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Posts Tagged ‘corrida de rua’

Wings for Life World Run 2019 – A prova

Essa foi minha segunda participação nesse evento e posso garantir que a Wings for Life World Run é uma corrida completamente diferente de todas que tem por aí… A começar pela causa!

O instituto Wings for Life é uma fundação sem fins lucrativos com uma única missão: ajudar cientistas a encontrar uma cura para as lesões na medula espinhal. 100% do valor das inscrições da corrida vai diretamente para essas pesquisas e só de saber que, de alguma maneira mesmo que pequena, eu estou contribuindo para esta causa, a vontade de participar do evento já aumenta bastante.

É bem emocionante ver a quantidade de cadeirantes que participa da prova e a felicidade de todos eles em estar participando desse evento que, na realidade, é feito exatamente pra eles… E pra que um dia eles possam correr sem suas cadeiras…

Outra coisa bem legal é que não tem uma distância pré-definida pra você correr. A linha de chegada é um carro (o Catcher Car) faz o percurso todo até ultrapassar todos os corredores. A corrida termina quando o carro te alcança. Pode parecer estranho à primeira vista mas é bem legal…

Mais uma coisa que também acho interessante é que a corrida acontece simultaneamente no mundo todo. Se não me engano, foram 12 cidades ao redor do mundo que tiveram a corrida com o Catcher Car perseguindo a galera mas qualquer um pode participar, de qualquer lugar, através de um aplicativo pro celular que simula a velocidade do carro e avisa quando ele te alcançar virtualmente… Rs

Quando o Catcher Car te alcança, você precisa voltar pra arena da prova, onde te entregam algumas coisas pra comer, beber e a medalha de finisher. A organização disponibiliza vários ônibus em locais pré-definidos pra “resgatar” a galera que é alcançada. A única parte que não é muito legal é que nunca tem ninguém da organização que saiba informar onde é o ponto de ônibus mais próximo… Aconteceu ano passado e aconteceu de novo esse ano… Andei pra caramba junto com vários outros “zumbis” pra encontrar o busão… Rs. Vida que segue, fica aí o ponto a ser melhorado pro ano que vem…

A título de curiosidade, ano passado corri pouco mais de 27km e esse ano corri exatos 23. Isso é em parte explicado pelo momento da preparação que estava no ano passado e estou nesse ano, que é bastante diferente, ao fato de eu estar realmente treinando menos e à idade avançada que já me encontro… Rs

Pra quem se interessar em ver o percurso que corri, dá uma olhada lá no meu Instagram, @atriathlon, que tem um videozinho…

Se posso dar um conselho, participe dessa corrida no próximo ano. Pela causa, pela alegria dos cadeirantes que participam, pela prova diferente das que temos por aí ou pelo motivo que for… Você não vai se arrepender…

*Todas as imagens foram retiradas da internet.

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A vida é feita de altos e baixos

15 de abril de 2019 1 comentário

Reza a lenda que Chico Xavier tinha uma placa ao lado da cama que dizia: “isso também passa!!!”

Quando perguntado sobre o significado da frase, ele disse que era para se lembrar que quando estivesse passando por momentos difíceis, poder se lembrar de que eles iriam embora. Que iriam passar. E que ele teria que passar por aquilo por algum motivo.

Mas essa placa também era para lembrá-lo que quando estivesse muito feliz, não deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis também viriam de novo.

Tá, mas e daí??? Todo mundo sabe disso!!! Tá falando isso por que???

  • Tô falando porque nos esportes essa é uma realidade que bate na nossa cara todos os dias;
  • Tô falando porque o fantástico mundo das redes sociais joga uma cortina de fumaça sobre essa realidade;
  • Tô falando porque algumas vezes já ouvi a seguinte pergunta: “vocês treinam direto sem adoecer nunca?”;
  • Tô falando porque algumas vezes já ouvi a seguinte pergunta: “sempre dá tudo certo nas provas?”;
  • Tô falando porque existem milhões de motivos que provam que isso é uma realidade.

No domingo passado, dia 07/abril, acabei correndo a Rio City Half Marathon da série Run Cities. Não estava treinando pra essa prova e nem esperava fazê-la, porém, a Lívia acabou se inscrevendo num sorteiro do Instagram e me marcou. Acabei me inscrevendo no sorteio também e, acreditem se quiser pq até agora eu tb não acreditei, nós dois ganhamos a inscrição para essa prova!!!

O objetivo na prova era se divertir. Fazer um giro de 21k no conforto. Sem estressar muito o corpo já que 7 dias depois, em 14/abril, faríamos o Brasília Endurance, triathlon com distância de meio iron (1900m/90k/21k).

Tivemos um dia bastante diferente. Eu corri o tempo todo no meu ritmo de conforto e fiz exatamente o que queria ter feito. Lívia teve um dia mais difícil, não se sentiu bem e, o ritmo de conforto dela, que é muito mais rápido que o meu, acabou ficando tão lento quanto o meu e acabamos terminando a prova juntos.

Já domingo agora, a coisa foi bem diferente. Viajamos no sábado de manhã para Brasília e logo depois do almoço já estávamos com quase tudo da prova resolvida menos duas: montar as bikes e descobrir o que eram umas pintas vermelhas que apareceram espalhadas nos meus pés e mãos. Acertadamente a Lívia me convenceu a ir no hospital. Passamos a a tarde inteira e o começo da noite fazendo exames pra descobrir que não era nada além de uma simples virose mas que não dava pra eu fazer a prova.

Já de noite, a Lívia foi montar a bike dela pra poder fazer a prova. Dormiu umas 4h, no máximo, aquela noite pra poder largar num meio iron no dia seguinte com zero de descanso só pra poder me acompanhar no hospital. Ela falou sobre isso semana passada num post e é pura verdade. Nessas horas é que descobrimos quem está realmente disposto a passar os perrengues com a gente.

No dia seguinte, adivinha o que aconteceu??? Ela foi lá e, mesmo com todas as dificuldades da viagem conseguiu um belo segundo lugar no pódio geral…

Parabéns Baixinha, você é o máximo!!!

E agora? Entendeu o título??? Numa semana eu estava bem e ela mal. Na semana seguinte eu estava péssimo e ela já estava bem melhor…

Sigamos em frente, a vida é sempre assim, “isso também passa!!!”

XVII Meia Maratona Internacional do Rio

12 de agosto de 2013 4 comentários

No próximo domingo, 18 de agosto de 2013, ocorre a XVII Meia Maratona Internacional do Rio.

Mais uma vez vou correr essa prova que é um tanto quanto especial pra mim.

Em 14 de setembro de 1997 fiz minha primeira corrida de rua. A então inédita Meia Maratona Internacional do Rio foi a prova!

Meia Maratona Internacional do Rio

 

Naquela época eu não tinha a menor ideia do que era uma Meia Maratona. Nem eu e nem minha família, já que naquela época eu era menor de idade e meus pais tiveram que assinar uma autorização pra que eu pudesse correr.

Era tanta propaganda que passava na televisão chamando as pessoas pra correrem de São Conrado ao Aterro do Flamengo que acabei me empolgando e me inscrevi pra essa loucura. Sim, é uma loucura correr uma prova de 21km sem saber do que se trata. Muita loucura!

Na véspera da prova divulgavam que cerca de 7.000 atletas estavam inscritos. Pois é, eu era um deles.

Calcei um par de tênis que usava no dia a dia pra diversas coisas e parti pra São Conrado na data e hora marcadas pra largada.

Acho que até aquela data nunca tinha participado de um evento com tanta gente (ok, jogos no Maracanã não contam, eu ia direto). Um povo feliz querendo simplesmente se divertir de maneira simples. Que beleza!

Naquela época, não havia cronometragem por chip, tempo líquido, fotos nos sites e essas outras coisas modernas… rsrsrs

Mas então, como era feito o controle de quem largou e quem chegou??? Se não tinha tapete de cronometragem, qualquer um poderia entrar no meio da corrida, cortar caminho, etc. Não, não podia. O número de peito vinha com 3 números menores e destacáveis. Um era entregue na largada, o segundo era entregue +/- no meio do percurso, no Leme, onde havia uma volta que dava um vontade enorme de burlar (e ainda bem que não fiz isso), e o terceiro número era entregue na chegada.

Bom, depois de uns dias, o resultado saiu impresso nas lojas dos Classificados O Globo e eu fui lá pra me procurar.

Lembra dos 7.000 inscritos? Pois é, pouco mais de 4.000 cruzaram a linha de chegada sem serem eliminados (teve um pessoal que pulou um trecho do percurso, lembra da volta no Leme onde se entregava o segundo número?).

Minha colocação foi 3.999 e meu tempo, bruto, foi de cerca de 3 horas. Infelizmente não consegui encontrar o tempo oficial.

Lembro bem da chegada, enquanto eu passava no Aterro do Flamengo ainda no sentido Centro, faltando uns 3km, várias pessoas já voltavam no sentido Botafogo. Aquele pessoal todo fantasiado de Papai Noel, Super Homem, Noiva, idosos cobrando uma categoria acima de 70 anos… Pois é, todos eles estavam na minha frente.

Foi uma manhã divertida. Pena que me custou quase uma semana sem conseguir me movimentar direito… 😉

Tomara que no próximo domingo eu me divirta tanto quanto da primeira vez, porém, com um pouco menos de sofrimento, principalmente no pós prova…

Circuito das Estações Adidas – Inverno

16 de julho de 2013 1 comentário

Depois de muito tempo voltei a participar de corridas de 10km.

circuito_das_estacoes_adidas_2013_inverno

Confesso que essa prova em especial não me agrada nem um pouco, mas, com inscrição gratuita acabei indo.

Não sei nos outros lugares onde a prova ocorre mas aqui no RJ, mais precisamente no Aterro do Flamengo, fica realmente complicado fazer uma prova dessas com, sei lá, 10.000 ou 15.000 pessoas.

É uma confusão da largada até a chegada e realmente não dá pra correr.

Apoio muito as pessoas que estão começando e, por isso ou qualquer outro motivo, caminham boa parte da prova. É assim que se evolui. Não aguenta correr, caminha, volta a correr, volta a caminhar e assim vai… Com o tempo o condicionamento vai vindo até que se passa a correr durante todo o percurso.

O problema é que as pessoas ainda não perceberam que existe uma coisa chamada “Tempo Líquido” que faz com que não tenhamos pressa em largar na frente. Seja lá que horas for dada a largada, o tempo individual só passa a contar quando eu passar pelo pórtico. Mas deve ser realmente complicado.

Fato é que não adianta tentar explicar. As pessoas largam lá na frente, e com 100m estão caminhando e o “esperto” aqui, que se posicionou no pelotão de acordo com a previsão de conclusão da prova, largou lá do fundo, tendo que fazer um enorme malabarismo pra passar pelas pessoas que caminham de mãos dadas…

Essa prova em especial foi um caos. Por causa dos eventos internacionais que estão acontecendo por aqui (Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude), os eventos que estavam marcados para esses períodos foram todos agrupados nos poucos finais de semana que restaram. Resultado: só nesse dia tivemos 3 eventos no Aterro do Flamengo.

Essa quantidade absurda de eventos fez com que o percurso de 10km fosse feito em 2 voltas de 5km. O que era ruim ficou muuuuito pior. Duas voltas de 5km literalmente driblando quem caminhava de mãos dadas. Ou seja, dessa vez, nem se tivessem largado lá do final teria adiantado.

Bom, sobre a corrida, fiz em 51min e fiquei bem feliz com isso. Com os treinos que eu vinha fazendo, manter um pace de quase 5min/km foi bem legal. O legal foi que não teve variação de ritmo durante a prova. comecei e terminei a prova com o mesmo pace e isso me leva a crer que conhecer nossos limites é muito bom. Hoje em dia é muito difícil faze um tempo muito diferente da minha previsão… Só pra constar, a previsão dessa prova era de 52min.

Ahh, fiz também uma coisa pra poder ter uma noção de como estava meu condicionamento e corri com frequencímetro. Ok, só olhei quando cheguei em casa, mas meu Deus, os batimentos foram lá no alto… Rsrsrs. Dois meses atras, com esse pace, não chegava nem perto disso…

OBS: Só pra reforçar, nada contra quem caminha nas corridas, aliás, dou a maior força, mas larguem lá do final e sejam felizes!!!

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