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Ironman 70.3 Rio de Janeiro 2015 – A prova

21 de outubro de 2015 3 comentários

Depois de muito, mas muito tempo mesmo, fui convencido a escrever aqui as impressões da minha prova.

Primeiro só quero deixar claro que não tenho escrito mais nada por aqui única e exclusivamente por falta de tempo. Infelizmente ainda preciso dormir durante as madrugadas e esse é o único tempo que não está ocupado… rs

Vamos à prova:

Como carioca e morador do Rio de Janeiro, embora a razão me mandasse não participar da prova, a emoção não me deixou ficar ausente dessa festa.

A prova era no RJ, sem precisar faltar o trabalho (ou tirar férias), sem custos de viagem, hospedagem, aluguel de carros e afins, a possibilidade de os familiares e amigos que não costumam viajar pra esse tipo de evento poderem assistir e além disso tudo a possibilidade de esta prova ser única, já que aqui no Rio os eventos esportivos são cancelados da noite para o dia… Uma pena para a Cidade Olímpica e Maravilhosa…

Expo, congresso e bike check in:

O primeiro engano da minha parte foi com a logística. O Recreio dos Bandeirantes é longe pra caramba e com o trânsito que temos hoje em dia, o tempo para chegar até lá pode variar muito… Com essa incerteza, não arrisquei tentar pegar o kit depois da saída do trabalho, optei por resolver tudo no sábado. Ia unir o útil ao agradável: saia de casa cedo, assistia o congresso técnico, buscava o kit, almoçava, arrumava as sacolas, deixava a bike no check in e voltava pra casa… Deu errado. O tempo pra chegar ao recreio no sábado de manhã foi absurdo e perdi a hora do congresso… hahaha. Mas ok, o restante funcionou…

Kit na mão, fotos, social com os amigos… Rolou até uma passada de carro pelo trecho do percurso do ciclismo que tinha uma subida… Deu pra perceber que está longe de ser a pior subida do mundo mas que, dadas as condições de alguns trechos do asfalto, seria uma descida perigosa pra quem quisesse “recuperar” o tempo da subida e não tivesse muita habilidade…

Almoço, bike check in e casa. Essa foi a véspera da prova…

Pré race:

Apesar de ter deixado tudo organizado na véspera, cheguei cedo à transição pra acertar os últimos detalhes e sobrar tempo pra dar uma nadadinha de aquecimento…

A transição antes da prova é uma coisa muito estranha: gente séria, gente sorridente, gente desesperada pq encontrou algum problema de última hora… Pra mim é uma grande confraternização pré prova…

Tudo certo na bike e nas sacolas de transição, parti pra praia.

Entrei na água pra fazer um aquecimento e quando saí, uns 10min depois, percebi que o Garmin tinha apagado… Tentei de tudo ali antes da largada pra ressuscitar o dito cujo mas nada adiantou… A prova ia ter que ser num “voo cego”…

Na realidade sempre tive vontade de fazer uma prova só “no sentimento”, sem olhar pra relógio, GPS e coisas do tipo… Mas não precisava ser num 70.3, muito menos de surpresa… Vida que segue…

Natação:

Segui as orientações e, acho que pela primeira vez na vida, aqueci antes da prova… Não sei se isso ajudou mas o fato é que, apesar de o tempo da natação ainda ser ridículo, fiz minha melhor natação das 4 provas de 70.3 que já fiz e com uma diferença grandinha de tempo…

A largada foi realizada em ondas. Primeiro largou a elite masculina, depois elite feminina, em seguida veio o primeiro grupo de amadores, de touca amarela, depois meu grupo, de touca verde, depois outro, de touca azul e, por último, as mulheres amadoras, de touca rosa…

Mantive minha estratégia conservadora ao extremo de largar lá atrás pra evitar a “pancadaria” até a primeira boia… Larguei lá atrás mas acho que larguei forte. No contorno da primeira boia já estava ultrapassando os mais lentos da onda anterior, de touca amarela. Me achei o Aquaman e tentei continuar no mesmo ritmo. Quando contornei a segunda boia percebi que comecei a ser ultrapassado pelos primeiros colocados da onda posterior, de touca azul… É, eu não era o Aquaman! Depois de contornar a última boia, já nadando em direção à saída, as primeiras meninas, de touca rosa, começaram a me ultrapassar… Definitivamente, ainda não aprendi a nadar…

Quando saí da água, sem nenhuma noção de tempo já que o Garmin tinha falecido, só consegui ter uma noção de tempo quando passei no pórtico e calculei um pouco mais de 40min na natação… Isso pra mim foi muito legal.

Mais legal que isso foi conseguir sair “inteiro” da natação.

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O tempo final da natação foi de 41min03s. Acreditem, isso  pra mim foi bom!

T1:

Dentro das metas que eu mesmo tinha me imposto, minha T1 foi muito legal.

Como acabei saindo “inteiro” da natação, consegui correr durante todo o percurso da T1 o que me fez ganhar mais alguns minutos já que normalmente me arrasto nesse trecho.

Meu tempo aqui foi de 5min18s

Ciclismo:

Entrei numa de falar só do que acho bom mas vou abrir uma pequena exceção pra não deixar essa parte em branco… rs

Como sou sabidamente lento, posso me dar ao luxo de arriscar qualquer novidade em qualquer prova sem maiores problemas. Quem está disputando vaga pro mundial, pódio na categoria ou coisas do tipo, não pode arriscar. Tem que fazer o que está acostumado.

Pois bem, arrisquei usar nessa prova um par de pneus novos que, não vou entrar em detalhes, mas não furam. É risco zero de ter que parar pra trocar pneu. Não precisa levar câmara, CO2, espátula nem nada. É só ir ser feliz!

Pois é. Seria! Nunca tinha sequer andado 10km com esse pneu e durante a prova, como estava sem o Garmin, a única coisa que eu sabia era que estava fazendo toda minha força no pedal… Enfim, fiz o pior pedal da minha vida! Disparado o pior!

Conversando com alguns amigos depois da prova, todos foram unânimes em falar que foi culpa dos pneus. Esses amigos também tem esse tipo de pneu, porém, foram mais conservadores (na realidade mais sensatos) e não utilizaram na prova sem testar. Depois dos testes que só puderam acontecer depois da prova, todos consideraram que é preciso muito mais força pra manter a mesma pedalada.

Lição aprendida e vida que segue! Os pneus que não furam vão pros treinos de montanha… rs

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Aqui demorei eternas 3h24min28s. Inacreditável!!!

T2:

Quando vi o tempo do pedal, entreguei a bike tão furioso que consegui fazer a T2 num tempo bem mais rápido do que tinha planejado.

Entrei, peguei a sacola, calcei o tênis e saí…

Opa, como estava chovendo, ainda me dei ao luxo de trocar de meias… rs

Tempo: 2min31s

Corrida:

Saí pra correr bastante desanimado mas eu estava lá pra isso. Encaixei o ritmo e fui. Sem saber o pace, sem saber o tempo, a única coisa que eu sabia era a distância quando passava pelas placas… hahaha

O percurso todo da prova foi muito bonito, mas a corrida foi sensacional. A passagem pela Prainha é simplesmente fantástica e vale a visita. Mas, como não existe almoço grátis, pra ver a vista tinha que subir o morro até lá. Como a da bike, nem é uma subida tão sinistra assim mas dá uma boa quebrada de ritmo.

A primeira cheguei a encarar correndo. Nas seguintes as pernas fraquejaram um pouco e precisei de alguns momentos de caminhada pra me recompor… rs

Apesar de o tempo não ter sido bom, achei que fiz o melhor que deu praquele momento.

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O tempo foi de longas 2h06min59s

No total deu 6h20min21s.

Conclusões:

Fiquei feliz? Sim!

Poderia ter sido melhor? Muito! Mas é assim mesmo. A gente vai dando cabeçada até aprender.

Ano que vem, se tudo for como planejado, estarei lá novamente.

E pra quem reclama que a prova tem muitas subidas. Tem que treinar mais em subida. As subidas estavam lá pra todo mundo e todo mundo sabia. Eu achei a prova divertidíssima!!! Me ferrei pelos meus erros!

O legal é que vejo espaço pra melhorar bastante em todas as modalidades:

  • Natação: ainda é péssima mas está no caminho;
  • T1: a melhora na natação faz a T1 melhorar automaticamente;
  • Ciclismo: esse não pode ser usado como referência mas mesmo assim dá pra melhorar bastante;
  • T2: gostei muito. Ainda é possível melhorar mas só vou me preocupar com isso quando estiver disputando vaga pro mundial, ou seja, nunca!;
  • Corrida: sempre tem espaço pra melhorar aqui mas esta tb não é referência. O vacilo do ciclismo ferrou com tudo.

Até a próxima!!!

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Ironman Brasil 2015 – Semana 13 de 20

17 de abril de 2015 7 comentários

Bom, to realmente sem tempo pra treinar, que dirá escrever aqui… Basta observar que já estamos quase terminando a semana 14 e eu ainda estou escrevendo sobre a 13… E isso pq pulei a 12…

Oremos e tentemos continuar com a escrita…

A semana 12 foi a semana que antecedeu o Ironman 70.3 Brasília e essa daí eu pulei mesmo. Só consegui nadar 2.000m na segunda-feira antes da prova e um resfriado sinistro me deixou parado o resto da semana inteira. Cheguei a cogitar a possibilidade de não fazer a prova mas no final deu tudo certo… Esse é um dos principais motivos pra eu ter achado o meu resultado na prova “não tão ruim”… rs

A semana 13 foi meio lenta, com viagens a trabalho e a ressaca da prova…

Sim eu tenho depressão pós prova e demoro a conseguir encaixar os treinos. Mesmo quando não é a minha principal prova (caso desse 70.3 de Brasília que nada mais seria do que um “treino de luxo” pro Iron de Floripa) eu tenho depressão pós prova.

De qualquer maneira, consegui não ficar totalmente parado, o que pra mim, já foi um grande negócio.

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Quando a gente compara com o que deveria ter sido feito, os números são ridículos, mas tem um porém, quando a planilha foi feita, não existia um 70.3 pra ser feito ali, logo, os números são realmente muito discrepantes…

Semana 13– 06/04 a 12/04

Previsto 2015 x Realizado 2015

Swim – 11.800m / 5.500m

Bike – 490min / 100min

Run – 330min / 35min

Realizado 2013 x Realizado 2015

Swim – 2.000m / 5.500m

Bike – 360min / 100min

Run – 190min / 35min

Uma decisão eu já tomei: parei de me estressar com os treinos e com meu tempo de prova. Dane-se tudo. Vou fazer o que der pra fazer nos treinos, vou viajar pra Floripa no final de maio e se, por algum motivo, eu achar que não tenho condições de fazer a prova, vou só assistir os amigos. Felizmente ou infelizmente, a vida tomou outros rumos e eu tenho que definir prioridades. Como não é o triathlon que me sustenta… rs

Abraço!

Ironman Brasil 2015 – Semana 11 de 20

31 de março de 2015 5 comentários

Eu não gosto de gente que só reclama, logo, também não gosto de só reclamar…
Pensando em não encher a paciência de quem lê isso, vou ser curto e grosso.

Não sei direito o que é e nem se existe esse tal de Inferno Astral. Mas se existir, eu to nele… PQP!

inferno-astral

Semana de quebradeira nos treinos culminando com a minha desistência (por motivos pessoais, que fique claro) em nadar o Rei do Mar… Acreditem, desistir é muito mais difícil do que fazer qualquer prova mas tenho certeza de que foi a decisão correta. Só não aguento mais me inscrever e não fazer as provas.

O Rio Triathlon abandonei com problemas na bike e no Rei do Mar, nem alinhei na largada…

inferno-astral

No próximo domingo tem Ironman 70.3 de Brasília e tudo que eu quero é terminar com um sorriso no rosto!

O resumo da semana 11 é esse:

Semana 11– 23/03 a 29/03
Previsto 2015 x Realizado 2015
Swim – 11.800m / 3.500m
Bike – 460min / 350min
Run – 190min / 65min

Realizado 2013 x Realizado 2015
Swim – 2.600m / 3.500m
Bike – 280min / 350min
Run – 155min / 65min

2014 ficou pra trás…

3 de janeiro de 2015 Deixe um comentário

O ano de 2014 se foi…

Foi um ano de provas interessantes e treinos nem tanto…

Tempo

Ano de pouco tempo pra treinar e menos ainda pra escrever aqui…

Mas, no fundo, foi um ano legal…

Fiz provas bacanas, tive resultados compatíveis com o que treinei, fiz amizades novas (reais e virtuais), aproveitei o que tinha pra aproveitar, sofri com o que tinha que sofrer e me diverti demais com o que tinha que me divertir…

Mas e de ruim, o que teve??? Sei lá, prefiro lembrar do que foi bom… E sinceramente, não me lembro de nada tãão ruim assim que seja digno de recordação…

Vamos com tudo pra 2015 pq esse sim, vai ser sensacional, vem aí o Desafio do Dunga, o 70.3 de Brasília e novamente o Ironman Brasil – Florianópolis!!! Quem sabe não rola uma sorte e eu consigo ser sorteado pra Maratona de Nova Iorque??? Sei lá né???

Medida

Os números de 2014 foram:

Natação – 115km

Bike – 2.155km

Corrida – 1.510km

São números muito baixos pra quem fez um 70.3 (Foz do Iguaçu), uma Maratona (Rio) e agora, no comecinho de janeiro vai correr o Desafio do Dunga.

Provavelmente, se tudo correr bem, na metade de 2015 esses números já terão sido superados… rs

É torcer pra que tudo dê certo e cair dentro.

Tomara que o 2015 de vocês seja igual ao meu: sensacional!!!

Fui!

Quem dera ser um peixe…

27 de outubro de 2014 1 comentário

Sempre me gabei de que na vida, quando queremos realmente conquistar/fazer alguma coisa, a primeira coisa que devemos fazer é tomar a decisão de conquistar/fazer aquela coisa.

Quando decidi, por exemplo, fazer o Ironman, eu fui lá e fiz! Mesmo com muitas pessoas me falando que seria impossível, eu fui lá e fiz!… Que gente louca, se falei que vou fazer, é por que vou e ponto final, pensava eu, lá mesmo no site do Ironman tem escrito “Anything is possible!”… E mais uma vez eu digo: fui lá e fiz!

É óbvio que uma pessoa que não está treinada o suficiente não acorda num dia e simplesmente faz o Ironman porque decidiu fazer… É preciso um período de muita dedicação, trabalho e privação, mas, no final das contas, você acaba curtindo a evolução e, no dia da prova mesmo, é só diversão… Das melhores…

Nem sempre também as coisas acontecem nos treinos da maneira que desejamos que aconteçam… Temos dias bons e ruins (já até falei sobre isso), treinos em que tudo dá certo e outros que nos dão a certeza de que não conseguiremos fazer a prova (Olha que idiotice?!?!), e são esses que mais nos fazem evoluir… A gente acaba indo provar, só de teimosia, que podemos fazer aquilo. E de maneira muito melhor… Aí a gente vai lá e faz! Claro que os treinos em que tudo dá certo são excelentes pra ganharmos confiança. Confiança é fundamental…

Esse texto todo foi pra falar que tomei mais uma decisão: Vou melhorar minha natação!

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Quem me acompanha por aqui sabe o quanto eu sofro nessa modalidade. Fato é que tudo nessa vida tem uma explicação. Nunca treinei natação da maneira que deveria. Mesmo na época do Iron, em raríssimas ocasiões fui à piscina 3 vezes na semana… Ia normalmente 2 vezes e em algumas semanas apenas uma solitária nadada… Como pode alguém querer nadar melhor assim??? Impossível.

Pois é, uma vez que a decisão de melhorar foi tomada. Vou nadar 3 vezes na semana! Óbvio que nem sempre vou conseguir, mas que as 3 vezes sejam a regra e não a exceção!

Inclusive, treinando com mais regularidade, pude mudar a metodologia dos treinos e as séries de natação que estou fazendo agora me forçam a verificar semanalmente a evolução que estou conseguindo… Vamos ver se vai funcionar…

Ainda não sei quando vou conseguir verificar a evolução numa prova, mas tb não estou com pressa, a meta é nadar bem no Ironman Florianópolis 2015!!!

Vamos que vamos e, aconteça o que acontecer, continue a nadar…

Dori

Altos e baixos…

13 de outubro de 2014 4 comentários

A vida é cheia de altos e baixos… E nos esportes não poderia ser diferente…

gangora

Um dia você está se sentindo bem. Nada, pedala e corre como se fosse ninja. No outro dia afunda na natação, cai da bike e tropeça correndo… Faz parte!

Depois da Maratona do Rio, comecei a focar um pouco mais na velocidade pro 70.3 de Foz… Acabou não dando muito certo já que a prova não foi exatamente o que eu esperava mas, com certeza, eu estava um pouco mais rápido…

Não era o período mais rápido da minha vida mas certamente era um período rápido… (para os meus padrões, obviamente).

Desde que passei a fazer meus treinos baseados na frequência cardíaca, como diz o livro do Phill Mafetone, as coisas têm evoluído de maneira interessante…

Para dar uma ideia, outro dia precisava fazer um treino de 60min na frequência de 165bpm. Corri pouco mais de 12km, o que dá um pace médio de 4:55min/km. Acreditem, isso pra mim é rápido. Ainda mais com o limite de 165bpm.

Alguns dias depois fui participar da etapa primavera do Circuito das Estações aqui no Rio. Prova de 10km que eu não ia precisar me preocupar com a frequência cardíaca mas resolvi tentar manter sempre abaixo de 175bpm. Imaginava eu que poderia sair alguma coisa perto de 4:45 ou 4:50min/km… Mega engano!!! Fiz a prova toda no 175 com picos de 180bpm e o pace médio ficou em 5:11min/km… Que sinistro…

São tantas variáveis que influenciam esses resultados que fica complicadíssimo descobrir o que aconteceu… Temperatura? Noite mal dormida? Pernas cansadas? Expectativa pela corrida? Sei lá…

De qualquer maneira, acho que a coisa tá melhorando sim… Mas bem que eu podia dar a sorte de coincidir um dia “alto” com uma provinha… Só pra dar o gostinho de fazer rápido… rsrsrs

Dizem que a sorte acompanha quem se dedica… Tô tentando me dedicar um pouco mais… rs

Short Triathlon – 2ª etapa – 2014 – A prova

18 de agosto de 2014 4 comentários

Como já havia dito, ontem, domingo, ocorreu aqui no RJ a segunda etapa do Estadual de Short Triathlon.

No sábado, véspera da prova, a organização estava na dúvida se a etapa da natação poderia ocorrer. O mar estava bem alto e mexido. Com certeza, nadar naquelas condições seria difícil… Mesmo assim, como havia a previsão de que o mar baixasse e acalmasse para o domingo, estava praticamente decidido que a natação poderia ser realizada com segurança. A alternativa seria uma corrida de 2km pela areia.

No domingo pela manhã, cerca de 1h antes da largada os bombeiros deram ok para a realização da natação mas que eles tinham reduzido um pouco o percurso. Relaxei! Se os bombeiros disseram que está ok, é porque está ok!

Peguei minha roupa de borracha e me encaminhei pra praia, onde estava o pórtico de largada. Fiquei tenso novamente!!! O mar parecia uma máquina de lavar. Daquelas velhas que chacoalham tanto que vão andando pela casa…

Resolvi perguntar eu mesmo para um dos bombeiros se estava realmente tranquilo para entrar e sair e a resposta foi simples: “Entra pelo canto que rapidinho vc chega na primeira bóia. Depois que contornar a segunda pode mirar o pórtico e voltar em linha reta que vc vai cair direto na vala que vai te trazer de volta.” Relaxei mais uma vez!

Até que os bombeiros foram pegar o bote (daqueles infláveis com um motor de popa) pra entrar no mar. Quase não conseguiram! O bote quase virou umas 3 vezes e eles tiveram que chegar uns 500m pra longe do lugar onde ele tinha me mandado entrar pra poder vencer a arrebentação. De bote. Com motor. Fiquei bem tenso de novo!

Quem tá na chuva é pra se molhar, então, lá fui eu pra trás do pórtico esperar a largada. Quando toca a buzina, vc para de pensar e simplesmente vai!!! Corri para o canto, lembrando a “dica” do bombeiro, e demorei demais pra vencer a arrebentação. Contornei as boias, mirei no pórtico pra sair em linha reta, como disse o bombeiro. Outra eternidade pra conseguir voltar!!!

OBS: Pela primeira vez pensei em desistir de uma prova de triathlon por causa da natação!

Geralmente só consigo “encaixar” a respiração depois de uns 100m de prova, quando o coração acalma, mas dessa vez a natação foi tão tensa, mas tão tensa, que eu não consegui, em NENHUM momento, “encaixar” a respiração. Terminei a etapa sem conseguir uma sequência razoável de braçadas… Toda hora tinha que dar umas braçadas de peito pra colocar o ar pra dentro…

Depois de sair da água, fui pra transição com toda a calma pra tentar reduzir os batimentos. Acabei fazendo uma T1 bem rápida pros meus padrões e parti pro pedal pra tentar fazer o melhor possível.

Comecei a pedalar forte e, sem contratempos, fiz uma média de 32km/h com alguns momentos de vácuo, que nesta prova é permitido. Poderia ter me beneficiado muito mais disso, porém, eu queria ficar com a cara no vento. Lembra que minha meta é o 70.3 de Foz? Pois é, lá tem que ser com a cara no vento.

Só não fiquei o tempo todo com a cara no vento pq às vezes é bom dar uma descansada, mesmo que não ganhe velocidade. Minha perna estava bem pesada do pedal de sábado.

Chegando na T2, eu estava num pelotão com certa de 10 atletas. Quando fizemos o último contorno antes da área de desmonte, todos foram reduzindo e descendo com calma das bikes. Passei todo mundo e fiz uma descida “profissa”. Já tinha tirados os pés da sapatilha e do jeito que cheguei, pulei da bike e continuei correndo. Passei esses 10 aí só no desmonte da bike. Essa  parte foi a mais legal!!! Rs

Parti pra correr também na tentativa de forçar o quanto pudesse mas as pernas já estavam bem cansadas. Já tinha acumulado o pedal de sábado com o pedal da prova. Mesmo assim, consegui manter um ritmo legal pra fechar os 5km um pouco abaixo dos 25mim.

Meu tempo total acabou sendo 1h22min. Meu melhor tempo de short!

Rio Triathlon etapa 2 - 2014

Fiquei satisfeito principalmente com a corrida mas o pedal não decepcionou. Isso foi bom! Sobre a natação, o único comentário que posso fazer é: tenho que aprender a nadar! E é urgente!!!

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