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XVII Meia Maratona Internacional do Rio – A prova

20 de agosto de 2013 3 comentários

A única coisa boa que uma largada às 9h da manhã pode ter é que podemos dormir até um horário menos absurdo no qual, pelo menos o dia, já “acordou” também.

Acordei e fui direto checar o tempo. Apesar da previsão de chuva durante a prova, parecia que São Pedro tinha dado uma trégua pra galera que não gosta de correr encharcado. No caso, sou um desses. Treinar na chuva às vezes é até legal mas correr uma meia ou maratona completamente encharcado não é legal.

Tomei meu café, me arrumei e fui pra prova de carona com um amigo cuja esposa, muito compreensiva, nos levou. No caminho nem um respingo de água no pára-brisas. Que beleza! Foi descermos do carro e desabou um temporal que custei a acreditar… Ficamos um tempo debaixo de uma passarela e, quando a chuva diminuiu, fomos pra largada.

Como de costume nessa prova, é difícil largar. Com mais de 22.000 pessoas, fica realmente difícil. Depois de alguns minutos consegui cruzar o pórtico de largada e 400m depois já estava subindo a Niemeyer. Um zigue-zague frenético pra ultrapassar uns que já caminham e deixar passar outros que são muito mais rápidos e quando percebi já estava descendo.

Hoje em dia, subir a Niemeyer não me assusta mais. É impressionante como a subida é curta. Acho que deve ter uns 1.600m e já começa a descida. Pode ser porque eu prefiro subir do que descer. Subir cansa. Descer machuca!

Voltando à prova, por mais incrível que isso possa parecer, consegui imprimir um ritmo interessante, na casa dos 5:15min/km, quase 30seg mais rápido do que eu imaginava fazer, na casa dos 5:40min/km.

Impressionante como tudo corria muito bem até o km 15. Tudo bem que meu pace já havia caído e eu não tinha percebido. Não estava mais nos 5:15min/km mas mantinha-se abaixo de 5:25min/km.

Daí pra frente foi um caos total. Minhas panturrilhas começaram a doer como nunca, uma bolha se criou no meu pé, muito provavelmente por causa do pé encharcado, e, já no finalzinho, uma dor na planta do pé que quase me fez desistir da prova.

Por alguns momentos cheguei a pensar no que teria acontecido se tudo isso tivesse ocorrido no Ironman. Meu Deus, melhor nem pensar…

Sabe o que eu acho?

Psicologicamente eu não estava legal pra fazer a prova e acabei tendo problemas em função disso. Saí de casa pra correr em 2h e isso é péssimo. Tenho que sair pra correr mais rápido que a última, sempre. Isso sim te faz correr de verdade. Quando a meta que vc tem não é dasafiadora, o corpo relaxa e faz o que a mente manda. No caso, a mente falava: “Vai devagar trouxa, tem tempo sobrando pras 2h…”

Resumindo, fiz os últimos 5km com um pace pouco abaixo de 6min/km e fechei a prova em 1h57min. Tempo bom pro que havia planejado e ruim se comparado aos anteriores, mas, vida que segue.

Essa prova teve uma coisa bem legal que fizeram. Nem vou falar o que foi, vou só colocar o link:

Armando Leite completa os 21k na Meia Maratona do Rio em 1h57min

Coloquei isso no Facebook e recebi vários “Parabéns!” rsrsrs.

Vamos que vamos buscar a próxima meta. E que seja razoável dessa vez…

XVII Meia Maratona Internacional do Rio

12 de agosto de 2013 4 comentários

No próximo domingo, 18 de agosto de 2013, ocorre a XVII Meia Maratona Internacional do Rio.

Mais uma vez vou correr essa prova que é um tanto quanto especial pra mim.

Em 14 de setembro de 1997 fiz minha primeira corrida de rua. A então inédita Meia Maratona Internacional do Rio foi a prova!

Meia Maratona Internacional do Rio

 

Naquela época eu não tinha a menor ideia do que era uma Meia Maratona. Nem eu e nem minha família, já que naquela época eu era menor de idade e meus pais tiveram que assinar uma autorização pra que eu pudesse correr.

Era tanta propaganda que passava na televisão chamando as pessoas pra correrem de São Conrado ao Aterro do Flamengo que acabei me empolgando e me inscrevi pra essa loucura. Sim, é uma loucura correr uma prova de 21km sem saber do que se trata. Muita loucura!

Na véspera da prova divulgavam que cerca de 7.000 atletas estavam inscritos. Pois é, eu era um deles.

Calcei um par de tênis que usava no dia a dia pra diversas coisas e parti pra São Conrado na data e hora marcadas pra largada.

Acho que até aquela data nunca tinha participado de um evento com tanta gente (ok, jogos no Maracanã não contam, eu ia direto). Um povo feliz querendo simplesmente se divertir de maneira simples. Que beleza!

Naquela época, não havia cronometragem por chip, tempo líquido, fotos nos sites e essas outras coisas modernas… rsrsrs

Mas então, como era feito o controle de quem largou e quem chegou??? Se não tinha tapete de cronometragem, qualquer um poderia entrar no meio da corrida, cortar caminho, etc. Não, não podia. O número de peito vinha com 3 números menores e destacáveis. Um era entregue na largada, o segundo era entregue +/- no meio do percurso, no Leme, onde havia uma volta que dava um vontade enorme de burlar (e ainda bem que não fiz isso), e o terceiro número era entregue na chegada.

Bom, depois de uns dias, o resultado saiu impresso nas lojas dos Classificados O Globo e eu fui lá pra me procurar.

Lembra dos 7.000 inscritos? Pois é, pouco mais de 4.000 cruzaram a linha de chegada sem serem eliminados (teve um pessoal que pulou um trecho do percurso, lembra da volta no Leme onde se entregava o segundo número?).

Minha colocação foi 3.999 e meu tempo, bruto, foi de cerca de 3 horas. Infelizmente não consegui encontrar o tempo oficial.

Lembro bem da chegada, enquanto eu passava no Aterro do Flamengo ainda no sentido Centro, faltando uns 3km, várias pessoas já voltavam no sentido Botafogo. Aquele pessoal todo fantasiado de Papai Noel, Super Homem, Noiva, idosos cobrando uma categoria acima de 70 anos… Pois é, todos eles estavam na minha frente.

Foi uma manhã divertida. Pena que me custou quase uma semana sem conseguir me movimentar direito… 😉

Tomara que no próximo domingo eu me divirta tanto quanto da primeira vez, porém, com um pouco menos de sofrimento, principalmente no pós prova…

Treinando forte…

6 de agosto de 2013 3 comentários

Depois de um período de preguiça tentei voltar aos treinos e, tive que parar…

É impressionante como um período sem treinos, ou com treinos muito leves, é importante para o corpo, porém, mais importante do que isso é saber voltar a treinar com moderação.

Importante mas difícil. Antes de parar você provavelmente estava no melhor da sua forma física. Na “ponta dos cascos”. E aí, quando vai retomar os treinos acaba achando que é capaz de fazer exatamente o que fazia antes. É aí que os problemas aparecem.

Obviamente, cada um reage de uma maneira. No meu caso, a imunidade vai lá no chão e acabo ficando num estágio pré-resfriado (se é que isso existe) que fico praticamente incapacitado de treinar direito. Tudo o que quero fazer é dormir…

Aqui cabe uma observação: é impressionante como depois que comecei a fazer triathlon de maneira mais constante raramente fico resfriado. Antes dessa fase, ficava quase todo mês. Hoje em dia, só nesses períodos de parada / retorno aos treinos.

Bom, fato é que esse período também já passou e agora consegui retornar firme aos treinos e acho que daqui pra frente as coisas vão correr bem.

Os treinos pra Meia Maratona Internacional do Rio foram prejudicados mas vou fazer assim mesmo. Dizem que o corpo tem memória, logo, correr uma meia deve ser possível mesmo treinando pouco. Vou descobrir dia 18. rsrsrs

Pelo menos ainda tenho quase 1 mês pro short triathlon do dia 01 de setembro. Lá eu queria chegar conseguindo pedalar e correr forte. vamos ver…

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