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Posts Tagged ‘Meia Maratona’

Desafio do Dunga – As provas

21 de janeiro de 2015 3 comentários

Sim, pra variar estou muito atrasado pra falar sobre o tema… Ahh, e é longo…

Mas é melhor agora do que nunca… Vai que alguém está na dúvida sobre fazer ou não a prova? Ainda dá tempo de ler minhas “observações” e decidir que sim, vale a pena fazer a prova sim!!!

Minha principal e mais importante observação é: Nunca senti tanto frio! Ok, eu sou realmente friorento e de certa maneira, a culpa é minha. Olhava as previsões do tempo antes de ir e a mínima prevista estava em 10°C no dia mais frio, que seria a quinta-feira, dia da prova de 5km.

Convenhamos, 10°C nem é tão frio assim e foi isso que pensei. De qualquer maneira, coloquei na mala um gorro, umas luvas, uma calça, uma segunda pele e umas camisas a mais, caso precisasse, largaria com duas e tiraria uma ao longo do percurso… A ideia era excelente, porém, não deu muito certo, pelo menos pra mim… rs

Vamos às provas:

5km – Quinta-feira, 08/01/2015

A largada prevista para às 6h da manhã e meu curral de largada era o A, ou seja, o primeiro. Acreditem, isso faz toda a diferença! Se tiverem alguma comprovação de tempo que possam mandar, não deixem de fazer, é fundamental!

Eles pediam pra chegar com 1h de antecedência e eu cheguei ao Epcot por volta das 5h10min. Era muito frio que estava fazendo nessa hora… Muito mesmo… Quando saí do carro, dei dois passos e voltei. Por um momento pensei se valeria a pena continuar naquela doideira ou simplesmente voltar pro hotel e abandonar tudo! Sabiamente decidi continuar na loucura… Afinal, saí daqui do Brasil pra ir lá correr…

Era tanto frio que as pessoas só andavam em grupo pra tentar aproveitar o calor umas das outras… Não tive coragem de deixar meu casaco no guarda volumes e decidi correr com ele… minhas mãos, mesmo com luvas, doíam de tanto frio que estava sentindo, foi realmente muito tenso… Tão tenso que em determinado momento tomei a decisão de esperar a largada dentro de um banheiro químico. Pois é, fiquei por uns 10min dentro de um banheiro químico simplesmente pra tentar sentir menos frio… Felizmente ele estava limpinho e consegui sobreviver a essa outra loucura…

Faltando 10min pra largada fui para o curral… Fiz tudo que era possível pra tentar me aquecer mas não dava…

O hino dos EUA foi cantado e o silêncio dos corredores e torcedores, sim, tinham torcedores, é emocionante. Impressionante como eles respeitam o hino nacional!!!

A largada é sempre com uma pequena queima de fogos o que é muito legal! E a queima de fogos ocorre na largada de todos os currais, não é só do primeiro não…

Sobre os 5km em si, não tem muito o que dizer, foram corridos por dentro do Epcot e estacionamento. Em todos os momentos é possível parar para tirar fotos com os personagens que ficam pelo percurso animando os corredores… Infelizmente não parei nenhuma vez. Só pensava em acabar logo com aquilo e ir pra um chuveiro de água fervendo…

Terminei a prova com pouco mais de 29min sem derramar nenhuma gota de suor. Pior foi ver que quando eu cheguei, tinha gente estava começando a correr… Acho que eu teria morrido de frio…

Pra quem quiser ver os dados desta prova está no STRAVA aqui neste link.

Dopey 05k

Depois fiquei sabendo que a temperatura era de 3°C com sensação térmica de -4°C, isso mesmo: MENOS 4 GRAUS CELSIUS…

Fui pro hotel, banho fervendo e parque!

No final do dia voltei na expo da prova pra tentar comprar mais um gorro e mais uma luva. Foi até difícil encontrar, estavam vendendo mais que água… rs

A luva eu usei por cima das minhas mesmo e o gorro, como eu tb tinha um, abri o “tampo” da cabeça e usei no pescoço… rs. Eu sei que parece coisa de louco, mas…

10km – Sexta-feira, 09/01/2015

Dessa vez a largada estava prevista para ocorrer às 5h30min, ou seja, meia hora antes… Imaginei que seria mais frio ainda e acabei saindo do hotel no mesmo horário pra tentar esperar um pouco menos no frio… Estacionei por volta das 5h e achei a tática excelente. Fiquei menos tempo exposto ao frio, que nesse dia já era menor, e consegui me senti melhor…

Ahh, vale lembrar que eu estava com a mesma quantidade de roupa do dia anterior, mais um “gorro” no pescoço e mais um par de luvas, ou seja, duas luvas.

De novo minha largada era no curral A e faltando 10min me posicionei, “aqueci” e fui…

O começo de prova com essas temperaturas baixa é sempre muito lento… Cada passada parece que tem alguma coisa errada. Tudo dói…

Depois de alguns kms, consegui colocar meu ritmo e no final já estava bem confortável.

Dessa vez o percurso pegou um pouco mais das estradas próximas ao Epcot e um parte maior do parque.

Terminei a prova com pouco mais de 59min e também controlando o ritmo de maneira a não me cansar muito pros próximos dias e ao mesmo tempo ficar o mínimo possível exposto ao frio intenso…

Pra quem quiser ver os dados desta prova está no STRAVA aqui neste link.

Dopey 10k

Como no dia seguinte, fui pro hotel, banho fervendo e parque!

No final desse dia resolvi voltar pro hotel mais cedo. Estava começando um resfriado que me fazia querer muito mais a cama do que qualquer outra coisa. Precisava dormir um pouco mais do que as 4h de sono das duas últimas noites… rs

21km – Sábado, 10/01/2015

Com largada novamente às 5h30min, resolvi não mudar a tática do dia anterior e saí do hotel no mesmo horário. Estacionei meu carro também por volta das 5h e quando fui pra área de largada descobri que, apesar de o estacionamento ser o mesmo, o local das largadas de 21 e 42km são diferentes das de 5 e 10km…

Dessa vez meu curral era o E (pra quem acha que E é muito atrás, me lembro de ter visto até a letra Q) e eu não seria o primeiro a largar. Fui com calma até a largada e acabei descobrindo que era bem longe. Conclusão, quando cheguei e entrei no E, já tinha tudo andado pra frente e acabei largando do G. Ok, o que vale, no final das contas é o tempo líquido mesmo…

Como no dia anterior, a vestimenta estava reforçada.

Aqui já se percebe uma diferença na largada. Os fogos, que eram poucos nos 5 e 10km já haviam aumentado. Os locutores tinham vários adjetivos iniciando com a letra do próximo curral a largar e realmente eles conseguem te motivar. É impressionante!

Quando deu a largada do meu curral, a tática de prova foi exatamente a mesma: começar devagar até as dores sumirem e ir buscando o ritmo confortável até terminar a prova. Acho que nunca consegui colocar tão bem em prática uma tática de prova como nessas…

Continuando, por volta dos 10km comecei a sentir um pouco de calor e tirei uma “camada” de luvas. Logo depois pensei em tirar o casaco mas o cinto com o número estava por cima e fiquei com preguiça… Acabou que esta foi uma decisão sábia. Por volta do km 17 meu calor passou e vi várias pessoas recolocando os casacos… Sorte de friorento preguiçoso… 😉

Nessa prova, saímos do Epcot fomo até o Magic Kingdom e voltamos. É impressionante entrar no Magic Kingdom de noite, com o castelo aceso e uma multidão que estava lá apenas pra torcer por nós!!! Naquele frio, jamais imaginei que teria alguém lá torcendo. Que engano absurdo! Nunca vi tantos torcedores assim nem nas provas aqui no RJ na beirada da praia… Foi muito emocionante. Corri a Main Street toda com o braço esquerdo esticado fazendo “hi five” com os torcedores… Aprendi também que existe lá o “hi four” já que o Mickey só tem 4 dedos!!! Rs.

Como de costume, fui no conforto e acabei terminando a prova em pouco mais de 2h01min. Boa parte da missão já estava cumprida, faltava “só” a parte mais importante: A Maratona!!!

Pra quem quiser ver os dados desta prova está no STRAVA aqui neste link.

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Hotel, banho quente e parque mais uma vez!!!

Dessa vez tive febre no final do dia! Minha irmã, que também foi pra lá, médica e precavida que é, me entupiu de remédios no final do dia e fui dormir mais cedo ainda…

42km – Domingo, 11/01/2015

Dizem que cachorro mordido de cobra tem medo até de salsicha, então, com a largada marcada para o mesmo horário, 5h30min, que eu consegui chegar atrasado na véspera, resolvi sair do hotel 20min mais cedo, só pra garantir…

Ainda bem que tomei essa decisão: estava um MEGA engarrafamento pra chegar ao estacionamento do Epcot. Eu abria o vidro no engarrafamento pra perguntar pros carros do lado se era aquele mesmo o caminho (com algumas ruas fechadas para a prova, o GPS não servia pra nada) e percebi que todos ali estavam ainda mais nervosos que eu com a possibilidade de não conseguir chegar a tempo pra prova!

Depois de muita tensão, consegui finalmente estacionar. Quando saí do carro vi os fogos da largada. Olhei pro relógio e eram exatamente 5h30min.

Nesse dia estava menos frio e decidi deixar meu casaco no guarda volumes. Ponto positivo também pra organização deles e pra boa vontade dos voluntários. Não gastei nem 30s pra deixar meu casaco lá e nem outros 30 pra pegar no final da prova!

Saí correndo alucinadamente pra largada e adivinhem: quando cheguei lá só consegui entrar no curral G de novo!!! Melhor no G do que não conseguir entrar, não é???

Dada a minha largada, com mais fogos ainda do que na meia, comecei devagarzinho e fui acelerando até chegar à minha velocidade de conforto…

Nesse percurso passamos por Magic Kingdom, Animal Kingdom, Walt Disney World SPEEDWAY, ESPN Wide World of Sports, Hollywood Studios e finalmente Epcot Center…

Foi sensacional! Em cada um dos parques uma multidão de pessoas estavam nos esperando pra torcer… Fantástico!!!

A Maratona, pra mim, é a rainha das corridas. Não basta estar bem treinado fisicamente. É preciso também estar treinado mentalmente.

Eu conheço meu ritmo confortável, porém, o receio por já ter 36km acumulados nas pernas dos 3 dias anteriores me fez ser um pouco mais conservador do que de costume. Fechei a prova com 4h14min e no meu garmin deu 500m a mais do que deveria, portanto, o pace médio foi de 5:57min/km. Mais lento do que de costume, porém, melhor do que eu imaginava.

Incrivelmente o cansaço só chegou lá pelo km 40 e, convenhamos, correr 2km depois dos 76 que já tinham ficado pra trás não faz nem cócegas… Fingi que nada estava acontecendo e corri até a chegada sem estresse…

Pra quem quiser ver os dados desta prova está no STRAVA aqui neste link.

Dopey 42k

Hotel, banho quente e parque mais uma vez!!!

Ahh, dessa vez teve direito a foto ostentação:

Dopey ostentação

A impressão geral é: se você puder fazer essa prova, faça! É muito legal!

Meu único porém é que viajar pra lá nessa época do ano é bem mais caro do que, por exemplo, fevereiro. A diferença de preço das passagens é assustadora, mas…

Vamos que vamos que agora já passou da hora de começar os treinos do Iron…

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XVII Meia Maratona Internacional do Rio – A prova

20 de agosto de 2013 3 comentários

A única coisa boa que uma largada às 9h da manhã pode ter é que podemos dormir até um horário menos absurdo no qual, pelo menos o dia, já “acordou” também.

Acordei e fui direto checar o tempo. Apesar da previsão de chuva durante a prova, parecia que São Pedro tinha dado uma trégua pra galera que não gosta de correr encharcado. No caso, sou um desses. Treinar na chuva às vezes é até legal mas correr uma meia ou maratona completamente encharcado não é legal.

Tomei meu café, me arrumei e fui pra prova de carona com um amigo cuja esposa, muito compreensiva, nos levou. No caminho nem um respingo de água no pára-brisas. Que beleza! Foi descermos do carro e desabou um temporal que custei a acreditar… Ficamos um tempo debaixo de uma passarela e, quando a chuva diminuiu, fomos pra largada.

Como de costume nessa prova, é difícil largar. Com mais de 22.000 pessoas, fica realmente difícil. Depois de alguns minutos consegui cruzar o pórtico de largada e 400m depois já estava subindo a Niemeyer. Um zigue-zague frenético pra ultrapassar uns que já caminham e deixar passar outros que são muito mais rápidos e quando percebi já estava descendo.

Hoje em dia, subir a Niemeyer não me assusta mais. É impressionante como a subida é curta. Acho que deve ter uns 1.600m e já começa a descida. Pode ser porque eu prefiro subir do que descer. Subir cansa. Descer machuca!

Voltando à prova, por mais incrível que isso possa parecer, consegui imprimir um ritmo interessante, na casa dos 5:15min/km, quase 30seg mais rápido do que eu imaginava fazer, na casa dos 5:40min/km.

Impressionante como tudo corria muito bem até o km 15. Tudo bem que meu pace já havia caído e eu não tinha percebido. Não estava mais nos 5:15min/km mas mantinha-se abaixo de 5:25min/km.

Daí pra frente foi um caos total. Minhas panturrilhas começaram a doer como nunca, uma bolha se criou no meu pé, muito provavelmente por causa do pé encharcado, e, já no finalzinho, uma dor na planta do pé que quase me fez desistir da prova.

Por alguns momentos cheguei a pensar no que teria acontecido se tudo isso tivesse ocorrido no Ironman. Meu Deus, melhor nem pensar…

Sabe o que eu acho?

Psicologicamente eu não estava legal pra fazer a prova e acabei tendo problemas em função disso. Saí de casa pra correr em 2h e isso é péssimo. Tenho que sair pra correr mais rápido que a última, sempre. Isso sim te faz correr de verdade. Quando a meta que vc tem não é dasafiadora, o corpo relaxa e faz o que a mente manda. No caso, a mente falava: “Vai devagar trouxa, tem tempo sobrando pras 2h…”

Resumindo, fiz os últimos 5km com um pace pouco abaixo de 6min/km e fechei a prova em 1h57min. Tempo bom pro que havia planejado e ruim se comparado aos anteriores, mas, vida que segue.

Essa prova teve uma coisa bem legal que fizeram. Nem vou falar o que foi, vou só colocar o link:

Armando Leite completa os 21k na Meia Maratona do Rio em 1h57min

Coloquei isso no Facebook e recebi vários “Parabéns!” rsrsrs.

Vamos que vamos buscar a próxima meta. E que seja razoável dessa vez…

XVII Meia Maratona Internacional do Rio

12 de agosto de 2013 4 comentários

No próximo domingo, 18 de agosto de 2013, ocorre a XVII Meia Maratona Internacional do Rio.

Mais uma vez vou correr essa prova que é um tanto quanto especial pra mim.

Em 14 de setembro de 1997 fiz minha primeira corrida de rua. A então inédita Meia Maratona Internacional do Rio foi a prova!

Meia Maratona Internacional do Rio

 

Naquela época eu não tinha a menor ideia do que era uma Meia Maratona. Nem eu e nem minha família, já que naquela época eu era menor de idade e meus pais tiveram que assinar uma autorização pra que eu pudesse correr.

Era tanta propaganda que passava na televisão chamando as pessoas pra correrem de São Conrado ao Aterro do Flamengo que acabei me empolgando e me inscrevi pra essa loucura. Sim, é uma loucura correr uma prova de 21km sem saber do que se trata. Muita loucura!

Na véspera da prova divulgavam que cerca de 7.000 atletas estavam inscritos. Pois é, eu era um deles.

Calcei um par de tênis que usava no dia a dia pra diversas coisas e parti pra São Conrado na data e hora marcadas pra largada.

Acho que até aquela data nunca tinha participado de um evento com tanta gente (ok, jogos no Maracanã não contam, eu ia direto). Um povo feliz querendo simplesmente se divertir de maneira simples. Que beleza!

Naquela época, não havia cronometragem por chip, tempo líquido, fotos nos sites e essas outras coisas modernas… rsrsrs

Mas então, como era feito o controle de quem largou e quem chegou??? Se não tinha tapete de cronometragem, qualquer um poderia entrar no meio da corrida, cortar caminho, etc. Não, não podia. O número de peito vinha com 3 números menores e destacáveis. Um era entregue na largada, o segundo era entregue +/- no meio do percurso, no Leme, onde havia uma volta que dava um vontade enorme de burlar (e ainda bem que não fiz isso), e o terceiro número era entregue na chegada.

Bom, depois de uns dias, o resultado saiu impresso nas lojas dos Classificados O Globo e eu fui lá pra me procurar.

Lembra dos 7.000 inscritos? Pois é, pouco mais de 4.000 cruzaram a linha de chegada sem serem eliminados (teve um pessoal que pulou um trecho do percurso, lembra da volta no Leme onde se entregava o segundo número?).

Minha colocação foi 3.999 e meu tempo, bruto, foi de cerca de 3 horas. Infelizmente não consegui encontrar o tempo oficial.

Lembro bem da chegada, enquanto eu passava no Aterro do Flamengo ainda no sentido Centro, faltando uns 3km, várias pessoas já voltavam no sentido Botafogo. Aquele pessoal todo fantasiado de Papai Noel, Super Homem, Noiva, idosos cobrando uma categoria acima de 70 anos… Pois é, todos eles estavam na minha frente.

Foi uma manhã divertida. Pena que me custou quase uma semana sem conseguir me movimentar direito… 😉

Tomara que no próximo domingo eu me divirta tanto quanto da primeira vez, porém, com um pouco menos de sofrimento, principalmente no pós prova…

Treinando forte…

6 de agosto de 2013 3 comentários

Depois de um período de preguiça tentei voltar aos treinos e, tive que parar…

É impressionante como um período sem treinos, ou com treinos muito leves, é importante para o corpo, porém, mais importante do que isso é saber voltar a treinar com moderação.

Importante mas difícil. Antes de parar você provavelmente estava no melhor da sua forma física. Na “ponta dos cascos”. E aí, quando vai retomar os treinos acaba achando que é capaz de fazer exatamente o que fazia antes. É aí que os problemas aparecem.

Obviamente, cada um reage de uma maneira. No meu caso, a imunidade vai lá no chão e acabo ficando num estágio pré-resfriado (se é que isso existe) que fico praticamente incapacitado de treinar direito. Tudo o que quero fazer é dormir…

Aqui cabe uma observação: é impressionante como depois que comecei a fazer triathlon de maneira mais constante raramente fico resfriado. Antes dessa fase, ficava quase todo mês. Hoje em dia, só nesses períodos de parada / retorno aos treinos.

Bom, fato é que esse período também já passou e agora consegui retornar firme aos treinos e acho que daqui pra frente as coisas vão correr bem.

Os treinos pra Meia Maratona Internacional do Rio foram prejudicados mas vou fazer assim mesmo. Dizem que o corpo tem memória, logo, correr uma meia deve ser possível mesmo treinando pouco. Vou descobrir dia 18. rsrsrs

Pelo menos ainda tenho quase 1 mês pro short triathlon do dia 01 de setembro. Lá eu queria chegar conseguindo pedalar e correr forte. vamos ver…

Próximos passos

Pois é… Eu sabia que esse período pós Ironman seria de definição de novas metas…

O que fazer?

O que fazer?

É impressionante como depois de um Ironman tudo se torna um pouco mais simples…

Nos dois finais de semana seguintes ao Iron saí pra trotar na companhia de amigos que estão treinando pra Maratona e Meia Maratona da CAIXA do Rio de Janeiro. Obviamente me posicionei junto com os que vão pra meia e ia fazer somente uma parte do treino. Simplesmente fiz o treino junto com eles de maneira tranquila e comentando sobre como tinha sido o Iron.

A coisa tem uma dimensão realmente muito grande. As pessoas querem saber como foi. Sensação muito boa a de inspirar pessoas. Muita gente já decidiu “experimentar” um triathlon depois dos meus “relatos”. Nunca imaginei isso. Nunca mesmo.

Mas e agora, que caminho seguir???

Que caminho seguir?

Que caminho seguir?

Em princípio me inscrevi pra segunda etapa do Campeonato estadual de Triathlon aqui do RJ. Uma pena que, por problemas que ainda não consegui entender, agora só tem o Short. Cancelaram o Olímpico…

A ideia para essa prova é tentar treinar o que for possível para ganhar velocidade. Não sei o que vou consegui mas espero fazer a prova inteira no 100%. Quero ver o que consigo fazer nos 750m de natação, quero ver o quento consigo suportar num pedal de 20km e quanto consigo fazer num 5km depois disso… Sempre preferi a resistência e, até por isso, nunca fui muito rápido, mas nessa prova quero ver o que consigo.

A prova vai ser lá no Recreio dos Bandeirantes e espero ter a torcida da minha família por lá…

Pensei também em correr a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, a famosa Meia da Globo.

Apesar de não gostar dessa prova, seria uma maneira interessante de me manter treinando um volume razoável… Essa ainda estou na dúvida…

Depois disso, não tenho absolutamente nada em mente para este ano. A partir de janeiro, apesar de não ter feito minha inscrição, prometi que treinarei para o Iron sempre que os compromissos pessoais e profissionais não me impedirem… Nesse ano, era o contrário e não dá pra ser assim sempre.

Em 2014 um amigo vai pra prova pela 1ª vez e espero poder dar aquela força nos treinos sem o compromisso de fazer a prova. Sei o quanto é complicado treinar “sem apoio” e não quero que isso aconteça com ele. Sempre que der, estarei lá em Magé no pedal de sábado…

Enquanto isso, vou procurando uma prova interessante por aí… Se pintar, já estarei treinado…

Semana 13 de 20

15 de abril de 2013 4 comentários

A falta de tempo ainda está comprometendo os treinos e a semana 13 tb foi atravessada…

Novamente utilizando a tática de falar somente do que foi bom, vamos em frente…

O ponto positivo desta semana foi a Meia Maratona Asics Golden Four – RJ que já falei antes.

À exceção da natação, que tenho que tomar vergonha na cara e começar a levar mais a sério logo, os volumes dos treinos aumentaram um pouco e isso foi legal. O bom foi que consegui aumentar os volumes sem deixar a semana “pesada” demais, tanto é que consegui meu melhor tempo de meia maratona no domingo.

Já cheguei à conclusão que deveria ter comprado a planilha para iniciantes, mas com a descrição do site sobre a iniciante e a intermediária, comprar a iniciante seria sacanagem. Os pré-requisitos eram:

Iniciantes: conseguir nadar 500m, pedalar 90min e trotar 30min;

Intermediários: conseguir nadar 1.000m, pedalar 120min e trotar 40min.

PelamordeDeus, esses pré-requisitos são muito “banais” pra quem pretende treinar para fazer um Ironman, por isso comprei a Intermediária. Lição aprendida, não tenho tempo e nem capacidade pra fazer esses treinos, logo, estou reduzindo os volumes propositalmente pra, pelo menos, evitar um overtrainning e até mesmo lesões em virtude do excesso cometido. Minha meta hoje em dia é realizar um volume entre 70 e 80% da planilha inicial. Sei que muito mais coisas devem mudar na planilha iniciante e não apenas os volumes mas é o que eu posso fazer nessa altura dos treinos…

Após o término da Golden Four tive o prazer de conversar com pessoas mais experientes no triathlon e, após falar sobre meu treino de sábado/domingo, ouvi várias vezes a frase “Poxa, então vc está muito bem!”. Caramba, se esses caras que me falaram isso soubessem a importância do que me disseram acho que eles até cobrariam pela frase. Isso foi uma injeção de motivação e confiança espetacular. Agora já estou até achando que meus dias de descanso que acabo me impondo pela falta de tempo/paciência estão sendo benéficos.

Segue o resumo da semana (previsto / realizado):

Swim: 11.800m / 2.000m

Bike: 490min / 360min

Run: 275min / 190min

 

Estou confiante de que vou cruzar aquela linha de chegada com a dose certa de prazer e sofrimento!

Golden Four Asics – A prova

14 de abril de 2013 5 comentários

Acabei não resistindo à melhor meia maratona que é realizada no Rio de Janeiro e me inscrevi para a Golden Four Asics.

Olhei a planilha e o treino do dia seria de 110min de corrida moderada. Perfeito! Correria de forma moderada (pace na casa de 5:30min/km) e o treino estaria feito e ainda naquele climão de prova que eu gosto muito e já estava com saudade…

Aqui cabe um parêntese: Essa prova foi onde consegui meu melhor tempo da história em meia maratona (01:49:47) e não tinha a menor pretensão de baixá-lo. Manteria o pace programado e acabaria a prova entre 1h55min e 2h.

 Tudo começou no sábado quando tive que pedalar 130km e correr 15min. A ideia inicial era de não forçar muito no sábado e não forçar muito no domingo e assim a vida seguiria sem muitos problemas…

O sábado transcorreu normalmente e fui direto do treino de pedal para a retirada do kit. Chegando lá, tive a grata surpresa de ver que os clientes Santander tinham direito a uma massagem e aproveitei pra tentar recuperar os cambitos pro dia seguinte. Tenho judiado tanto das minhas pernas que sempre que tenho a possibilidade de fazer uma agrado a elas (entendam isso por massagens) eu faço. Tomara que com essa estratégia elas sigam firmes comigo até o Iron…

Continuando sobre a prova, o grande desafio seria exatamente seguir a estratégia e ficar vendo as pessoas passarem por você o tempo todo. Ok, não sou a pessoa mais competitiva do mundo mas ninguém gosta de ficar sendo ultrapassado durante duas horas…

Apesar de estar com o número com cores para os corredores de 1h50min, no “curral” de largada me posicionei junto aos corredores que previam correr em 2h. Isso já foi premeditado pra diminuir o número de ultrapassagens que sofreria… rsrsrs

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Dada a largada e estratégia mantida: 05:28min/km no 1º, 05:24min/km no 2º… Assim eu ia controlando a velocidade. Quando percebia que estava muito acelerado dava uma diminuída… Pois é, isso não durou muito. Chegou uma hora que o pace foi baixando aos pouquinhos e acabei cruzando a linha de 10km com 53min e isso dá uma pace médio de 05:18min/km.

Daí pra frente desliguei completamente o “controle de velocidade” e fui deixando as pernas ditarem o ritmo.

Acabei fechando a prova em 1:49:32, novo recorde pessoal, 15s abaixo do anterior. Pace médio de 05:12min/km.

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Excelente treino de final de semana!

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