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Posts Tagged ‘Ironman 70.3 Foz do iguaçu’

Altos e baixos…

13 de outubro de 2014 4 comentários

A vida é cheia de altos e baixos… E nos esportes não poderia ser diferente…

gangora

Um dia você está se sentindo bem. Nada, pedala e corre como se fosse ninja. No outro dia afunda na natação, cai da bike e tropeça correndo… Faz parte!

Depois da Maratona do Rio, comecei a focar um pouco mais na velocidade pro 70.3 de Foz… Acabou não dando muito certo já que a prova não foi exatamente o que eu esperava mas, com certeza, eu estava um pouco mais rápido…

Não era o período mais rápido da minha vida mas certamente era um período rápido… (para os meus padrões, obviamente).

Desde que passei a fazer meus treinos baseados na frequência cardíaca, como diz o livro do Phill Mafetone, as coisas têm evoluído de maneira interessante…

Para dar uma ideia, outro dia precisava fazer um treino de 60min na frequência de 165bpm. Corri pouco mais de 12km, o que dá um pace médio de 4:55min/km. Acreditem, isso pra mim é rápido. Ainda mais com o limite de 165bpm.

Alguns dias depois fui participar da etapa primavera do Circuito das Estações aqui no Rio. Prova de 10km que eu não ia precisar me preocupar com a frequência cardíaca mas resolvi tentar manter sempre abaixo de 175bpm. Imaginava eu que poderia sair alguma coisa perto de 4:45 ou 4:50min/km… Mega engano!!! Fiz a prova toda no 175 com picos de 180bpm e o pace médio ficou em 5:11min/km… Que sinistro…

São tantas variáveis que influenciam esses resultados que fica complicadíssimo descobrir o que aconteceu… Temperatura? Noite mal dormida? Pernas cansadas? Expectativa pela corrida? Sei lá…

De qualquer maneira, acho que a coisa tá melhorando sim… Mas bem que eu podia dar a sorte de coincidir um dia “alto” com uma provinha… Só pra dar o gostinho de fazer rápido… rsrsrs

Dizem que a sorte acompanha quem se dedica… Tô tentando me dedicar um pouco mais… rs

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Ironman 70.3 Foz do Iguaçu – Impressões Gerais

6 de setembro de 2014 4 comentários

Bom, agora que já contei como foi minha prova quero contar o que achei do evento como um todo. Não só a prova mas tudo que envolve a prova.

Ironman Foz

O evento teve início na quinta-feira, com a abertura da expo e início da entrega dos kits. Como só pude ir pra Foz na quinta à noite, esse dia não existiu pra mim.

Ainda na noite de quinta, quando fui montar a bike (o bike check in era na sexta) acabei quebrando, isso mesmo, quebrando um alongador da válvula do meu pneu traseiro. Na gambiarra eu ia conseguir fazer a prova mas se aquele pneu furasse, já era, não tinha como substituir a câmara. Precisava arrumar outro alongador.

Acordei cedo na sexta-feira pra ir buscar o kit logo na primeira hora, tentar arrumar um alongador novo, dar uma olhada na feira (sempre arrumamos uma coisa nova com a marca Ironman pra comprar, impressionante!), voltar pro hotel, terminar de arrumar a bike e as sacolas, levar a bike pro check in e ainda queria tentar assistir ao Congresso Técnico pra pegar os detalhes da prova e do transporte pra largada.

Essa prova teve uma logística diferente. Como a T1 e a T2 não eram no mesmo lugar, no dia da prova não teríamos acesso à sacola da corrida antes da largada (ela estaria na T2 e nós na T1). Pra facilitar a vida dos atletas e acompanhantes, a organização colocou o estacionamento oficial da prova na chegada e proibiu a passagem de carros que não fossem da organização até a área da largada e colocou vários ônibus fazendo o transporte de atletas e acompanhantes da chegada para a largada.

Tinha tudo pra ser uma enorme confusão, porém, tudo correu às mil maravilhas. Todo mundo chegou cedo pegou os ônibus da organização e foi pra largada num clima espetacular que não me lembro de ter visto em outras provas. O Iron de Floripa é uma tensão pré prova fora do normal. Todo mundo tá nervoso com o que pode vir a acontecer… La em Foz não! Todo mundo sorridente e fazendo piadas no ônibus, área de transição com vários sorrisos, atletas confraternizando, tirando foto… Um clima muito leve e legal!!!

 

A natação num lago acaba deixando as pessoas que, como eu, não sabem nadar mais tranquilas. Pelo menos tínhamos a certeza de que não ficaríamos tomando ondas na cabeça pra entrar e sair da água… Rs.

A única reclamação que tenho da natação é que, não sei se pra todo mundo, nunca consigo ver direito a direção que tenho que tomar pra voltar pra areia! Todas as boias do percurso são muito grandes e fáceis de visualizar, mas na hora de sair da água sempre fico perdidinho tentando adivinhar onde é a saída. Concordo que deve ser falta de hábito de natação no mar, mas será que custa tanto colocar uns “wind flags” gigantes na saída da água??? Ou aqueles balões, pra fazer uma sinalização legal???

Óbvio que isso não me faria nadar bem, mas que ia dar uma força pra que eu nadasse menos, ahh, isso daria… (OBS: nadei quase 2.300m ao invés dos 1.900m oficiais da prova. Rs)

 

O ciclismo foi muito duro com subidas e descidas, freadas e retomadas, momentos rápidos e lentos… Tinha tudo e foi bem interessante. Asfalto muito bom na maior parte da prova (antes de entrar na área da usina tinha uns trechos um pouco prejudicados, nada grave, e alguns quebra molas).

A única coisa que posso reclamar é de mim, que eu não esperava uma prova tão dura e treinei errado. Na próxima vez que eu for pra lá farei aquelas subidas como se fossem planos… rs

 

A corrida, além de também ter tido várias subidas, como foi numa única perna de 21km acabou sendo muito solitária. Quando o percurso é em voltas e em mão dupla, você acaba passando por várias pessoas o tempo todo, tanto atletas como acompanhantes. Lá isso não acontecia. Os acompanhantes só te viam passar na T2 e depois só iam te ver novamente na chegada. Infelizmente meu fã clube não foi assistir, logo, pra mim, acabou não fazendo muita diferença. Mas deu pena de ver os acompanhantes fritando no sol sem nenhum tipo de notícias dos atletas que foram ver…

 

Infelizmente a solidão dos corredores é um problema, a meu ver, de solução muito complicada. Usinas hidrelétricas são área de segurança nacional. Não dá pra liberar a entrada e circulação de pessoas por qualquer lugar. Reduzir o percurso diminuiria essa sensação porém deixaríamos de ter uma paisagem espetacular durante a prova… É difícil…

Aliás, o percurso, apesar de muito duro é muito bonito. Pra quem é da área de energia então, como eu, é quase um presente divino poder participar de uma prova dentro de uma hidrelétrica…

 

No geral achei a prova muito boa e gostaria de dar os parabéns à Latin Sports que, dessa vez, fez um evento espetacular.

 

Ainda não sei quando vai dar pra voltar lá mas espero que em 2016 isso seja possível.

 

Vamos que vamos!!!

Ironman 70.3 Foz do Iguaçu – A prova

1 de setembro de 2014 7 comentários

Chegou o grande dia!

Largada marcada para 9h30min, transição aberta de 7h às 9h, bike deixada na transição na véspera… Tudo caminhava bem naquele ensolarado sábado!

Como a largada era num ponto e a chegada em outro, a organização disponibilizou ônibus pra transportar o pessoal da chegada (onde tínhamos que estacionar o carro) pra largada (de onde viríamos com nosso esforço). O último ônibus sairia às 8h e o trajeto levava cerca de 30min de um ponto a outro. Cheguei no local da saída do ônibus às 7h30min e não demorei mais do que 10min pra já estar saindo em direção à largada.

Na área de transição fui cuidar dos últimos detalhes:

  • ver se estava tudo ok com a bike;
  • colocar água no aerodrink;
  • colocar o garmin na bike;
  • ver se estava tudo mesmo dentro da sacola da T1;
  • passar protetor solar (muuuito protetor solar);
  • pegar óculos e roupa de borracha e, finalmente, ir pra largada.

Como ainda faltava um bom tempo pra largada, consegui aproveitar bastante o clima. Fiz social, cumprimentei a galera da elite. Sensacional apertar a mão de Santiago Ascenço e desejar boa prova pra Ariane Monticeli na área de transição! Gosto e admiro vários triatletas brasileiros mas sou fã de carteirinha desses dois aí!

 

Natação:

Tudo resolvido e às 9h20min foi dada a largada da elite. Isso foi um ajuste da organização pra reduzir o vácuo na prova e parece que ajudou. Foi bom também pra perceber que tinha uma leve correnteza puxando pra esquerda e eu, como excelente nadador que sou (#sqn) já mudei minha estratégia de prova e parti pra extrema direita da área de largada na tentativa de ser o menos atrapalhado possível pela “correnteza”.

Dada a largada e fui, com toda a minha calma, iniciar a natação que é de longe a minha pior modalidade!

Os 100 primeiros metros são sempre complicados mas depois disso consegui encaixar a respiração e, sem entrar numa de forçar o ritmo, fui tranquilamente até a 1ª boia. Virei à esquerda, mirei na segunda e tentei da uma acelerada. Cheguei lá rápido, porém esbaforido. Contornei a 2ª boia e só precisava voltar pra largada. Aqui cabe uma observação: será que custa muito colocar alguma coisa chamativa na saída da água??? Em todas as provas da Latin Sports fico lá no meio da água procurando a saída e acabo nadando mais do que devo. Dessa vez não foi diferente. Nadei em zig zag e demorei a sair da água. Na realidade demorei muito. Mas também, nadando 2.300m ao invés de 1.900m, queria o que???

Mas ok, nem tudo estava perdido. Saí da água na 623ª colocação geral. Reza a lenda que tinham 1.000 inscritos mas duvido que tinha tudo isso lá.

Ironman 70.3 Foz - Natação

 

T1

Entrei na T1 e fui direto fazer xixi. Acho que bebi muita água durante a natação!!!

Capacete, óculos e mais protetor solar e parti pra bike. Só na corridinha até a área de monte já fiz umas ultrapassagens… rs

 

Ciclismo

Saí pra pedalar empolgado, porém consciente de que minha preparação não tinha sido a melhor do mundo. Fato é que eu sabia exatamente do que eu era capaz. Ou achava que sabia…

O percurso saía do local de largada (e T1) e seguia em direção à usina de Itaipu, onde chegávamos com pouco mais de 20km. A partir daí, daríamos 3 voltas num circuito de vinte e poucos kms até fechar os 90 da prova.

Logo no começo já deu pra perceber que era um percurso travado, com muitas retomadas. Não acho que isso seja ruim, apenas reduz um pouco a velocidade de todo mundo. Mais pra frente percebi que além das retomadas teríamos muitas subidas e descidas. Foi um sobe e desce alucinante com freadas e retomadas mais alucinantes ainda. Não dá pra reclamar que o ciclismo foi monótono! Era atenção 100% do tempo e fazendo força quase todo o tempo também.

O problema (ou não) foi que eu olhava para o velocímetro e não aceitava uma média tão baixa. Saí de casa pra fazer média de 32km/h (ok, não é uma excelente média mas era o que eu estava treinado pra fazer por 90km) e sempre que olhava pro garmin via 28km/h. Isso fazia com que eu não desse um segundo de refresco nos pedais.

Pedalei nas subidas, nas descidas e até nas curvas. Só parava de pedalar quando estava com o freio apertado… rs. Pedalei tanto que pela primeira vez na vida tive cãibras pedalando. E isso só me fez pedalar mais. Qualquer momento sem movimentar as pernas era suficiente pra que travasse tudo…

Terminei o pedal com média de 28,2km/h e fiquei bem chateado com isso… Olhando agora consigo perceber que foi realmente o meu melhor, mas na hora é duro aceitar que esse é o seu melhor…

Entreguei a bike na 504ª colocação geral…

Ironman 70.3 Foz - Ciclismo

 

T2

Entrei na T2 saltando da bike. Realmente não podia parar as pernas. Era parar e começava a travar tudo…

Entrei rápido na tenda pra fazer a troca e a essa altura o sol castigava demais. Eu não tinha protetor mas por uma incrível coincidência, um amigo entrou junto comigo na T2 e ele tinha. Protetor solar com FPS 110. Excelente. Passei aquilo e saí pra correr.

Esse foi o único momento da prova que alguém gritou meu nome. Um amigo que mora em Foz esteve lá durante a T2 e conseguiu me encontrar! Espetacular ouvir alguém te dar um incentivo!!!

 

Corrida

Saí pra correr com a expectativa de fechar a corrida com pace abaixo de 6min/km mas foi impossível. A corrida, assim como o ciclismo era repleta de subidas alucinantes onde o único alucinado que trotava era eu! Lembra que eu não podia parar???

Subia, descia, bebia, comia mas não parava. Trotava da maneira que dava e assim fui até o km 15 mais ou menos. Nessa altura já estava caminhando nos postos de hidratação para conseguir retormar…

Como a corrida foi em uma única perna de 21km e dentro da área da usina, os acompanhantes não sabiam de nada do que se passava e os atletas estava sofrendo de carência. Todo mundo que passava, ou era passado, por min queria puxar assunto. Se você foi um dos que passou por mim, puxou papo e teve uma resposta seca, desculpe-me, eu não sou assim, porém, naquele momento, falar estava difícil e o raciocínio mais difícil ainda!

O ritmo foi caindo até o final mas, para o bem de todos e felicidade geral dos que me conhecem e querem o meu bem, sobrevivi. Foi um alívio!

Cruzei a linha de chegada na 470ª colocação geral, o que, em teoria, seria antes da metade, mas como já disse, duvido que todos os 1000 tenham alinhado na largada.

Ironman 70.3 Foz - Corrida

Foi sem dúvida a prova mais dura que participei. Arrisco a dizer que superou o Iron de Floripa… Mas reza a lenda que quanto pior, melhor!!!

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Os comentários gerais sobre a organização e etc, deixo pra outro dia…

Quando é mesmo a próxima???

Ironman 70.3 Foz do Iguaçu – Tá chegando a hora

25 de agosto de 2014 4 comentários

É pessoal, tá chegando a hora e, como de costume, a confiança vai aumentando…

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No final de semana fiz um pedal bem consistente e comecei a acreditar que posso fazer melhor do que fiz em Miami…

Saí pra fazer 80km e acabei fazendo 100km… Pedalar em grupo é isso, ainda mais quando cada um tem um objetivo… O bate papo antes de iniciar o pedal foi pra me convencer e, fui convencido… Ia ser um pedal leve, não teria problema…

Pois é, nem foi tão leve assim… Arrisco até a dizer que foi minha melhor média pra essa distância. Não posso garantir que foi pq o GPS resolveu fazer uma gracinha, se enrolou com o sensor de cadência e acabou dando uns cortes no caminho… às vezes a velocidade caia pra zero, quando voltava ficava só marcando a metade da velocidade real… Uma confusão só… Vou trocar a bateria do sensor pra ver se isso não se repete na prova…

Hoje saí pra correr e foi uma corrida muito boa. Era pra fazer 60min com freqüência cardíaca limitada a 160bpm e o pace médio acabou ficando abaixo dos 5:00min/km. Surpreendente!

Agora, o que me resta é descansar tudo o que puder até o dia da prova: Sábado!

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Vamos que vamos porque só faltam 5 dias…

Short Triathlon – 2ª etapa – 2014 – A prova

18 de agosto de 2014 4 comentários

Como já havia dito, ontem, domingo, ocorreu aqui no RJ a segunda etapa do Estadual de Short Triathlon.

No sábado, véspera da prova, a organização estava na dúvida se a etapa da natação poderia ocorrer. O mar estava bem alto e mexido. Com certeza, nadar naquelas condições seria difícil… Mesmo assim, como havia a previsão de que o mar baixasse e acalmasse para o domingo, estava praticamente decidido que a natação poderia ser realizada com segurança. A alternativa seria uma corrida de 2km pela areia.

No domingo pela manhã, cerca de 1h antes da largada os bombeiros deram ok para a realização da natação mas que eles tinham reduzido um pouco o percurso. Relaxei! Se os bombeiros disseram que está ok, é porque está ok!

Peguei minha roupa de borracha e me encaminhei pra praia, onde estava o pórtico de largada. Fiquei tenso novamente!!! O mar parecia uma máquina de lavar. Daquelas velhas que chacoalham tanto que vão andando pela casa…

Resolvi perguntar eu mesmo para um dos bombeiros se estava realmente tranquilo para entrar e sair e a resposta foi simples: “Entra pelo canto que rapidinho vc chega na primeira bóia. Depois que contornar a segunda pode mirar o pórtico e voltar em linha reta que vc vai cair direto na vala que vai te trazer de volta.” Relaxei mais uma vez!

Até que os bombeiros foram pegar o bote (daqueles infláveis com um motor de popa) pra entrar no mar. Quase não conseguiram! O bote quase virou umas 3 vezes e eles tiveram que chegar uns 500m pra longe do lugar onde ele tinha me mandado entrar pra poder vencer a arrebentação. De bote. Com motor. Fiquei bem tenso de novo!

Quem tá na chuva é pra se molhar, então, lá fui eu pra trás do pórtico esperar a largada. Quando toca a buzina, vc para de pensar e simplesmente vai!!! Corri para o canto, lembrando a “dica” do bombeiro, e demorei demais pra vencer a arrebentação. Contornei as boias, mirei no pórtico pra sair em linha reta, como disse o bombeiro. Outra eternidade pra conseguir voltar!!!

OBS: Pela primeira vez pensei em desistir de uma prova de triathlon por causa da natação!

Geralmente só consigo “encaixar” a respiração depois de uns 100m de prova, quando o coração acalma, mas dessa vez a natação foi tão tensa, mas tão tensa, que eu não consegui, em NENHUM momento, “encaixar” a respiração. Terminei a etapa sem conseguir uma sequência razoável de braçadas… Toda hora tinha que dar umas braçadas de peito pra colocar o ar pra dentro…

Depois de sair da água, fui pra transição com toda a calma pra tentar reduzir os batimentos. Acabei fazendo uma T1 bem rápida pros meus padrões e parti pro pedal pra tentar fazer o melhor possível.

Comecei a pedalar forte e, sem contratempos, fiz uma média de 32km/h com alguns momentos de vácuo, que nesta prova é permitido. Poderia ter me beneficiado muito mais disso, porém, eu queria ficar com a cara no vento. Lembra que minha meta é o 70.3 de Foz? Pois é, lá tem que ser com a cara no vento.

Só não fiquei o tempo todo com a cara no vento pq às vezes é bom dar uma descansada, mesmo que não ganhe velocidade. Minha perna estava bem pesada do pedal de sábado.

Chegando na T2, eu estava num pelotão com certa de 10 atletas. Quando fizemos o último contorno antes da área de desmonte, todos foram reduzindo e descendo com calma das bikes. Passei todo mundo e fiz uma descida “profissa”. Já tinha tirados os pés da sapatilha e do jeito que cheguei, pulei da bike e continuei correndo. Passei esses 10 aí só no desmonte da bike. Essa  parte foi a mais legal!!! Rs

Parti pra correr também na tentativa de forçar o quanto pudesse mas as pernas já estavam bem cansadas. Já tinha acumulado o pedal de sábado com o pedal da prova. Mesmo assim, consegui manter um ritmo legal pra fechar os 5km um pouco abaixo dos 25mim.

Meu tempo total acabou sendo 1h22min. Meu melhor tempo de short!

Rio Triathlon etapa 2 - 2014

Fiquei satisfeito principalmente com a corrida mas o pedal não decepcionou. Isso foi bom! Sobre a natação, o único comentário que posso fazer é: tenho que aprender a nadar! E é urgente!!!

Diversão chegando…

15 de agosto de 2014 1 comentário

…mas ainda não é o 70.3 de Foz!!!

Esse domingo é dia da 2ª etapa do Estadual de Triathlon e lá estarei eu novamente…

Rio Triathlon

Dessa vez tenho a desculpa perfeita pra minha lerdeza natural: faltam só duas semanas pro 70.3 de Foz e não posso correr riscos desnecessários… 😀

Brincadeiras à parte, vou realmente tentar fazer a prova da melhor maneira possível. Tô encarando como uma excelente oportunidade de fazer um treino de transição com toda a estrutura e estresse de uma prova.

Vai ser excelente!!!

O único porém, é que pra não atrapalhar meus treinos pra Foz, no sábado, amanhã, véspera da prova, preciso fazer meu último longo de bike. E ele tem que ser feito por vários motivos, dentre os quais, o principal é o teste da nova posição do guidon que estou muito esperançoso de que resolva o problema das minhas dores no pescoço.

Muito provavelmente estarei com as pernas bem pesadas no domingo mas quem está na chuva é pra se molhar.

Ahh, e nesse meio tempo tô tentando pedalar sempre que possível. Não deu pra ir nadar? Pedal! Não deu pra ir correr? Pedal! Tudo isso no rolo mesmo que é o que dá!!!

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Vamos que vamos!!!

Ironman 70.3 Foz do Iguaçu – Tá chegando…

7 de agosto de 2014 6 comentários

Desde a maratona que todos os pensamentos mudaram para o 70.3 de Foz, que acontecerá no próximo dia 30.

Triathlon

Como de costume, as coisas não ocorreram conforme o planejado (ok, por total descaso da minha parte) e por isso a prova provavelmente vai ser feita “no conforto”.

O que é, para mim, fazer uma prova no conforto?

É não se preocupar com tempo. É conseguir aproveitar a prova pra me divertir. É cruzar a linha de chegada sorrindo. É lembrar, no dia seguinte, que não houve sofrimento. Etc.

Vamos ao que anda rolando nos treinos:

Natação:

Basicamente, falta aprender a nadar!

Muito tempo sem nadar. Essa semana consegui ir dois dias e ainda espero conseguir ir amanhã, sexta, pra completar 3 x na semana. Será???

Os volumes diários, quando vou, estão entre 2.000m e 2.500m dependendo do tempo que tenho pra ficar na piscina. Normalmente só tenho conseguido curtas “escapadas” e, como sou lento, a distância fica prejudicada.

O lado positivo é que mesmo sem nadar a bastante tempo, tenho conseguido nadar essas distâncias saindo da piscina leve, com aquela sensação de “quero mais”, só não podendo ficar mais um pouco pela falta de tempo.

É pouco, eu sei, mas ainda tenho 3 semanas até a prova e acho que, dentro da minha (falta de) capacidade, vai dar pra fazer uma natação legal.

Ciclismo:

Tá faltando volume!

No último sábado fui novamente, depois de vários sábados com chuva, para a estrada. O começo foi até bom mas depois de uns 40/50km o pescoço começa a incomodar demais e drena todas as minhas energias. É impressionante a força que preciso fazer pra manter a cabeça olhando pra frente. Chega a ficar perigoso…

Fato é que 40/50km é praticamente a metade da etapa do ciclismo, ou seja, providências precisam ser tomadas. E foram!

Acho que depois de muito tempo pedalando tão pouco, o corpo desacostumou e pra evitar o sofrimento, abri mão de um pouco da aerodinâmica. A posição na bike estava muito agressiva e resolvi, em comum acordo com o Genésio (excelente profissional que fez meu Bike Fit), resolvi levantar o guidon em 1 elo.

Sábado é dia de novo teste na estrada e tomara que consiga pedalar sem lembrar que o pescoço existe, como era antigamente…

Ahh, espero também que no ano que vem o pescoço volte a aguentar a posição pq tem o Iron de Floripa de novo…

Corrida:

Aqui o que falta é o de sempre: velocidade!

Talvez essa seja a única etapa da prova que eu esteja, embora não muito assumidamente ainda, preocupado em fazer bem feita.

Pra fazer a prova “no conforto” to bem tranquilo. Acabei de fazer a Maratona do Rio e o volume está muito acima do que seria necessário pro 70.3. Nesse mês de distância entre a maratona e o meio Iron, todo o foco da corrida está na velocidade. Qualquer segundo que eu conseguir ganhar no pace médio, pra mim, é lucro.

Cheguei a falar pra alguns amigos mais próximos que nesse mês ou eu ia ficar mais rápido ou ia me machucar pq só ia ter treino forte. Só tiro, porrada e bomba, como diria a “pensadora”… Óbvio que foi um exagero. Com certeza o resultado seria a lesão e não é isso que eu quero. Mas com certeza os treinos estão mais focados na velocidade, já que o volume está sobrando…

 

Agora é treinar, sem tentar compensar o que não foi treinado, pra se divertir.

 

Espero poder colocar algumas fotos sorridentes aqui depois da prova!!!

 

Abraço e vamo que vamo!!!

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