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Rei do Mar – 2ª etapa 2013 – A prova

6 de maio de 2013 3 comentários

Mais uma vez resolvi fazer uma prova de natação.

Faltando exatamente 3 semanas pro Ironman Brasil, precisava de qq coisa pra ganhar um pouco mais de confiança na minha medíocre, pra não falar ridícula, natação…

Como de costume, saí de casa completamente desanimado pra nadar. Não sei o que acontece mas acho que a sequencia de maus resultados me faz, a cada prova, gostar menos de participar delas… Espero que depois do Iron, com a diminuição da pressão, isso acabe e eu possa voltar a nadar simplesmente pelo prazer… Tomara.

Cheguei cedo ao Leme, local de onde partiríamos até o posto 5 de Copacabana após cerca de 3.500m de mar. Pouco antes da largada a organização avisou que o percurso tinha sido reduzido para cerca de 3.200m por questões técnicas… Vai entender que questões foram essas, mas…

O sol estava castigando demais e a temperatura da água, em 24°C, fez a organização até avisar que seria “desconfortável” nadar com a roupa de borracha. Como sou incrivelmente friorento e lá em Floripa com certeza a água vai estar bem fria e o uso da roupa será, para mim, obrigatório, ignorei solenemente o aviso e resolvi partir pra dentro com roupa de borracha e tudo…

Antes da largada foi feito um minuto de silêncio em homenagem ao triatleta Pedro Nicolay que faleceu na semana passada vítima de uma acidente com um ônibus enquanto pedalava. O Pedro costumava se voluntariar nas provas Rei e Rainha do Mar como guia para deficientes visuais. Simplesmente foi o minuto de silêncio mais respeitado do qual já participei. Só se ouvia o som das ondas. Impressionante e emocionante!

Dada a largada, esperei um pouco a confusão inicial e iniciei minha prova com cerca de 1 min de cronômetro rolando. Até a primeira boia foi aquela confusão normal, alguns atropelamentos, empurrões e chutes, mas muito fora do normal.

Depois do contorno, tudo o que eu pensava era em não cometer o mesmo erro da prova anterior onde acabei nadando muito mais em função de uma navegação muito ruim. Cabe aqui fazer uma observação: tudo bem que minha navegação é ruim, mas colocar boia azul é sacanagem, ela simplesmente some dentro d’água… Dessa vez, apesar de a segunda boia ser a camuflada azul, consegui avistá-la e, pasmem, consegui me manter na direção dela. Daí pra frente, boias amarelas e brancas facilitaram a vida até ter novamente a azul (penúltima) e a tão esperada vermelha da chegada.

Cruzei a linha de chegada com 1h15min, num ritmo muito mais agradável, apesar de ainda ser lento, do que na prova anterior.

Tendo em vista que ultimamente tenho feito em média 1 treino de natação por semana com, no máximo, 3.600m, tô achando que quanto menos eu nado, melhor eu nado… Vai entender…

Minha conclusão final é que se eu conseguir sair da água em Floripa tendo nadado com esse ritmo (cerca de 2:15 min/100m) vou sair bastante feliz pro pedal…

Tomara que tudo funcione.

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