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Ironman 70.3 Foz do Iguaçu – Tá chegando…

7 de agosto de 2014 6 comentários

Desde a maratona que todos os pensamentos mudaram para o 70.3 de Foz, que acontecerá no próximo dia 30.

Triathlon

Como de costume, as coisas não ocorreram conforme o planejado (ok, por total descaso da minha parte) e por isso a prova provavelmente vai ser feita “no conforto”.

O que é, para mim, fazer uma prova no conforto?

É não se preocupar com tempo. É conseguir aproveitar a prova pra me divertir. É cruzar a linha de chegada sorrindo. É lembrar, no dia seguinte, que não houve sofrimento. Etc.

Vamos ao que anda rolando nos treinos:

Natação:

Basicamente, falta aprender a nadar!

Muito tempo sem nadar. Essa semana consegui ir dois dias e ainda espero conseguir ir amanhã, sexta, pra completar 3 x na semana. Será???

Os volumes diários, quando vou, estão entre 2.000m e 2.500m dependendo do tempo que tenho pra ficar na piscina. Normalmente só tenho conseguido curtas “escapadas” e, como sou lento, a distância fica prejudicada.

O lado positivo é que mesmo sem nadar a bastante tempo, tenho conseguido nadar essas distâncias saindo da piscina leve, com aquela sensação de “quero mais”, só não podendo ficar mais um pouco pela falta de tempo.

É pouco, eu sei, mas ainda tenho 3 semanas até a prova e acho que, dentro da minha (falta de) capacidade, vai dar pra fazer uma natação legal.

Ciclismo:

Tá faltando volume!

No último sábado fui novamente, depois de vários sábados com chuva, para a estrada. O começo foi até bom mas depois de uns 40/50km o pescoço começa a incomodar demais e drena todas as minhas energias. É impressionante a força que preciso fazer pra manter a cabeça olhando pra frente. Chega a ficar perigoso…

Fato é que 40/50km é praticamente a metade da etapa do ciclismo, ou seja, providências precisam ser tomadas. E foram!

Acho que depois de muito tempo pedalando tão pouco, o corpo desacostumou e pra evitar o sofrimento, abri mão de um pouco da aerodinâmica. A posição na bike estava muito agressiva e resolvi, em comum acordo com o Genésio (excelente profissional que fez meu Bike Fit), resolvi levantar o guidon em 1 elo.

Sábado é dia de novo teste na estrada e tomara que consiga pedalar sem lembrar que o pescoço existe, como era antigamente…

Ahh, espero também que no ano que vem o pescoço volte a aguentar a posição pq tem o Iron de Floripa de novo…

Corrida:

Aqui o que falta é o de sempre: velocidade!

Talvez essa seja a única etapa da prova que eu esteja, embora não muito assumidamente ainda, preocupado em fazer bem feita.

Pra fazer a prova “no conforto” to bem tranquilo. Acabei de fazer a Maratona do Rio e o volume está muito acima do que seria necessário pro 70.3. Nesse mês de distância entre a maratona e o meio Iron, todo o foco da corrida está na velocidade. Qualquer segundo que eu conseguir ganhar no pace médio, pra mim, é lucro.

Cheguei a falar pra alguns amigos mais próximos que nesse mês ou eu ia ficar mais rápido ou ia me machucar pq só ia ter treino forte. Só tiro, porrada e bomba, como diria a “pensadora”… Óbvio que foi um exagero. Com certeza o resultado seria a lesão e não é isso que eu quero. Mas com certeza os treinos estão mais focados na velocidade, já que o volume está sobrando…

 

Agora é treinar, sem tentar compensar o que não foi treinado, pra se divertir.

 

Espero poder colocar algumas fotos sorridentes aqui depois da prova!!!

 

Abraço e vamo que vamo!!!

Bike Fit

24 de novembro de 2013 9 comentários

Sempre relutei bastante antes de fazer um bike fit.

Nunca tive qualquer tipo de problema na bike (dores, desconfortos etc), logo, considero minha posição na bike muito boa.

Mas aí começou esse papo de que bike fit é essencial… De que você não consegue “extrair” o seu máximo se as coisas não estiverem perfeitamente ajustadas para você…

Foi um tal de todo mundo fazendo bike fit e falando bem dos resultados que me rendi e fui atras disso também.

RetulO suprassumo do bike fit hoje em dia, pelo que se fala por aí, é o RETUL.

O RETUL é um sistema específico de captura de movimento projetado para fornecer dados e medidas específicos ao bike fitter especializado.

O objetivo é gerar uma avaliação completa e dinâmica da pedalada do atleta viabilizando medidas e ângulos ao fitter para que este encontre uma posição ótima, onde o atleta tenha o melhor uso de energia e maior conforto.

Aqui no RJ, a única pessoa que faz esse trabalho é o Genésio, da 3Shop.

O Genésio é um cara que gosta do que faz. Dá pra perceber que o cara é feliz com o trabalho dele e com os resultados alcançados. O simples fato de gostar do que faz e ser feliz fazendo isso transforma o Genésio num cara muito competente.

Vamos ao que aconteceu!

Assim que você chega, rola um bate papo pra que ele saiba quais são seus objetivos, sua experiência, seus desconfortos etc.

Em seguida é feita uma avaliação completa do seu corpo como postura, flexibilidade etc.

Quando subi na bike para fazer a primeira avaliação, antes ainda de começar a pedalar, o Genésio me disse que se fosse um bike fit estático ele praticamente não mudaria nada na minha bike. Minha posição estava muito boa.

Posição inicial

Posição inicial

Depois disso começam as medições dinãmicas, ou seja, pedalando. Pedala no pratinho, no pratão, vira de lado pedala tudo de novo. Mede daqui, analisa ângulos dali e algumas coisas interessantes começam a aparecer.

Não dá pra entrar em detalhes aqui mas, só pra dar uma idéia, foi possível verificar uma “rodada” de joelho que eu dava enquanto pedalava que era meio nítido que tinha algo errado. A sensibilidade e precisão das medições impressiona.

Feitas as medições iniciais, os ajustes começam dos pés. Isso mesmo, do taquinho da sapatilha. Quando parou pra olhar o alinhamento dos meus taquinhos, de cara deu pra perceber também o motivo do meu joelho “dançar” de um lado para o outro o tempo todo.

Foi interessante observar que só de mudar a posição dos taquinhos a pedalada já aconteceu de maneira diferente.

O legal é que a cada ajuste que ele faz, a gente sobe na bike novamente pra medir tudo de novo e verificar se o resultado daquela alteração foi o que se esperava.

No final da história, as principais alterações além dos taquinhos foram subir um pouquinho o selim, reduzir a inclinação do selim e abaixar um pouco o guidom.

Posição final

Posição final

 

Olhando as fotos é difícil observar as diferenças mas se reparar no ângulo dos meus braços e na extensão da minha perna, dá pra perceber que tem coisa diferente…

No final o que importa é que gostei bastante do serviço e agora estou tentado a deixar meu recesso esportivo meio de lado pra ver os resultados da mudança na estrada.

Só pra lembrar que nada disso adianta se os treinos forem deixados de lado, logo, pretendo treinar forte pro Ironman 70.3 Foz do Iguaçu!

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