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Bike Fit

24 de novembro de 2013 9 comentários

Sempre relutei bastante antes de fazer um bike fit.

Nunca tive qualquer tipo de problema na bike (dores, desconfortos etc), logo, considero minha posição na bike muito boa.

Mas aí começou esse papo de que bike fit é essencial… De que você não consegue “extrair” o seu máximo se as coisas não estiverem perfeitamente ajustadas para você…

Foi um tal de todo mundo fazendo bike fit e falando bem dos resultados que me rendi e fui atras disso também.

RetulO suprassumo do bike fit hoje em dia, pelo que se fala por aí, é o RETUL.

O RETUL é um sistema específico de captura de movimento projetado para fornecer dados e medidas específicos ao bike fitter especializado.

O objetivo é gerar uma avaliação completa e dinâmica da pedalada do atleta viabilizando medidas e ângulos ao fitter para que este encontre uma posição ótima, onde o atleta tenha o melhor uso de energia e maior conforto.

Aqui no RJ, a única pessoa que faz esse trabalho é o Genésio, da 3Shop.

O Genésio é um cara que gosta do que faz. Dá pra perceber que o cara é feliz com o trabalho dele e com os resultados alcançados. O simples fato de gostar do que faz e ser feliz fazendo isso transforma o Genésio num cara muito competente.

Vamos ao que aconteceu!

Assim que você chega, rola um bate papo pra que ele saiba quais são seus objetivos, sua experiência, seus desconfortos etc.

Em seguida é feita uma avaliação completa do seu corpo como postura, flexibilidade etc.

Quando subi na bike para fazer a primeira avaliação, antes ainda de começar a pedalar, o Genésio me disse que se fosse um bike fit estático ele praticamente não mudaria nada na minha bike. Minha posição estava muito boa.

Posição inicial

Posição inicial

Depois disso começam as medições dinãmicas, ou seja, pedalando. Pedala no pratinho, no pratão, vira de lado pedala tudo de novo. Mede daqui, analisa ângulos dali e algumas coisas interessantes começam a aparecer.

Não dá pra entrar em detalhes aqui mas, só pra dar uma idéia, foi possível verificar uma “rodada” de joelho que eu dava enquanto pedalava que era meio nítido que tinha algo errado. A sensibilidade e precisão das medições impressiona.

Feitas as medições iniciais, os ajustes começam dos pés. Isso mesmo, do taquinho da sapatilha. Quando parou pra olhar o alinhamento dos meus taquinhos, de cara deu pra perceber também o motivo do meu joelho “dançar” de um lado para o outro o tempo todo.

Foi interessante observar que só de mudar a posição dos taquinhos a pedalada já aconteceu de maneira diferente.

O legal é que a cada ajuste que ele faz, a gente sobe na bike novamente pra medir tudo de novo e verificar se o resultado daquela alteração foi o que se esperava.

No final da história, as principais alterações além dos taquinhos foram subir um pouquinho o selim, reduzir a inclinação do selim e abaixar um pouco o guidom.

Posição final

Posição final

 

Olhando as fotos é difícil observar as diferenças mas se reparar no ângulo dos meus braços e na extensão da minha perna, dá pra perceber que tem coisa diferente…

No final o que importa é que gostei bastante do serviço e agora estou tentado a deixar meu recesso esportivo meio de lado pra ver os resultados da mudança na estrada.

Só pra lembrar que nada disso adianta se os treinos forem deixados de lado, logo, pretendo treinar forte pro Ironman 70.3 Foz do Iguaçu!

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