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Ironman 70.3 Rio de Janeiro 2015 – A prova

21 de outubro de 2015 3 comentários

Depois de muito, mas muito tempo mesmo, fui convencido a escrever aqui as impressões da minha prova.

Primeiro só quero deixar claro que não tenho escrito mais nada por aqui única e exclusivamente por falta de tempo. Infelizmente ainda preciso dormir durante as madrugadas e esse é o único tempo que não está ocupado… rs

Vamos à prova:

Como carioca e morador do Rio de Janeiro, embora a razão me mandasse não participar da prova, a emoção não me deixou ficar ausente dessa festa.

A prova era no RJ, sem precisar faltar o trabalho (ou tirar férias), sem custos de viagem, hospedagem, aluguel de carros e afins, a possibilidade de os familiares e amigos que não costumam viajar pra esse tipo de evento poderem assistir e além disso tudo a possibilidade de esta prova ser única, já que aqui no Rio os eventos esportivos são cancelados da noite para o dia… Uma pena para a Cidade Olímpica e Maravilhosa…

Expo, congresso e bike check in:

O primeiro engano da minha parte foi com a logística. O Recreio dos Bandeirantes é longe pra caramba e com o trânsito que temos hoje em dia, o tempo para chegar até lá pode variar muito… Com essa incerteza, não arrisquei tentar pegar o kit depois da saída do trabalho, optei por resolver tudo no sábado. Ia unir o útil ao agradável: saia de casa cedo, assistia o congresso técnico, buscava o kit, almoçava, arrumava as sacolas, deixava a bike no check in e voltava pra casa… Deu errado. O tempo pra chegar ao recreio no sábado de manhã foi absurdo e perdi a hora do congresso… hahaha. Mas ok, o restante funcionou…

Kit na mão, fotos, social com os amigos… Rolou até uma passada de carro pelo trecho do percurso do ciclismo que tinha uma subida… Deu pra perceber que está longe de ser a pior subida do mundo mas que, dadas as condições de alguns trechos do asfalto, seria uma descida perigosa pra quem quisesse “recuperar” o tempo da subida e não tivesse muita habilidade…

Almoço, bike check in e casa. Essa foi a véspera da prova…

Pré race:

Apesar de ter deixado tudo organizado na véspera, cheguei cedo à transição pra acertar os últimos detalhes e sobrar tempo pra dar uma nadadinha de aquecimento…

A transição antes da prova é uma coisa muito estranha: gente séria, gente sorridente, gente desesperada pq encontrou algum problema de última hora… Pra mim é uma grande confraternização pré prova…

Tudo certo na bike e nas sacolas de transição, parti pra praia.

Entrei na água pra fazer um aquecimento e quando saí, uns 10min depois, percebi que o Garmin tinha apagado… Tentei de tudo ali antes da largada pra ressuscitar o dito cujo mas nada adiantou… A prova ia ter que ser num “voo cego”…

Na realidade sempre tive vontade de fazer uma prova só “no sentimento”, sem olhar pra relógio, GPS e coisas do tipo… Mas não precisava ser num 70.3, muito menos de surpresa… Vida que segue…

Natação:

Segui as orientações e, acho que pela primeira vez na vida, aqueci antes da prova… Não sei se isso ajudou mas o fato é que, apesar de o tempo da natação ainda ser ridículo, fiz minha melhor natação das 4 provas de 70.3 que já fiz e com uma diferença grandinha de tempo…

A largada foi realizada em ondas. Primeiro largou a elite masculina, depois elite feminina, em seguida veio o primeiro grupo de amadores, de touca amarela, depois meu grupo, de touca verde, depois outro, de touca azul e, por último, as mulheres amadoras, de touca rosa…

Mantive minha estratégia conservadora ao extremo de largar lá atrás pra evitar a “pancadaria” até a primeira boia… Larguei lá atrás mas acho que larguei forte. No contorno da primeira boia já estava ultrapassando os mais lentos da onda anterior, de touca amarela. Me achei o Aquaman e tentei continuar no mesmo ritmo. Quando contornei a segunda boia percebi que comecei a ser ultrapassado pelos primeiros colocados da onda posterior, de touca azul… É, eu não era o Aquaman! Depois de contornar a última boia, já nadando em direção à saída, as primeiras meninas, de touca rosa, começaram a me ultrapassar… Definitivamente, ainda não aprendi a nadar…

Quando saí da água, sem nenhuma noção de tempo já que o Garmin tinha falecido, só consegui ter uma noção de tempo quando passei no pórtico e calculei um pouco mais de 40min na natação… Isso pra mim foi muito legal.

Mais legal que isso foi conseguir sair “inteiro” da natação.

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O tempo final da natação foi de 41min03s. Acreditem, isso  pra mim foi bom!

T1:

Dentro das metas que eu mesmo tinha me imposto, minha T1 foi muito legal.

Como acabei saindo “inteiro” da natação, consegui correr durante todo o percurso da T1 o que me fez ganhar mais alguns minutos já que normalmente me arrasto nesse trecho.

Meu tempo aqui foi de 5min18s

Ciclismo:

Entrei numa de falar só do que acho bom mas vou abrir uma pequena exceção pra não deixar essa parte em branco… rs

Como sou sabidamente lento, posso me dar ao luxo de arriscar qualquer novidade em qualquer prova sem maiores problemas. Quem está disputando vaga pro mundial, pódio na categoria ou coisas do tipo, não pode arriscar. Tem que fazer o que está acostumado.

Pois bem, arrisquei usar nessa prova um par de pneus novos que, não vou entrar em detalhes, mas não furam. É risco zero de ter que parar pra trocar pneu. Não precisa levar câmara, CO2, espátula nem nada. É só ir ser feliz!

Pois é. Seria! Nunca tinha sequer andado 10km com esse pneu e durante a prova, como estava sem o Garmin, a única coisa que eu sabia era que estava fazendo toda minha força no pedal… Enfim, fiz o pior pedal da minha vida! Disparado o pior!

Conversando com alguns amigos depois da prova, todos foram unânimes em falar que foi culpa dos pneus. Esses amigos também tem esse tipo de pneu, porém, foram mais conservadores (na realidade mais sensatos) e não utilizaram na prova sem testar. Depois dos testes que só puderam acontecer depois da prova, todos consideraram que é preciso muito mais força pra manter a mesma pedalada.

Lição aprendida e vida que segue! Os pneus que não furam vão pros treinos de montanha… rs

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Aqui demorei eternas 3h24min28s. Inacreditável!!!

T2:

Quando vi o tempo do pedal, entreguei a bike tão furioso que consegui fazer a T2 num tempo bem mais rápido do que tinha planejado.

Entrei, peguei a sacola, calcei o tênis e saí…

Opa, como estava chovendo, ainda me dei ao luxo de trocar de meias… rs

Tempo: 2min31s

Corrida:

Saí pra correr bastante desanimado mas eu estava lá pra isso. Encaixei o ritmo e fui. Sem saber o pace, sem saber o tempo, a única coisa que eu sabia era a distância quando passava pelas placas… hahaha

O percurso todo da prova foi muito bonito, mas a corrida foi sensacional. A passagem pela Prainha é simplesmente fantástica e vale a visita. Mas, como não existe almoço grátis, pra ver a vista tinha que subir o morro até lá. Como a da bike, nem é uma subida tão sinistra assim mas dá uma boa quebrada de ritmo.

A primeira cheguei a encarar correndo. Nas seguintes as pernas fraquejaram um pouco e precisei de alguns momentos de caminhada pra me recompor… rs

Apesar de o tempo não ter sido bom, achei que fiz o melhor que deu praquele momento.

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O tempo foi de longas 2h06min59s

No total deu 6h20min21s.

Conclusões:

Fiquei feliz? Sim!

Poderia ter sido melhor? Muito! Mas é assim mesmo. A gente vai dando cabeçada até aprender.

Ano que vem, se tudo for como planejado, estarei lá novamente.

E pra quem reclama que a prova tem muitas subidas. Tem que treinar mais em subida. As subidas estavam lá pra todo mundo e todo mundo sabia. Eu achei a prova divertidíssima!!! Me ferrei pelos meus erros!

O legal é que vejo espaço pra melhorar bastante em todas as modalidades:

  • Natação: ainda é péssima mas está no caminho;
  • T1: a melhora na natação faz a T1 melhorar automaticamente;
  • Ciclismo: esse não pode ser usado como referência mas mesmo assim dá pra melhorar bastante;
  • T2: gostei muito. Ainda é possível melhorar mas só vou me preocupar com isso quando estiver disputando vaga pro mundial, ou seja, nunca!;
  • Corrida: sempre tem espaço pra melhorar aqui mas esta tb não é referência. O vacilo do ciclismo ferrou com tudo.

Até a próxima!!!

Ironman Brasil Florianópolis 2015 – A Prova

6 de julho de 2015 4 comentários

Amigos, eu sei que estou sumido e sei também que o relato da prova já perdeu boa parte do propósito.

Normalmente esse tipo de relato tem que ser feito logo após a prova. Só assim a gente consegue transmitir um pouco da emoção que vivemos.

Mesmo depois de todo esse tempo sem postar nada e pouco mais de um mês depois da prova, resolvi deixar aqui o que aconteceu naquela semana, sim, pq o Ironman não é só o dia da prova, é quase a semana toda, pra quem ainda se interessar por isso e também pra manter um registro de mais essa etapa…

Já aviso: Está grande! Tentei resumir o máximo possível mas sem deixar de lados os detalhes que considero mais legais…

Pré viagem

Quem acompanha (ou acompanhava, visto que está meio abandonado) esse blog, percebeu que desde a semana 13, de um total de 20, que eu não escrevo mais nada aqui… Até aí, as coisas estavam ruins mas ainda era possível acreditar que, no final, tudo daria certo…

Depois disso, parece que as coisas entraram numa espiral de dificuldades que tava ruim de sair. Mas vocês vão ver que realmente, no final, tudo dá certo… Ser cabeça dura tem lá suas vantagens… Ou não… rs

Meu último treino antes de viajar foi faltando exatos 17 dias pra prova: 40 x 100m na piscina, ou seja, 4.000m. Não só nadei essa distância nesse dia como saí da piscina como se não tivesse feito nada. Lembro muito bem de ter comentado que se no Iron eu saísse da água daquela maneira, o pedal ia ser com o sorriso largo de ponta a ponta…

Fato é que no dia seguinte entrei numa gripe leve que rapidamente se tornou absurda e cheguei a ficar 4 dias com febre. Depois de 7 dias, ou seja, faltando 10 pra prova, estava praticamente novo, fui nadar e depois de 1.000m saí da água completamente tonto. Nessa hora achei realmente que a prova estava escapando por entre os dedos. Como é que alguém que não consegue nadar 1.000m hoje vai fazer um Ironman daqui a 10 dias? Impossível, pensei…

Alguns dias depois tive uma recaída na gripe e comecei, sob orientação médica, é claro, a tomar antibióticos. Fazendo as contas, eu tomaria o último comprimido exatamente no dia da prova…

Desse jeito aí, fiz minhas malas e, cheio de remédios nas ideias e mais ainda nas malas, viajei no dia 27 à noite, quarta-feira, pra Floripa!

Pré prova

Na quinta-feira, já em Floripa, fui pra Jurerê acompanhar o treino oficial de natação. Estava um frio terrível (para os meus padrões de Rio de Janeiro, obviamente) e eu optei por permanecer dentro do casaco e não nadar. Sábia decisão! Sair da água com aquele ventinho frio ia ser quase tentativa de suicídio… rs

Neste dia decidi também que só montaria minha bike no sábado. Caso estivesse muito mal ainda, nem isso eu faria, deixaria a bike na mala do jeitinho que foi, só pra trazer de volta.

Quinta-feira a decisão era “Se a prova fosse hoje eu nem largaria!”

Na sexta-feira acordei surpreendentemente bem disposto. O nariz entupido tinha acabado, a voz fanha tinha acabado, a dor de garganta tinha acabado e até meu mau humor já tinha acabado. Todo mundo que encontrou comigo na quinta e depois na sexta percebeu a diferença. Era impressionante mesmo. Tão impressionante que logo depois do almoço decidi montar a bike e testar. Depois de tudo montado, caiu um temporal tão grande que o teste acabou ficando pra sábado de manhã… A decisão do momento era “Vai dar pra fazer a prova!”

No sábado logo cedo saí pra ver se estava tudo bem com a bike e comigo… A bike estava ótima!!! Já eu… Depois de 20min de pedal e 10min de corrida eu estava completamente ofegante. Inacreditável!!! Nessa hora o pensamento era “Vai ser meio sofrido…” rs

Cansado depois de um Giro de 20min... Foto da Maria.

Cansado depois de um Giro de 20min… Foto da Maria.

Na parte da tarde fui entregar a bike no check in e o clima da prova me fez esquecer de todo o resto…

Aproveitei pra tirar fotos com amigos que um dia já foram só virtuais e nessa altura já eram muito reais. Hoje em dia já são até famosos… É o caso da Maria, do Miltão e da Michelle, fenômenos das redes sociais e meus amigos!!! Pena que a Michelle não apareceu na foto… 😦

Só pra constar, não sou tão baixinho assim não... O ângulo da foto me prejudicou!!! Rs

Só pra constar, não sou tão baixinho assim não… O ângulo da foto me prejudicou!!! Rs

Estava realmente muito tranquilo. Qq estratégia que eu tinha imaginado já tinha ido por água abaixo mesmo. A meta agora era se divertir… rs

A Prova

Acordei por volta das 4:30, tomei um café da manhã “meia boca” e fui pra transição terminar de organizar os últimos detalhes.

Depois de tudo arrumado, tomei o último comprimido do antibiótico e me dirigi pra largada.

Estava bastante frio e nessa hora, alguns amigos que eu acabei fazendo durante a viagem acabaram me socorrendo com um casaco até a hora da largada…

Indo pra largada...

Indo pra largada…

Natação

A estratégia era sair da muvuca e nadar “no conforto” pra sair da água inteiro. Deu certo.

O único porém é que o meu “conforto” é lento e isso fez com que, na segunda volta, eu pegasse uma forte correnteza (que sempre acontece depois de determinado horário, em 2013 foi a mesma coisa) que conseguiu me tirar muito da rota planejada mesmo com vários staffs da organização tentando indicar a direção correta.

Pelo GPS acabei nadando um pouco mais de 4.400m ao invés dos 3.800m programados. Errar um pouco a distância, tudo bem, mas errar mais de 10% já é triste demais… kkk

Uma coisa que achei legal da organização esse ano foi que não colocaram apenas as boias de vértice. Colocaram também umas boias intermediárias pra ajudar a navegação. Parece que no meu caso não adiantou muita coisa… kkk

Tá aí, consegui sair vivo da água... rs

Tá aí, consegui sair vivo da água… rs

Tempo: 01:36:12

T1

Aqui cometi um belo erro estratégico. Na realidade não foi aqui, foi antes da largada.

Como estava muito frio na madrugada, resolvi não nadar com o top que faria o resto da prova. Imaginei que pedalar com o top molhado naquela temperatura ia me fazer congelar… E pra quem já não estava exatamente no melhor da saúde, poderia me trazer problemas.

Fato é que aquele top fica tão colado que foi uma saga pra conseguir vestir aquilo com o corpo molhado. Demorei muuuito pra conseguir. No final foi, mas… Ahh, tinha que colocar os manguitos tb… Puts… rs

Tempo: 00:09:36

Ciclismo

Essa era a parte que mas me deixava preocupado. Durante os treinos longos na estrada não consegui “encaixar” a alimentação e, em um deles, cheguei a parar um pouco antes do fim por “falta de combustível”.

Mais uma vez, a intenção era ficar “no conforto” pra completar a prova, e assim foi…

Sempre tentando me hidratar e me alimentar direito pra não acabar o gás, coloquei o Garmin da bike pra apitar a cada 15min. A ideia era comer de 30 em 30min mas se por algum motivo pulasse alguma “refeição”, 15min depois seria novamente lembrado… Até certo ponto deu certo. Uma pena que eu vacilei e a bateria acabou no começo da segunda volta, com cerca de 100km… kkk

Foto da TRI SPORT... Rá, tô famoso... rs

Foto da TRI SPORT… Rá, tô famoso… rs

Como não coloco o GPS do pulso pra me mostrar a velocidade, acabei fazendo um “voo cego” até o final do ciclismo (ok, quase cego pq se eu quisesse mesmo eu poderia ver a velocidade). Depois, olhando o GPS com calma, pude ver que a velocidade caiu bastante na segunda volta. Não credito o motivo apenas ao fim da bateria mas sim a isso somado ao cansaço acumulado e ao vento (que também sempre castiga a segunda volta dos lentos).

Eu estava tão “relaxado” em relação ao tempo que parei 3 vezes durante o pedal pra fazer xixi e mais uma no stand da Shimano pq meu guidom estava arriando.

Mais uma coisa que achei legal da organização esse ano, desta vez no ciclismo, foi que colocaram 3 pontos fixos da Shimano para pequenos reparos durante o percurso. A falta deles não teria me afetado em nada. Além de eu ter certa noção nos pequenos reparos, minha parada foi por puro comodismo. Dava pra ter continuado da maneira que estava ou eu mesmo ter feito aquilo…

Essa é pra quem acha que não faço força no pedal... rs

Essa é pra quem acha que não faço força no pedal… rs

Tempo: 06:42:36

T2

Cheguei na T2 e estava me sentindo tranquilo. Apesar de ter demorado bastante até aqui, como estava no esquema de “conforto” o tempo todo, achei que não haveria mais problemas daqui pra frente. Aí sim eu estava enganado… rs

Como a corrida terminaria de noite, optei por tirar os óculos de sol. Quando tirei os óculos percebi que minha vista direita estava embaçada. Joguei água e tentei de todas as maneiras limpar o olho mas não funcionou. Terminei de me trocar e fui correr assim mesmo.

Demorei demais aqui e acredito que a maior parte foi por causa do problema na vista…

Tempo: 00:10:03

Corrida

Comecei a correr tranquilo, afinal, o tempo não me importava e ali já dava pra praticamente garantir que a linha de chegada seria cruzada.

Mas eu ainda estava incomodado com o olho… Tão incomodado que, acho que com menos de 1km uma conhecida me gritou e parei pra que ela olhasse se tinha algo errado no meu olho. “Tá um pouco vermelho mas nada demais…”. Ok então… Voltei a correr como se nada tivesse acontecido. Mesmo com um olho embaçado… rs

Eu tinha no cinto 6 saches de gel. A programação era tomar 1 a cada 6 km e ainda teria a comida da prova, ou seja, de fome eu não morreria…

Quando chegou no 6ºkm, peguei uma água e fui tomar o gel. Infelizmente meu corpo não estava de acordo com o que minha cabeça tinha planejado e o gel voltou com tudo mais que eu tinha ingerido durante o pedal… Daí pra frente fiquei realmente muito enjoado e não consegui comer mais nada…

Incrivelmente passei a correr em um ritmo que estava confortável e que, dadas as circunstâncias, eu estava achando excelente…

No 25ºkm veio a conta… E amigos, infelizmente, nessas situações, a conta vem com juros absurdos… Parecia que tinha dado de cara na parede, colocado uma âncora pra eu arrastar e caneleiras de 5km em cada perna… rs

Nessa hora, passa tudo pela sua cabeça: os dias que passei sem treinar, os dias que tive de febre, a quantidade de remédios que tive que tomar e o olho embaçado… Foi a primeira vez que cogitei a possibilidade de não concluir a prova. Aquilo era realmente necessário? Eu tinha que provar alguma coisa a alguém? As respostas eram: Não e não…

Agora foto do MundoTri... Rá, mais famoso ainda... rs

Agora foto do MundoTri… Rá, mais famoso ainda… rs

Enquanto tudo isso passava pela minha cabeça, alternava trotes e caminhadas e, por volta do 30ºkm, defini que eu ia até o final sim mas que se minha visão piorasse eu pararia…

Continuei nesse anda e trota até quase o final. Nos últimos 3km a empolgação é tão grande que naturalmente voltei a correr tranquilo e pude, mais uma vez, concluir a prova.

Dessa vez a conclusão foi com uma certa dose de sofrimento que confesso que não achei legal. O tempo foi pior do que da outra vez mas isso é o que menos importa. Eu tinha chegado!

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Momento de reflexões e agradecimentos!

Tempo: 05:12:14

Tempo Final: 13:51:13

Só pra constar, no final da noite, quando fui dormir, apesar de estar com o olho bastante vermelho, a visão já tinha melhorado. No dia seguinte acordei vento tudo direitinho e o vermelhão já tinha diminuído bastante. Agora to novinho e pronto pra outra…

Queria, mesmo com esse atraso todo, agradecer demais às pessoas que estiveram comigo nos treinos e principalmente as que conheci lá em Floripa e me deram um apoio sensacional sem nunca terem me visto antes. É o caso da Maria, do blog “A Maria, o Triathlon…e um pouco das outras coisas…”, que além de ter feito uma excelente prova, me emprestou a sua “personal” torcida. Os caras me esperaram até eu chegar. Muito obrigado Valéria, Gerson, Hugo, Walter e esposa! Devo essa também a vocês!!!

Nem tudo são flores... Olha o estado pós prova... rs

Nem tudo são flores… Olha o estado pós prova… rs

Acabou!

Acabou!

Ironman Brasil 2015 – Semana 13 de 20

17 de abril de 2015 7 comentários

Bom, to realmente sem tempo pra treinar, que dirá escrever aqui… Basta observar que já estamos quase terminando a semana 14 e eu ainda estou escrevendo sobre a 13… E isso pq pulei a 12…

Oremos e tentemos continuar com a escrita…

A semana 12 foi a semana que antecedeu o Ironman 70.3 Brasília e essa daí eu pulei mesmo. Só consegui nadar 2.000m na segunda-feira antes da prova e um resfriado sinistro me deixou parado o resto da semana inteira. Cheguei a cogitar a possibilidade de não fazer a prova mas no final deu tudo certo… Esse é um dos principais motivos pra eu ter achado o meu resultado na prova “não tão ruim”… rs

A semana 13 foi meio lenta, com viagens a trabalho e a ressaca da prova…

Sim eu tenho depressão pós prova e demoro a conseguir encaixar os treinos. Mesmo quando não é a minha principal prova (caso desse 70.3 de Brasília que nada mais seria do que um “treino de luxo” pro Iron de Floripa) eu tenho depressão pós prova.

De qualquer maneira, consegui não ficar totalmente parado, o que pra mim, já foi um grande negócio.

positivoxnegativo

Quando a gente compara com o que deveria ter sido feito, os números são ridículos, mas tem um porém, quando a planilha foi feita, não existia um 70.3 pra ser feito ali, logo, os números são realmente muito discrepantes…

Semana 13– 06/04 a 12/04

Previsto 2015 x Realizado 2015

Swim – 11.800m / 5.500m

Bike – 490min / 100min

Run – 330min / 35min

Realizado 2013 x Realizado 2015

Swim – 2.000m / 5.500m

Bike – 360min / 100min

Run – 190min / 35min

Uma decisão eu já tomei: parei de me estressar com os treinos e com meu tempo de prova. Dane-se tudo. Vou fazer o que der pra fazer nos treinos, vou viajar pra Floripa no final de maio e se, por algum motivo, eu achar que não tenho condições de fazer a prova, vou só assistir os amigos. Felizmente ou infelizmente, a vida tomou outros rumos e eu tenho que definir prioridades. Como não é o triathlon que me sustenta… rs

Abraço!

Ironman Brasil 2015

5 de junho de 2014 6 comentários

Descanse em paz Pedro Nicolay

1 de maio de 2013 3 comentários

Luto

Ontem foi um dia muito triste pros amigos triatletas, ciclistas e esportistas em geral…

Durante seu treinamento na orla da Zona Sul do Rio de Janeiro morreu o triatleta Pedro Nicolay depois de ser atropelado por um ônibus que sequer parou para ver o que aconteceu…

Infelizmente casos assim estão ficando cada vez mais comuns e não podemos nos conformar com isso. Onde nosso mundo vai parar???

Pedro Nicolay

 

É incrível como as pessoas falam coisas sem saber do assunto. Nos comentários da notícia existem pessoas que simplesmente culparam o atleta pelo acidente dizendo que “rua não é lugar pra andar de bicicleta” e coisas do tipo. Pois é, Srs. que escreveram isso, sinto informar mas o rapaz estava no lugar correto e na hora correta de treinos como pode ser observado na foto abaixo tirada no local do acidente.

Placas de transito

 

O que acontece hoje no Brasil é uma grande barbárie. É a lei do mais forte sempre. Quem dirige um ônibus acha que tem o direito de, literalmente, passar por cima do que estiver na frente, o cara que está no carro acha que tem esse direito sobre as motos e assim sucessivamente… Isso porque estou citando apenas o trânsito mas esse comportamento irracional acontece em todos os setores.

É um absurdo. Onde está o respeito pelas outras pessoas?

 

Estou realmente tenso e chateado com o que ocorreu e mais tenso ainda porque acho que no ritmo que estamos as coisas só tendem a piorar cada vez mais…

Que Pedro Nicolay descanse em paz e que a família possa superar essa tragédia.

E que Deus ajude a todos nós…

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