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Posts Tagged ‘Ironman Brazil 2013’

Ressaca e Golden Four

Correr uma Maratona causa ressaca… rsrsrs

Já tinha ouvido falar nisso mas comigo nunca tinha acontecido. Depois de uma prova dessas, que é uma das minhas metas do ano junto com a travessia dos fortes, que já passou, e o Ironman 70.3 de Miami, que vai rolar em outubro, além do corpo sentir realmente um certo cansaço, fica difícil encontrar motivação pra se dedicar aos treinos como antes. O ideal é ter mesmo um tempo pra descansar e depois, com calma, estabelecer novos objetivos e novas metas.

No meu caso, em virtude do calendário apertado, acabou ocorrendo um atropelamento dos períodos de treino e vou ter que me adaptar a isso, de preferência sem muito estresse.

Depois da Maratona, que foi dia 08/07/2012, tive hoje, 29/07/2012, a Meia Maratona Asics Golden Four pra correr. Nesse intervalo de tempo fiz apenas 3 treinos de corrida. A paciência pra sair pra correr parece que se esvaiu pelo ralo mas tenho tentado retomar o pedal e a natação, ou seja, não fiquei totalmente parado nesse período.

O problema todo do calendário é que em 28/10/2012 tem o Ironman 70.3 de Miami e a planilha era pra ter começado 1 mês antes da Maratona, ou seja, comecei com muito atraso (mais de 1 mês), porém, na corrida, estava com um volume muito maior do que deveria, o que de certa forma compensa os problemas de nadar pouco e pedalar menos ainda.

A grande dificuldade agora é que os treinos de pedal já estão com um volume muito alto e está complicado acompanhar. Vou fazer umas adaptações na planilha pra tentar não me atropelar e, o mais importante, evitar lesões.

A parte boa é que depois de Miami, vou ter praticamente 1 mês de descanso antes de iniciar forte os treinamentos para o Ironman Brasil 2013, essa sim é a grande meta desse período de 2 anos de programação.

Asics Golden Four

Essa prova é realmente diferenciada. A impressão que passa é de que todos que se inscrevem pra essa corrida estão ali pra ganhar a prova. É um clima de competição muito maior do que nas outras meias que já corri, e olha que não foram poucas…

Acho que o esquema de distribuir medalhas diferentes pros top 100 é que incentiva esse clima. Todo mundo quer pegar a medalha de top 100 e a camiseta preta (que esses 100 indivíduos também levam).

Obviamente que não tenho a pretensão de conseguir esse feito, porém, confesso que o espírito de superação também toma conta da minha mente e sempre venho em busca de melhorar meus tempos.

Até ontem, meu recorde de meia maratona era de 2h06min. Tempo bem alto pro que eu tenho treinado, porém, esse tempo tem praticamente 1 ano que aconteceu e de lá pra cá, tenho corrido distâncias que ultrapassavam a distância da meia maratona e, no fundo, eu sabia que esse tempo ia ser pulverizado hoje.

Na Corrida da Ponte, que aconteceu em abril, passei pela distância da meia maratona com 2h02min, que já seria um novo recorde.

Na Maratona do Rio, dia 08 desse mês, passei pela distância da meia com 1h59min, e isso era só a metade da prova, que acabei concluindo em 4h06min.

Hoje, num dia que considerei quase perfeito (dormi pouco menos de 3 horas essa noite) realmente consegui pulverizar meu recorde pessoal e estabeleci 1h49min, ou seja, 17 minutos mais rápido que meu tempo oficial de meia maratona. É ou não uma bela evolução?

Percurso da Asics Golden Four

O que realmente acho que poderia ser feito pra melhorar essa prova era distribuir o Gatorade em saquinhos, como foi feito na Maratona. É impossível, na minha humilde opinião, beber aquilo num copo aberto enquanto corre sem se lambuzar inteiro.

Fora isso a prova foi, mais uma vez, muito boa. Parabéns aos organizadores Asics e Iguana.

Travessia dos Fortes

Domingo de sol no Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa.

Depois de uma noite meio turbulenta, acordo cedo e vejo que chegou o grande dia da Travessia dos Fortes. Olho pela janela e vejo que, às 06h30min o sol já está brilhando. Tudo perfeito pra participar da minha primeira Travessia dos Fortes.

Aqui cabe uma observação. A Travessia dos Fortes acontece desde 2001 e sempre a assisti pela televisão. Todos os anos ficava observando e achava impressionante como aquelas pessoas conseguiam nadar 3.500m. Pra mim, isso sempre foi algo intangível.

Cheguei cedo em Copacabana. Dessa vez, meu pai e minha mãe foram prestigiar a prova e servir de “guarda-volumes” pois a organização fez o favor de não disponibilizar isso aos atletas. Se eles não fossem, teria que deixar a chave do carro em algum quiosque da praia ou deixar o carro aberto, já que minha chave não pode molhar…

Depois de separar tudo o que precisaria antes e durante a prova, meus pais foram caminhando para o Leme e eu fiquei aguardando a largada em Copa. Deu tempo de ir até a água pra ver a temperatura e dar umas braçadas pra refrescar pq estava quente demais… A temperatura da água estava bem tranquila, acho até que dava pra encarar sem a roupa de borracha…

Encontrar amigos é sempre bom nessa hora. Coloca-se a conversa em dia e diminui um pouco a tensão pré prova. Dessa vez encontrei vários. Amigos da natação, amigos do trabalho e amigos do triathlon…

Parti pro local de largada e realmente pude perceber a grandeza do evento: muita gente. É realmente a maior travessia do Rio de Janeiro e acredito que do Brasil. Não é moleza controlar 2.500 pessoas loucas pelo tiro de largada. Impressionante!

Alguns minutos de atraso e, de repente, o tiro de canhão que marca o início da prova.

Largada da Travessia dos Fortes

 

Início de prova é sempre complicado mas, mais uma vez, optei por não esperar muito. Deu o tiro e me encaminhei pra água. Com menos de 30s já estava dando minhas braçadas.

Como nesta prova não precisamos fazer uma curva logo no início, a confusão fica bastante reduzida, mesmo assim, optei por nadar o mais longe possível da faixa de areia pra evitar ao máximo as confusões. Parece que não mas o couro come nessas provas.

Dessa vez, tudo aconteceu muito bem. A temperatura da água estava boa, a ondulação não estava muito forte e, se é que tinha correnteza, nem consegui perceber.

Nadei tão tranquilo que, desta vez, consegui forçar um pouco mais o ritmo no final. Ficou aquela sensação de que podia ter ganho uns minutinhos mas, pra mim, o importante sempre foi chegar ao final sem problemas. E foi isso que aconteceu.

Próximo do Leme, depois da curva pra seguir na direção da praia, achei meio confuso o funil de chagada pois as boias de chegada dos atletas de elite não tinham sido retiradas. Segui o caminho errado mas logo fui corrigido.

Pés na areia e achei que meus pais estariam a postos pra me fotografar… Me enganei… Perderam minha chegada… Rsrsrs.

Agora, já completei 3 provas importantes de natação em águas abertas aqui no RJ:

  • Bravos Diabo – 3km
  • Rei do Mar – 3,5km
  • Travessia dos Fortes – 3,5km

Com isso já me consigo capaz de cumprir a etapa de natação do Ironman Brazil 2013, meu grande objetivo.

Bravo, Rei e Forte - Será que sou tudo isso???

 

A meta é ser Ironman!!!

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