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Ironman 70.3 Fortaleza – A prova

Acreditando na opinião da galera que dizia que a prova era muito dura, fui fazer o 70.3 de Fortaleza. Eles tinham razão… Eita prova boa!!!

Pré Prova

Chegamos em Fortaleza na noite de sexta (a prova era domingo) e não deu tempo nem de montar a bike nessa noite. Foi chegar e dormir mesmo. Para economizar, pegamos um voo que dava a volta ao Brasil inteiro e passamos a sexta-feira inteira viajando, literalmente.

Acordamos cedinho no sábado pra montar as bikes e pegar os kits. Além disso, a Lívia tinha compromissos profissionais logo cedo e eu tinha que arrumar um capacete. Sim, esqueci o meu capacete em casa, em cima do sofá, na correria de descer pra pegar o táxi que, supostamente, estava me esperando.

Sobre o capacete, esclareço: sempre levo meu capacete na mão pq tenho medo de ele quebrar na viagem. Pra não esquecer, prendo ele no “grampo” que tem na minha mochila. Na correria pra sair, precisei abrir a mochila e soltei o capacete… Ele ficou… A sorte é que hoje em dia, com as redes sociais, a gente consegue tudo… Acionamos um amigo de Fortaleza ainda na fila do embarque, quando percebi que tinha esquecido, e antes da decolagem já tinha conseguido quem me emprestasse um capacete… Que aliás, é do modelo do meu e ainda combinou bem mais com o uniforme… hahaha

Com tudo resolvido e o kit na mão, fomos dar uma nadadinha pra sentir o mar, uma pedaladinha pra testar as bikes e uma corridinha pra soltar as pernas. Tudo isso ainda antes do almoço.

Depois do almoço, descanso, bike check in, mais descanso, jantar e dormir…

Na manhã da prova, tudo muito tranquilo, sem atropelos… O hotel próximo à largada é uma coisa fundamental… Acordamos tranquilos, tomamos café, fomos arrumar as coisas na transição e ainda deu tempo de voltar no hotel…

Swim

A natação em Fortaleza é sem roupa de borracha… Não tinha a menor condição de liberar a roupa de borracha. A água estava muuito quente… Mas vamos à prova:

De umas provas pra cá, já decidi que meu lugar de largar não é lá no fundo, daqueles que vão pra água caminhando. Minha largada é ali na frente… Não com o peito na faixa mas umas duas fileiras pra trás… Ali eu consigo correr pra água e já me livro de uma enorme confusão na frente sem ser atropelado por todos que vem de trás… Acho que ali é meu lugar…

Comecei a nadar e, sinceramente, nunca tenho novidades aqui… Eu nado quase sempre no mesmo ritmo, seja short, olímpico, meio iron ou iron… Fui lá, contornando as boias… Errando um pouco a direção pra lá e pra cá… No final nadei quase 200m a mais… Como de costume… Rs

Tinha uma pequena correnteza e sacudia um pouco, mas nada demais… Até que pra uma natação sem roupa de borracha, não foi tão ruim assim…

T1

Nessa prova não tínhamos tenda de troca. Segundo o Galvão, “dono” do Ironman no Brasil, é pra se adequar a todos os 70.3 do mundo… Eu particularmente prefiro assim, com as coisas arrumadas junto à bike, vc chega, deixa o que tem que deixar, pega o que tem que pegar e vai embora. Rápido e fácil…

Eu gostei!!!

Bike

Comecei a pedalar com a certeza de que tinha que imprimir um ritmo forte na primeira metade da prova, que era a favor do vento… O problema foi que não consegui…

A gente sabe muito bem o sentido do vento lá em Fortaleza e sabe também que, quanto mais tarde, mais vento. Resumindo, faça força na ida pra pegar menos vento na volta!!! Não deu.

Nem dá pra falar que era o freio pegando ou coisas do tipo… Eu olhava pra potência e não conseguia colocar a potência que eu queria de jeito nenhum… A galera ia me passando e eu não tinha o que fazer… Quando fiz o retorno, foi como se tomasse um soco. Bati na parede de vento e aí sim comecei a sofrer…

Lá pelo km 70 ou 75, meu pescoço doía tanto que quase não conseguia mais ficar no clip… E ficar fora do clip com o vento contra, ninguém merece… O capacete emprestado era um pouquinho maior que o meu e estava meio folgado… Balançava um pouco e acho que isso contribuiu pra aumentar a dor… Mesmo se fosse meu capacete teria dado problema… Talvez menor, mas daria… Eu já estava sentindo um incômodo nos últimos treinos… Preciso resolver isso…

Resumindo, é um pedal sofrido! O início e o término, que é numa área bem urbana, tem muitos buracos e a atenção tem que ser máxima, fora isso é só o calor e o vento que judiam mesmo…

T2

Mais uma vez uma transição bem simples… Largar a bike, tirar o capacete e sair pra correr… Tudo junto no mesmo lugar, muito bom…

Run

Saí pra correr com as pernas cansadas do pedal sofrido… Uns 300m depois da saída da T2 tinha um corredor enorme de pessoas torcendo e gritando o tempo todo. A energia é tão sinistra que tive que me conter pra não exagerar no pace e quebrar mais ainda…

O percurso eram 3 voltas de 7km cada uma… A primeira eu comecei num pace de conforto que, no meu “fantástico mundo”, conseguiria manter sem problemas até o final… Quanta inocência!!!

No final da primeira volta já tinha tomado a decisão de caminhar 1min em cada posto de hidratação… Isso me fez conseguir voltar a correr naquele pace anterior. As caminhadas atrapalhavam mas pelo menos quando eu estava correndo, tinha alguma dignidade… Rs

Lá pelo meio da segunda volta percebi que dava pra caminhar só 30s em cada posto de hidratação e assim fui…

No retorno da terceira volta eu só pensava em chegar o mais rápido possível pra acabar logo com aquilo… Nos últimos 3 kms eu vim acelerando progressivamente e cheguei como se estivesse iniciando a corrida… Bem forte… Isso me faz pensar que, como de costume, fui conservador demais durante a corrida…

Na hora achei que minha prova tinha sido bem ruim mas, no final das contas, vendo a quebradeira que foi, e reconhecendo minha capacidade física atual, acho que foi uma prova muito boa…

No geral, gostei bastante da prova em si… Esqueçam fazer o melhor tempo da vida aqui. A sacudida do mar, o vento do pedal e o calor da corrida não colaboram muito para que tenhamos muitos PBs (personal bests) pra postar mas se vc for pensar em uma experiência de prova, façam o 70.3 Fortaleza!!! Vale cada minuto do sofrimento!!!

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  1. Deysi
    19 de junho de 2019 às 10:06

    Bah, Armando..meu pescoço tem ardido nos treinos pro Capixaba. O que dá pra fazer? Parabéns pela prova, adoro os relatos da natação e beijo na QUEEN. Ah, eu estava contando pra todo mundo de um post teu de anos que tu falava que na transição do Iron tu parava, comia, se secava…hahahahaah acho demais!!!!

    Curtido por 1 pessoa

    • 20 de junho de 2019 às 13:40

      Oi Deysi, tudo bem?
      Cara, aquela posição aero é muito sofrida mesmo… Se esse for o motivo da sua dor, o interessante é “se ajustar direito” na bike. Um bom bike fit pode ajudar muito nisso… Outra coisa é o hábito mesmo… A gente acaba acostumando naquela posição e essas dores musculares acabam…
      Meu problema foi uma mistura dos dois: ajustei minha bike pra ficar mais aero e não consegui treinar o suficiente pra me adaptar à nova posição… Me ferrei… Rs
      Essa parada de demorar muito nas transições está acabando… Em Fortaleza gastei +/- 1’30” em cada transição… Achei bem legal…
      Qualquer dúvida, estamos aí…
      Abraço.

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