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Maratona do Rio 2014 – A prova

28 de julho de 2014 7 comentários

Finalmente chegou o dia da Maratona do Rio. Como tudo na vida, poderia ter sido melhor… Ou poderia ter sido muito pior… rs

Como a largada da prova é no Recreio e a chegada no Aterro do Flamengo (distância um pouco menor do que os 42km da prova*) fica impraticável ir de carro pra largada. Imagina ter que voltar lá pra buscar o carro depois??? Cruzes!!!

Maratona do Rio - 2014

Sabendo dessa dificuldade, a organização disponibiliza ônibus pra levar os corredores até a largada, mas, a minha querida empresa, que é quem paga minha inscrição pra essas provas (apenas as de corrida e apenas as que são aqui no RJ ok?) também disponibilizou um ônibus pra levar os seus “atletas” do Aterro do Flamengo até a Largada. O Ônibus sairia do Aterro às 5h da madrugada e para isso eu teria que acordar antes das 4h. Assim o fiz mas cabe lembrar aqui que é muuuito duro pra mim acordar a essa hora da madrugada. Muito duro! Mas ok, todos no ônibus e fomos.

Estava frio e, chegando no Recreio, uma leve garoa já caia sobre nós. Me abriguei embaixo de uma árvore e só fui pra área de largada quando faltavam 5 minutos. Um erro! Com isso, me posicionei muito atrás na largada e mesmo numa prova de 42km, acreditem, tem gente caminhando aos 3km de prova! Esse ano tinha realmente muita gente pra fazer a Maratona o que fez a largada ficar muito confusa pra quem largou lá de trás…

Praticamente os primeiros 10km foram corridos em zig-zag desviando da galera… Mas ok, faz parte…

O primeiro km foi muito lento, porém, os seguintes já vieram melhores e eu mantinha um pace médio de 5:40 sem me estressar muito. A ideia era passar a subida da Niemeyer descer no Leblon e daí pra frente, que era tudo plano, tentar manter um pace um pouco mais forte. Não deu! Rs

A Av. Niemeyer é a segunda e última subida da prova e começa +/- no km 27. Não é a coisa mais extensa do mundo mas subir 2km depois de 27km pode te causar problemas… Quando cheguei ali o pace médio estava em 5:41 (tinha acabado de passar pelo primeiro sobe e desce). Subi a Niemeyer no conforto e desci sem tentar compensar. Quando cheguei ao Leblon olhei novamente pro Garmin e não tinha subido mais do que 1 segundo de média. Excelente! Daqui pra frente era só soltar as pernas e seguir tranquilo até a chegada… Estava +/- no km 30.

Boa parte dos meus treinos longos é feito nesta parte do percurso (Leblon – Ipanema – Copacabana), ou seja, ali eu estava em casa. Só faltavam 12km, eu estava me sentindo inteiro! O Leblon tinha passado e eu conseguia manter um pace um pouco abaixo dos 5:40 pra tentar fazer a média voltar pra esse número. Lá pelo meio de Ipanema, quase no km 33, a coisa começou a mudar. Pra manter os 5:40 eu tinha que fazer muita força. Quando cheguei em Copacabana, era muito mais força e acabei vendo o pace entre o km 33 e o 38 chegar a passar dos 6:00, um deles, inclusive com o km 38 em 6:13.

 

Neste ponto, cruzei com conhecidos no caminho retornando após terem feito a meia. É incrível como isso é capaz de te empurrar. Daí pra frente o pace só foi melhorando (mesmo sem chegar nos 5:40 iniciais) e acabei fechando a prova com pace médio de 5:47 com o final da prova (500m depois dos 42k) em pace de 5:09.

 

No total, foram 4h05min (tempo do meu Garmin, não oficial) com a dose de sofrimento no limite.

 

É claro que poderia ter sido diferente. Tanto pra melhor quanto pra pior. Se fosse um pouco melhor, não teria o mesmo valor. Se fosse um pouco pior acho que eu teria abandonado.

Pouco depois de passar a placa de 11km minha panturrilha direita começou a doer. Resolvi ignorar, afinal, devia ser psicológico! Deste ponto até a linha de chegada a panturrilha permaneceu doendo. Fui pra casa e ela continuou doendo. Dormi, acordei no dia seguinte, fui pro trabalho, voltei, estou aqui escrevendo e adivinhem: Ela está doendo! Não era psicológico! Assim que cheguei fiquei um pouco chateado com a panturrilha. Poderia ter feito melhor se ela não tivesse começado a incomodar. Hoje, já sem a endorfina toda do momento, consigo enxergar que a culpa não é da panturrilha, coitada. Quem fez a panturrilha doer fui eu, que não treinei como deveria!

 

O que me deixa tranquilo nisso tudo é que a corrida te devolve exatamente de acordo com o que você fez no treino. Realmente eu tinha razão, os treinos não foram suficientes. Mas não tem mimimi, e nem milagre. Quem treina se da bem, quem não treina se arrasta.

 

Fica a lição: uma Maratona precisa ser respeitada e o treinamento tem que ser sério! É muito diferente das provas mais curtas… Muito mesmo!!!

 

No final da história, to feliz!

 

Medalha Maratona do Rio - 2014

 

*A largada da prova é no sentido contrário ao que devemos ir pra chegar ao Flamengo. Tem uma volta de 3km até passarmos novamente na largada para aí sim irmos em direção ao Flamengo. Por isso a distância do ponto de largada até o ponto de chegada tem menos de 42km.

Rei do Mar – A prova

3 de março de 2013 5 comentários

Péssima!

A impressão que tenho é que a cada prova que faço pioro na natação. Como dessa vez era somente a natação, foi tudo ruim…

Não sei explicar o que acontece mas o fato é que antigamente meus tempos de piscina eram muito piores do que meus tempos no mar. Isso é bem razoável tendo em vista que no mar a flutuabilidade e maior, eu utilizo a roupa de borracha (que aumenta mais ainda a flutuabilidade) e normalmente é uma competição, que SEMPRE faz com que tiremos uns coelhos da cartola mesmo quando não queremos ou achamos que não temos mais nenhum truque.

Fato é que de uns tempos pra cá tenho nadado muito melhor na piscina e isso tem me irritado bastante. Tudo bem que nunca fui e nem serei um excelente nadador mas daí a ficar cada vez pior? Tá me irritando.

Outra coisa é que não estou me referindo ao tempo que levo pra fazer uma prova. Isso poderia ser o motivo! Tenho uma navegação ruim e sempre nado mais do que deveria. Isso também acontece mas além disso, meu pace (min/100m) é sempre mais ridículo.

Pra se ter uma ideia, na piscina costumo fazer meus treinos de 3.500m na casa de 1h15min a 1h20min. Eu sei, é muito lento, mas é o que eu consigo. rsrsrs. Isso dá um pace de pouco mais de 2min/100m.

Imaginei nadar esses 3.500m do Rei do Mar em 1h30min, mas, no final das contas nadei 4.000m em exatas 2h. Isso corresponde a 3min/100m. Quase 50% a mais do que meu pace de piscina. Isso não dá pra admitir.

Fato é que sobrevivi e isso já é bom!

Segue o mapa do GPS pra ver o por quê de nadar 4.000m. É muita falta de direção pra uma pessoa só… rsrsrs.

Rei do Mar - Prova

 

 

Rei do Mar 2013

11 de fevereiro de 2013 2 comentários

É isso aí, relutei bastante mas acabei fazendo minha inscrição pra 1ª etapa do Circuito Light Rei e Rainha do Mar 2013.

Rei do mar

Vou na categoria Challenge e terei o prazer de nadar 3.500 m da praia do Leblon até a praia do Arpoador…

Percurso

Percurso

Foi nesta mesma etapa do ano passado que minha mão praticamente congelou… Escrevi sobre isso aqui.

Esse ano, como a prova vai ocorrer pela manhã, acredito que os problemas sejam menores. Vamos torcer…

Também estou na expectativa de nadar um pouco melhor já que além da correnteza contra e ondulações do mar no ano passado, esse ano estou treinando um pouco mais.

Vamos que vamos!

Rei do Mar – 1ª etapa 2012

17 de março de 2012 1 comentário

Uma semana depois é que tive tempo de contar como foram os 3.500m de natação do Leblon ao Arpoador.

Obviamente, com o passar do tempo, a narrativa dos fatos vai mudando… Esse é um dos fatores pelo qual gosto de postar o resultado da prova assim que ela termina mas, nem sempre é possível. Aliás, quase nunca é possível.

A ansiedade era absurda no dia da prova. Acho que piorou pelo fato de ser uma prova com largada de tarde… Quando é de manhã, não tem muito o que pensar. É acordar, tomar um café da manhã e partir pra prova. Não dá tempo de ficar pensando… Com a largada às 16h, acordei lá pelas 9h e até a hora da largada fiquei pensando nela. Faz parte da festa, mas prefiro as provas com largada pela manhã…

Cheguei no Leblon por volta das 15h e só de me aproximar da água já dava pra sentir que estava gelada. Mas uma vez agradeci a Deus por ter me feito decidir pela compra da roupa de borracha (rsrsrs). Dava pra perceber também que a correnteza seria o tempo todo na direção contrária à da prova… Dei uma volta pela areia e conversei com uns conhecidos pra tirar a tensão pré prova (TPP). Vesti minha roupa, tomei meu carboidrato e fui deixar a mochila no guarda volumes.

Às 15h50min estava entrando na área de largada e tudo corria às mil maravilhas até que fui fazer um aquecimento e percebi que tinha esquecido de tirar o cordão… Erro primário que eu sabia que ia me custar alguma coisa… Paciência, agora não dava mais pra fazer nada.

Dada a largada e, dessa vez foi diferente das outras, praticamente não tive aquela taquicardia inicial que me impede de coordenar a respiração com as braçadas… Desde o início as braçadas estavam em sincronia com a respiração e o nado fluiu muito bem…

Largada da categoria Chalenge (3.500m) do Rei do Mar - 1ª etapa - 2012

Logo no início da prova pude perceber que, além da correnteza, a ondulação também estava bem forte. Cada vez que tentava ver a próxima boia, se estivesse no topo da onda via até a Pedra do Arpoador, se estivesse na parte baixa, não via absolutamente nada além da água.

Um pouco mais de prova e comecei a perceber que o preço pago por ter esquecido o cordão seria um pouco mais alto do que imaginei. Já sentia o pescoço ardendo pelos arranhões provocados pelo conjunto cordão + roupa de borracha. Vida que segue, não vai ser isso que vai me fazer desistir  – pensei.

Como nada é tão ruim que não possa ficar pior,  comecei a ter problemas pra juntar os dedos da mão direita pra dar as braçadas. O fato de ter que nadar com os dedos abertos faz a eficiência do nado ir toda pelo ralo. Cheguei a demorar pra entender o que estava acontecendo e então percebi que era o frio.

Nessa altura o final da prova já estava próximo e continuei nadando torto até a chegada.

Pretendia terminar em 1h30min e terminei em 1h46min, porém, dadas as condições do mar, acho que fui muito bem.

A propósito, o fato de nadar torto, forçando demais o braço esquerdo me fez ficar sem nadar essa semana inteira por causa da dor no ombro que fiquei. Alguns dias de anti inflamatório e acho que estou novo.

Até a próxima…

Começando a entrar no clima…

24 de janeiro de 2012 Deixe um comentário

O final de semana foi a prova de que entrei de vez no clima da prática esportiva. Quando não pratico alguma atividade sinto falta de alguma coisa… É como se meu dia não tivesse sido completo.

Como aqui na cidade do Rio de Janeiro foi feriado na sexta-feira, o final de semana esportivo começou lá, na Corrida de São Sebastião, que já escrevi aqui.

No sábado, fiz um “longão” na piscina. Pulei na água e só parei quando completei 3.000m. Numa piscina de 25m, isso equivale a nadar 120 piscinas. Tem que ter muita paciência. Acho que já conheço cada azulejo trincado do fundo daquela piscina mas, quem quer conseguir alguma coisa tem que se dedicar.

Esses treinos “chatos” são importantes demais pra trabalhar a mente. É importante não desistir no meio dos longões, sejam eles de natação, bike ou corrida. É aí que, enquanto treinamos o corpo, fortalecemos a mente. Começamos a acreditar que é possível realizar a atividade que nos propomos a fazer. No meu caso, a Travessia dos Fortes e a Maratona do Rio esse ano e o Ironman Brasil no ano que vem.

Pode ser que eu me engane, mas dessas 3 metas, a Travessia dos Fortes me parece a mais simples. E pensar que 4 meses atrás, era o meu maior pesadelo. Quase morri de taquicardia nadando 750m em uma prova de Short Triathlon, imagina o que aconteceria nadando 3.400m??? Pois é, me dediquei e agora estou colhendo os frutos. Os 3.400m não me assustam nem um pouco.

Domingo foi dia de longão de corrida. Ok, nesta fase da preparação o longão é até bem curtinho, só 13km, mas é importante não colocar os pés pelas mãos e confiar na programação, fazendo apenas pequenos ajustes.

Apesar do calor (fiz meu treino na orla da zona sul) quando completei os 13km, fiquei com uma vontade enorme de estender até os 16km pra completar o percurso Leblon – Leme – Leblon, mas parei mesmo em Ipanema. Respeitar os limites também é fundamental.

Segunda-feira, foi meu dia de descanso. Nossa, como foi sofrido chegar em casa e não sair pra correr e nem colocar a bike no rolo. Mais uma vez respeitei o planejamento e me contive.

Hoje, na terça-feira, nadei meus 2.500m de manhã cedinho e depois do trabalho fiz um treino contínuo de 8km. Nossa, que calor. Quando terminei parecia que tinha tomado uma chuveirada de tão molhado.

É incrível como o corpo se acostuma com a rotina dos exercícios.

É isso aí: Entrei no clima…

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