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A vida é feita de altos e baixos

15 de abril de 2019 1 comentário

Reza a lenda que Chico Xavier tinha uma placa ao lado da cama que dizia: “isso também passa!!!”

Quando perguntado sobre o significado da frase, ele disse que era para se lembrar que quando estivesse passando por momentos difíceis, poder se lembrar de que eles iriam embora. Que iriam passar. E que ele teria que passar por aquilo por algum motivo.

Mas essa placa também era para lembrá-lo que quando estivesse muito feliz, não deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis também viriam de novo.

Tá, mas e daí??? Todo mundo sabe disso!!! Tá falando isso por que???

  • Tô falando porque nos esportes essa é uma realidade que bate na nossa cara todos os dias;
  • Tô falando porque o fantástico mundo das redes sociais joga uma cortina de fumaça sobre essa realidade;
  • Tô falando porque algumas vezes já ouvi a seguinte pergunta: “vocês treinam direto sem adoecer nunca?”;
  • Tô falando porque algumas vezes já ouvi a seguinte pergunta: “sempre dá tudo certo nas provas?”;
  • Tô falando porque existem milhões de motivos que provam que isso é uma realidade.

No domingo passado, dia 07/abril, acabei correndo a Rio City Half Marathon da série Run Cities. Não estava treinando pra essa prova e nem esperava fazê-la, porém, a Lívia acabou se inscrevendo num sorteiro do Instagram e me marcou. Acabei me inscrevendo no sorteio também e, acreditem se quiser pq até agora eu tb não acreditei, nós dois ganhamos a inscrição para essa prova!!!

O objetivo na prova era se divertir. Fazer um giro de 21k no conforto. Sem estressar muito o corpo já que 7 dias depois, em 14/abril, faríamos o Brasília Endurance, triathlon com distância de meio iron (1900m/90k/21k).

Tivemos um dia bastante diferente. Eu corri o tempo todo no meu ritmo de conforto e fiz exatamente o que queria ter feito. Lívia teve um dia mais difícil, não se sentiu bem e, o ritmo de conforto dela, que é muito mais rápido que o meu, acabou ficando tão lento quanto o meu e acabamos terminando a prova juntos.

Já domingo agora, a coisa foi bem diferente. Viajamos no sábado de manhã para Brasília e logo depois do almoço já estávamos com quase tudo da prova resolvida menos duas: montar as bikes e descobrir o que eram umas pintas vermelhas que apareceram espalhadas nos meus pés e mãos. Acertadamente a Lívia me convenceu a ir no hospital. Passamos a a tarde inteira e o começo da noite fazendo exames pra descobrir que não era nada além de uma simples virose mas que não dava pra eu fazer a prova.

Já de noite, a Lívia foi montar a bike dela pra poder fazer a prova. Dormiu umas 4h, no máximo, aquela noite pra poder largar num meio iron no dia seguinte com zero de descanso só pra poder me acompanhar no hospital. Ela falou sobre isso semana passada num post e é pura verdade. Nessas horas é que descobrimos quem está realmente disposto a passar os perrengues com a gente.

No dia seguinte, adivinha o que aconteceu??? Ela foi lá e, mesmo com todas as dificuldades da viagem conseguiu um belo segundo lugar no pódio geral…

Parabéns Baixinha, você é o máximo!!!

E agora? Entendeu o título??? Numa semana eu estava bem e ela mal. Na semana seguinte eu estava péssimo e ela já estava bem melhor…

Sigamos em frente, a vida é sempre assim, “isso também passa!!!”

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