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O vácuo, o doping e outras trapaças…

9 de agosto de 2018 1 comentário

Nessa última semana as redes sociais ficaram em polvorosa com o tema vácuo!
É que aconteceu no último dia 05/08 o Ironman 70.3 Maceió e a única coisa que se fala sobre a prova é do vácuo. É uma treta no vácuo da outra… Rs

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Muitas pessoas nas redes sociais ostentando seu PB (Personal Best) e todas, sem exceção, sendo criticadas e crucificadas por isso. Muita calma nessa hora. A pessoa pode ter andado no vácuo? Claro que pode! Mas também pode ter jogado limpo e ter feito seu PB honestamente. Nada podemos concluir por fotos. Ou o árbitro penaliza durante a prova ou já era!

Eu fiz essa prova no ano passado e olha que incrível, é o meu PB da distância também. Você pode acreditar ou não, mas eu digo que fiz uma prova totalmente honesta e durmo tranquilo com isso.
A verdade é que esse 70.3 de Maceió é realmente uma prova muito rápida. Sem sombra de dúvidas, a mais rápida que já fiz.
Como ano passado foi a primeira edição, muita gente não sabia que poderia ser assim, e como é no Nordeste, muita gente achou que poderia ser parecida com fortaleza, onde todo mundo sofre muito. Quem foi, se deu bem, quem não foi, viu a festa e correu pra se inscrever nesse ano.

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Mesmo ano passado, com bem menos gente na prova, no meu relato escrevi o seguinte:
No geral vi um pedal bastante limpo mas sempre tem aquele pessoal “malandro” que se garante na impunidade, não tem jeito. Com cerca de 50km de prova fui engolido por um pelotão que devia ter uns 15 caras embolados. Era tanta gente que pra eu conseguir frear pra sair do grupo tinha que tomar cuidado. Tinha gente na minha frente, atrás de mim, na minha esquerda e na minha direita. Paguei um esporro generalizado mas de nada adianta, infelizmente a impunidade compensa pra essa galera. Cheguei a chamar um árbitro e mostrar pra ele o grupo mas ele nada fez…

Esse ano, pelo que falaram tinha cerca de 50% a mais de atletas. Era óbvio que teríamos problemas com vácuo.

Sabe no que o vácuo interfere na minha prova? Em nada. Eu sou pangaré. Não disputo vaga pra mundial, não disputo pódio… A disputa é só comigo, então, na realidade eu estaria passando a mim mesmo pra trás??? Que doido!!!

Mas agora pensa no amiguinho que treina pra caramba atrás de uma vaguinha pra um mundial, atrás de um troféu pra colocar na estante… Imagina perder a vaga sabendo que os que levaram estavam trapaceando? Deve ser um sentimento de nojo absurdo… Que aliás, é o mesmo que eu sinto quando vejo acontecer com os outros… E a gente vê muito…

Já ouvi atletas assumindo que se beneficiam sim do vácuo durante as provas e consideram que estão cumprindo o regulamento. A lógica é: “se me pegarem, cumpro a punição de 5min e continuo, daí pra frente, não faço mais nessa prova pra não ser desclassificado.” É óbvio que se for pego no início do pedal, não valeu o risco mas se for pego no final, valeu muito. Se não for pego então…

O vácuo para mim é uma trapaça semelhante à pessoa que corta caminho, que pega um táxi durante a maratona ou que se dopa pra “aguentar o tranco”… E se no doping a punição deve ser exemplar (falei que deve ser, não falei que é), por que não no vácuo? É tudo trapaça!

Quem tiver interesse nos efeitos do vácuo pode dar uma lida aqui:
http://www.biketribe.com.br/quanta-energia-eu-posso-economizar-andando-no-vacuo-do-pelotao/
Que acaba depois de levando pra esse artigo aqui:
https://www.europhysicsnews.org/articles/epn/pdf/2013/01/epn2013-44-1p20.pdf

Na minha opinião, enquanto a mentalidade dos atletas não mudar, tem que ter um repressão forte mesmo:

  • Fazer uma fiscalização mais firme;
  • Trocar os 5min de punição por 20min (passa a não compensar tanto);
  • Acrescentar alguns kms a mais na corrida (pra cansar as perninhas dessa galera);
  • Acrescentar a lista dos punidos no resultado das provas (pras pessoas saberem quem é quem);
  • Não permitir que os punidos peguem vagas pra mundiais;
  • etc.

Resumindo, tem que pegar, punir de maneira significativa e mostrar quem foi punido.

Ahh, e já que citei o doping no título, acho que todos que sobem no pódio e/ou pegam vaga pra mundial deveriam deixar um pouquinho de sangue lá pra ser examinado… Tenho certeza que ninguém se dopa. É só pra calar a boca dos que insinuam isso por aí… Pq o doping, esse sim dá pra gente provar que aconteceu sem ter visto nada estranho durante a competição…

Sei nem pq acabei escrevendo tudo isso… Acho que foi o sentimento de nojo…

 

Que ano estranho!!!

2 de janeiro de 2017 2 comentários

Depois de um longo ano sem notícias, pretendo retomar este espaço e acho justo que para isso, eu, no mínimo, conte o que foi o ano de 2016.

Se eu tivesse que descrever o ano de 2016 com uma única palavra, certamente essa seria: “Estranho”!

Em 2016 aconteceu “quase” tudo. Na vida profissional, na vida pessoal, nos esportes, na política, enfim, na porra toda… “Quase” tudo que a gente sempre achou que não fosse acontecer, aconteceu em 2016…

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Obviamente vou me ater aos esportes aqui neste espaço…

Por incrível que pareça, apesar de várias coisas terem acontecido, uma única coisa acabou não acontecendo pra mim e senti muita falta: o triathlon. Em 2016, apesar de ter planejado fazer umas provas de triathlon no segundo semestre e até mesmo chegado a me inscrever em algumas, não consegui sequer largar em nenhuma delas… NENHUMA!

O que aconteceu foi o seguinte: No começo de 2016, já treinando pras provas que viriam pela frente, decidi que deveria fazer a cirurgia de desvio de septo. Como em 2015 eu tinha sofrido bastante com seguidas sinusites, acabei convencido de que isso diminuiria bastante após a cirurgia.

Dado todo o processo para a preparação e liberação da cirurgia e acrescentando que já tinha algumas provas que gosto muito programadas no primeiro semestre, fiz tudo para que a cirurgia ocorresse na primeira semana de junho, logo depois da Maratona do Rio, porém, o plano de saúde foi enrolando, enrolando e não parava de enrolar para liberar o material solicitado pelo cirurgião que só consegui operar através de uma liminar no final de setembro. Essa incerteza acabou comprometendo as provas de triathlon que havia programado.

Como me dediquei à maratona no primeiro semestre, o segundo seria com provas de short, olímpico e meio Iron (este último cheguei a me inscrever e tive que pedir o reembolso de 50% do valor em função da impossibilidade de participação por causa do atraso na cirurgia).

Vida que segue e, com o nariz novo, vamos em frente pra saber se melhorou mesmo ou não…

Mesmo com um segundo semestre praticamente sem provas, o primeiro semestre acabou sendo legal.

Muito treino e poucas, porém bem escolhidas, provas.

Consegui neste período melhorar meu tempo de meia maratona em 3min e meu tempo de maratona em 11min. Parece pouco mas pra mim foi uma vitória considerável. Eu sei que os tempos ainda são ridículos e tenho muito asfalto pela frente pra poder considerar que faço provas razoáveis mas acho que estou no caminho certo.


Já no comecinho do segundo semestre, ainda na briga pela cirurgia, acabei participando da minha primeira prova de ciclismo de estrada. Era uma prova curta, praticamente toda escalando e posso dizer que me diverti bastante. No começo da prova, ainda no trecho plano, fiquei com um certo receio pq não estou acostumado a andar em pelotões de ciclismo e a proximidade incomodava um pouco mas logo depois começa a subida e os ciclistas vão dispersando… Aí é só fazer força pra girar os pedais e tá tudo resolvido… Pena que não tenho força, mas… O que vale é que realmente me diverti e espero repetir a dose em 2017…

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Copa Rio de Ciclismo – Itaipava

Pra fechar o ano, já recuperado da cirurgia e voltando aos treinos, fiz minha primeira prova de trail… Foram só 10km mas que subiam 900m e tive realmente que sujar meus tenis pra chegar no final… Foi divertido tb…

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Uphill 900

OBS: Não vou nem comentar que em 2016 foi ano de Olimpíadas na minha cidade! Ou melhor, vou fazer um único comentário: A coisa é sensacional!!!

E pq 2016 foi estranho??? Simples: aconteceram várias coisas boas num ano em que muitas coisas ruins aconteceram… Isso me faz ficar na dúvida se foi um ano bom ou um ano ruim, mas acho que no final das contas o saldo acaba sendo positivo…

De qq maneira, vamos esperar que 2017 seja muito melhor… Vamos com tudo!!!

FELIZ ANO NOVO!!!

2014 ficou pra trás…

3 de janeiro de 2015 Deixe um comentário

O ano de 2014 se foi…

Foi um ano de provas interessantes e treinos nem tanto…

Tempo

Ano de pouco tempo pra treinar e menos ainda pra escrever aqui…

Mas, no fundo, foi um ano legal…

Fiz provas bacanas, tive resultados compatíveis com o que treinei, fiz amizades novas (reais e virtuais), aproveitei o que tinha pra aproveitar, sofri com o que tinha que sofrer e me diverti demais com o que tinha que me divertir…

Mas e de ruim, o que teve??? Sei lá, prefiro lembrar do que foi bom… E sinceramente, não me lembro de nada tãão ruim assim que seja digno de recordação…

Vamos com tudo pra 2015 pq esse sim, vai ser sensacional, vem aí o Desafio do Dunga, o 70.3 de Brasília e novamente o Ironman Brasil – Florianópolis!!! Quem sabe não rola uma sorte e eu consigo ser sorteado pra Maratona de Nova Iorque??? Sei lá né???

Medida

Os números de 2014 foram:

Natação – 115km

Bike – 2.155km

Corrida – 1.510km

São números muito baixos pra quem fez um 70.3 (Foz do Iguaçu), uma Maratona (Rio) e agora, no comecinho de janeiro vai correr o Desafio do Dunga.

Provavelmente, se tudo correr bem, na metade de 2015 esses números já terão sido superados… rs

É torcer pra que tudo dê certo e cair dentro.

Tomara que o 2015 de vocês seja igual ao meu: sensacional!!!

Fui!

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