelado numa rua enquanto pedalo. E quando tenho o lugar pra pedalar, não tenho pra nadar… É um dilema!!! Dada essa dificuldade, o acordado com meu treinador foi o seguinte: nadar 1,5k e depois 3 x (20k bike + 5k run). Isso sim foi possível… Quer dizer, mais ou menos possível… A natação teria que ser numa piscina… Numa piscina pequena… Pois é, tive que nadar amarrado no mesmo lugar e como não sabia a distância que estava nadando, optei por nadar 30min e seguir o restante do treino.

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Foi um dia bastante cansativo e o treino só não foi 100% pq a única coisa de progressivo que teve foi o nível sofrimento!!!

A natação não tenho o que comentar… Fiquei lá amarrado 30min nadando e pronto.

Na primeira bateria considero que pedalei bem e corri bem.

Na segunda bateria considero que pedalei normal e corri normal.

Na terceira considero que pedalei mal e corri péssimo… Não tinha mais forças pra nada, mas pelo menos fui até o final.

Como eu estava na região serrana do Rio neste final de semana, o pedal é sempre mais duro do que o normal. É um sobe e desce que vai minando nossas energias e o ritmo não consegue ficar muito bom… Mas bola pra frente é o que temos… A corrida foi totalmente no plano e a primeira bateria até me surpreendeu. Corri confortável com um pace legal (pro meu padrão) e com os batimentos tranquilos… Na segunda foi tudo mais ou menos como eu esperava que fosse… Na terceira só não morri pq não era meu dia… Quando comecei a correr os últimos 5k a temperatura estava em míseros 34ºC. Nem preciso comentar o resto, né??? Corrida arrastada, porém concluída!

Pra compensar tudo isso, nada mais justo que um domingão off, sem fazer absolutamente nada além de comer e dormir… Rs

Vamos em frente que esse ano to mais empolgado do que de costume… Hahaha, o começo é sempre uma maravilha!!!

Abração!

Ironman 70.3 Rio de Janeiro 2015 – A prova

21 de outubro de 2015 3 comentários

Depois de muito, mas muito tempo mesmo, fui convencido a escrever aqui as impressões da minha prova.

Primeiro só quero deixar claro que não tenho escrito mais nada por aqui única e exclusivamente por falta de tempo. Infelizmente ainda preciso dormir durante as madrugadas e esse é o único tempo que não está ocupado… rs

Vamos à prova:

Como carioca e morador do Rio de Janeiro, embora a razão me mandasse não participar da prova, a emoção não me deixou ficar ausente dessa festa.

A prova era no RJ, sem precisar faltar o trabalho (ou tirar férias), sem custos de viagem, hospedagem, aluguel de carros e afins, a possibilidade de os familiares e amigos que não costumam viajar pra esse tipo de evento poderem assistir e além disso tudo a possibilidade de esta prova ser única, já que aqui no Rio os eventos esportivos são cancelados da noite para o dia… Uma pena para a Cidade Olímpica e Maravilhosa…

Expo, congresso e bike check in:

O primeiro engano da minha parte foi com a logística. O Recreio dos Bandeirantes é longe pra caramba e com o trânsito que temos hoje em dia, o tempo para chegar até lá pode variar muito… Com essa incerteza, não arrisquei tentar pegar o kit depois da saída do trabalho, optei por resolver tudo no sábado. Ia unir o útil ao agradável: saia de casa cedo, assistia o congresso técnico, buscava o kit, almoçava, arrumava as sacolas, deixava a bike no check in e voltava pra casa… Deu errado. O tempo pra chegar ao recreio no sábado de manhã foi absurdo e perdi a hora do congresso… hahaha. Mas ok, o restante funcionou…

Kit na mão, fotos, social com os amigos… Rolou até uma passada de carro pelo trecho do percurso do ciclismo que tinha uma subida… Deu pra perceber que está longe de ser a pior subida do mundo mas que, dadas as condições de alguns trechos do asfalto, seria uma descida perigosa pra quem quisesse “recuperar” o tempo da subida e não tivesse muita habilidade…

Almoço, bike check in e casa. Essa foi a véspera da prova…

Pré race:

Apesar de ter deixado tudo organizado na véspera, cheguei cedo à transição pra acertar os últimos detalhes e sobrar tempo pra dar uma nadadinha de aquecimento…

A transição antes da prova é uma coisa muito estranha: gente séria, gente sorridente, gente desesperada pq encontrou algum problema de última hora… Pra mim é uma grande confraternização pré prova…

Tudo certo na bike e nas sacolas de transição, parti pra praia.

Entrei na água pra fazer um aquecimento e quando saí, uns 10min depois, percebi que o Garmin tinha apagado… Tentei de tudo ali antes da largada pra ressuscitar o dito cujo mas nada adiantou… A prova ia ter que ser num “voo cego”…

Na realidade sempre tive vontade de fazer uma prova só “no sentimento”, sem olhar pra relógio, GPS e coisas do tipo… Mas não precisava ser num 70.3, muito menos de surpresa… Vida que segue…

Natação:

Segui as orientações e, acho que pela primeira vez na vida, aqueci antes da prova… Não sei se isso ajudou mas o fato é que, apesar de o tempo da natação ainda ser ridículo, fiz minha melhor natação das 4 provas de 70.3 que já fiz e com uma diferença grandinha de tempo…

A largada foi realizada em ondas. Primeiro largou a elite masculina, depois elite feminina, em seguida veio o primeiro grupo de amadores, de touca amarela, depois meu grupo, de touca verde, depois outro, de touca azul e, por último, as mulheres amadoras, de touca rosa…

Mantive minha estratégia conservadora ao extremo de largar lá atrás pra evitar a “pancadaria” até a primeira boia… Larguei lá atrás mas acho que larguei forte. No contorno da primeira boia já estava ultrapassando os mais lentos da onda anterior, de touca amarela. Me achei o Aquaman e tentei continuar no mesmo ritmo. Quando contornei a segunda boia percebi que comecei a ser ultrapassado pelos primeiros colocados da onda posterior, de touca azul… É, eu não era o Aquaman! Depois de contornar a última boia, já nadando em direção à saída, as primeiras meninas, de touca rosa, começaram a me ultrapassar… Definitivamente, ainda não aprendi a nadar…

Quando saí da água, sem nenhuma noção de tempo já que o Garmin tinha falecido, só consegui ter uma noção de tempo quando passei no pórtico e calculei um pouco mais de 40min na natação… Isso pra mim foi muito legal.

Mais legal que isso foi conseguir sair “inteiro” da natação.

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O tempo final da natação foi de 41min03s. Acreditem, isso  pra mim foi bom!

T1:

Dentro das metas que eu mesmo tinha me imposto, minha T1 foi muito legal.

Como acabei saindo “inteiro” da natação, consegui correr durante todo o percurso da T1 o que me fez ganhar mais alguns minutos já que normalmente me arrasto nesse trecho.

Meu tempo aqui foi de 5min18s

Ciclismo:

Entrei numa de falar só do que acho bom mas vou abrir uma pequena exceção pra não deixar essa parte em branco… rs

Como sou sabidamente lento, posso me dar ao luxo de arriscar qualquer novidade em qualquer prova sem maiores problemas. Quem está disputando vaga pro mundial, pódio na categoria ou coisas do tipo, não pode arriscar. Tem que fazer o que está acostumado.

Pois bem, arrisquei usar nessa prova um par de pneus novos que, não vou entrar em detalhes, mas não furam. É risco zero de ter que parar pra trocar pneu. Não precisa levar câmara, CO2, espátula nem nada. É só ir ser feliz!

Pois é. Seria! Nunca tinha sequer andado 10km com esse pneu e durante a prova, como estava sem o Garmin, a única coisa que eu sabia era que estava fazendo toda minha força no pedal… Enfim, fiz o pior pedal da minha vida! Disparado o pior!

Conversando com alguns amigos depois da prova, todos foram unânimes em falar que foi culpa dos pneus. Esses amigos também tem esse tipo de pneu, porém, foram mais conservadores (na realidade mais sensatos) e não utilizaram na prova sem testar. Depois dos testes que só puderam acontecer depois da prova, todos consideraram que é preciso muito mais força pra manter a mesma pedalada.

Lição aprendida e vida que segue! Os pneus que não furam vão pros treinos de montanha… rs

MDP15703RJ14230

Aqui demorei eternas 3h24min28s. Inacreditável!!!

T2:

Quando vi o tempo do pedal, entreguei a bike tão furioso que consegui fazer a T2 num tempo bem mais rápido do que tinha planejado.

Entrei, peguei a sacola, calcei o tênis e saí…

Opa, como estava chovendo, ainda me dei ao luxo de trocar de meias… rs

Tempo: 2min31s

Corrida:

Saí pra correr bastante desanimado mas eu estava lá pra isso. Encaixei o ritmo e fui. Sem saber o pace, sem saber o tempo, a única coisa que eu sabia era a distância quando passava pelas placas… hahaha

O percurso todo da prova foi muito bonito, mas a corrida foi sensacional. A passagem pela Prainha é simplesmente fantástica e vale a visita. Mas, como não existe almoço grátis, pra ver a vista tinha que subir o morro até lá. Como a da bike, nem é uma subida tão sinistra assim mas dá uma boa quebrada de ritmo.

A primeira cheguei a encarar correndo. Nas seguintes as pernas fraquejaram um pouco e precisei de alguns momentos de caminhada pra me recompor… rs

Apesar de o tempo não ter sido bom, achei que fiz o melhor que deu praquele momento.

MDP15703RJ09645

O tempo foi de longas 2h06min59s

No total deu 6h20min21s.

Conclusões:

Fiquei feliz? Sim!

Poderia ter sido melhor? Muito! Mas é assim mesmo. A gente vai dando cabeçada até aprender.

Ano que vem, se tudo for como planejado, estarei lá novamente.

E pra quem reclama que a prova tem muitas subidas. Tem que treinar mais em subida. As subidas estavam lá pra todo mundo e todo mundo sabia. Eu achei a prova divertidíssima!!! Me ferrei pelos meus erros!

O legal é que vejo espaço pra melhorar bastante em todas as modalidades:

  • Natação: ainda é péssima mas está no caminho;
  • T1: a melhora na natação faz a T1 melhorar automaticamente;
  • Ciclismo: esse não pode ser usado como referência mas mesmo assim dá pra melhorar bastante;
  • T2: gostei muito. Ainda é possível melhorar mas só vou me preocupar com isso quando estiver disputando vaga pro mundial, ou seja, nunca!;
  • Corrida: sempre tem espaço pra melhorar aqui mas esta tb não é referência. O vacilo do ciclismo ferrou com tudo.

Até a próxima!!!

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