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Bravos Diabo, o final…

Impressionante!

É a melhor palavra que encontro pra descrever a experiência. Isso porque já se foram mais de 48 horas após o término da prova. Se tivesse escrito na hora que acabei, com a adrenalina, a endorfina e todas as outras *inas possíveis circulando pelo sangue, seriam várias palavras…

Acordei às 6 horas da manhã, completamente resfriado e num domingo chuvoso pra participar de uma prova que nem ao menos eu sabia qual seria a distância. Poderia ser 2.500m, na melhor hipótese ou 3.500m, na pior delas. É coisa de maluco. Em outros tempos acho que sequer teria colocado o despertador pra tocar mas, com o objetivo maior traçado, Ironman Brasil 2013, as provas de natação estão sendo fundamentais pra perder o medo de longas distâncias no mar. Nada melhor que essa prova, numa região onde desistir no meio não seria simplesmente sair pela praia. Só pra lembrar, o percurso é esse:

Bravos Diabo - Foto

É isso aí: começa aqui em baixo, passa pela Pedra do Arpoador, sobe até o Forte de Copacabana e nada até a praia.

Sinceramente, até o exato momento antes do sinal de largada eu não tinha certeza se participaria da prova mas, na hora que deu a largada a dúvida acabou.

Concentração da largada

Como de costume, pra não pegar a confusão, esperei os mais rápidos partirem na frente e fui, com toda a minha calma entrando no mar de Ipanema pra iniciar a travessia até Copacabana.

Os primeiros 500m são sempre mais complicados. Acho que é pelo somatório da aceleração dos batimentos cardíacos pela atividade com a emoção da prova… Sei lá, mas até relaxar leva um tempinho. Depois que contornei a primeira boia, as coisas começaram a ficar mais tranquilas. Batimentos e respiração coordenados fazem a natação fluir muito bem…

Em busca da 1ª boia

Toda a parte desde a Pedra do Arpoador, passando pela praia do Diabo, até próximo ao Forte de Copacabana foi muito tranquila, o problema foi fazer a curva no Forte. Meu Deus! (Na véspera existia uma dúvida se seria possível passar por dentro do “Shore Break”, a laje que tem em frente ao Forte, ou por fora. Ia depender das condições do mar. Passar por dentro significa cortar 500m de percurso mas com as ondas batendo na cabeça.) Com as condições do mar “não muito ruins” a organização da prova liberou a passagem por dentro e lá fomos nós. É incrível passar por alí. As ondas vem pela esquerda, passam por cima de você, batem nas pedras do Forte e voltam pra passar novamente por cima de você. É água te jogando por todos os lados sem pena. Ainda bem que não durou muito.

Terminado o contorne do Forte de Copacabana, olhei pra areia e avistei o pórtico de chegada. Que beleza! Agora faltava “quase nada” pra terminar. Que ilusão! Com a chegada no posto 6, a correnteza teimava em me empurrar pro 5. Toda vem que eu procurava o pórtico percebia que a correnteza me fazia o favor de me atrapalhar.

Após algumas correções de rumo finalmente dei minha última braçada com a mão encostando na areia da praia. Foi só levantar e correr pra linha de chegada. Muito emocionante e, naquela hora, se pudesse, eu corria pra Ipanema pra começar novamente…

Mais uma vez, nota 10 pra minha roupa de borracha Zoot Zenith.

E não poderia deixar passar: Medalha e Certificado de Bravura.

Medalha e Certificado de Bravura

Todas as fotos da prova foram retiradas da Internet. Infelizmente não tenho as fontes… O certificado e a medalha fui eu mesmo que fotografei. 😉

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