Maratona do Rio 2017 – A Prova

Em primeiro lugar é preciso dizer que me inscrevi nessa prova na empolgação da festa… Estava lá em Floripa, na véspera do Ironman quando descobri que abriram novas vagas para a prova que aconteceria em 3 semanas. Como o término das inscrições tinha sido minha “desculpa” pra não fazer a prova, dessa vez não tive como não me inscrever… 😀

Logo depois de terminar o Iron, o pensamento era: “Por que me inscrevi pra uma maratona daqui a 3 semanas?”.

Feita a besteira (de me inscrever), o objetivo agora era recuperar as pernas pra maratona. Das 3 semanas que eu tinha pra me recuperar, o que aconteceu foi o seguinte:
– 1ª semana inteira sem fazer absolutamente nada;
– 2ª semana nadando e pedalando leve, sem corrida ainda;
– 3ª semana incluí novamente a corrida pro corpo lembrar o que era aquilo…

Mesmo com todo esse descanso, a “ordem” era parar na prova casa sentisse algum desconforto ou estivesse muito cansado.

Dado este cenário, a prova pra mim não tinha absolutamente nenhum “peso”. Era só diversão… E foi tanta diversão que me dei ao luxo de ir na expo nos 3 dias que antecederam a prova. Andei, comprei, fiz social, enfim, me diverti!

No dia da prova, a estratégia era simples: me manter no ritmo de conforto até que o conforto acabasse ou a linha de chegada chegasse… Rs. O que acontecesse primeiro… hahaha
A linha de chegada “chegou” primeiro… Rs

Eu gosto muito de usar o monitor cardíaco. Não me baseio nele pra treinar, mas gosto de observar o que está acontecendo… Nessa prova, corri com os batimentos cardíacos baixinhos até a primeira subida, que acontece no km 23, mais ou menos.

Comecei no Recreio, dei a volta na Praia da Macumba, retornei ao Recreio e passei  a Reserva e a Barra da Tijuca com um ritmo muito legal e os batimentos lá “no chão”… Sensacional, eu estava me divertindo!!!

Depois da primeira subida, do elevado do Joá, consegui fazê-los retornar pro nível anterior e cruzei a praia de São Conrado com tranquilidade pois logo à frente viria a pior subida do percurso…

Subi bem a Av. Niemeyer, e depois dela os batimentos já estabilizaram num nível mais alto, porém, ainda num patamar bem tranquilo comparado com uma corrida forte. Mas aí já estávamos passando do km 30…

Nessa altura, já estava confiante de que eu iria até o final da prova. Estava tudo fluindo muito bem… Incrivelmente bem…

No Leblon encontrei amigos que correram comigo por um tempo e depois saíram…

Estava tão focado que nem percebi Ipanema ficando para trás…

Copacabana veio com um vento que quase levou meu boné embora (logo o que eu tinha acabado de comprar na expo… rs).

Quando virei na Av. Princesa Isabel pra sair de Copacabana já sabia que estava ali o meu melhor tempo de maratonas, sim, meu PB (Personal Best) estava a 4km de distância… Foi aí que parei de pensar no conforto e comecei a pensar em acelerar…

Passei feliz pela Praia de Botafogo e entrei no Aterro do Flamengo com a velocidade que dava mas já não conseguia esconder a felicidade.

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Por volta do km 41… Não precisa falar nada, né?

Acenei para alguns fotógrafos mas o sorriso estava direto no rosto…

Finalmente cruzei a linha de chegada com o meu melhor tempo da vida em maratona…

Ok, não é um espetáculo de tempo mas é o meu melhor… E a satisfação em fazer o seu melhor é inigualável…

Essa foi minha história do Recreio até o Aterro do Flamengo… Quando a gente menos espera, milagres acontecem… Faça a sua parte e vai pra dentro…

Vamos em frente!!!

 

Ironman Brasil 2017 – A Prova

13 de junho de 2017 2 comentários

Que dia!!! Se eu tivesse que resumir meu 28 de maio de 2017 em duas palavras, seriam essas.

Finalmente chegou a principal prova do ano. Obviamente farei outras provas até o final do ano mas, sem sombra de dúvidas, essa era a principal de 2017. Provavelmente (diria até que certamente) esse será o único Ironman “completo” de 2017, mas a gente nunca sabe o que pode vir por aí… Vai que…

Pré prova

Cheguei em Floripa com bastante antecedência, no início da tarde de quarta-feira antes da prova. Isso é tempo suficiente para superar qualquer contratempo que possa ter ocorrido na viagem: extravio de malas, problemas na bike, sei lá… Só sei que um Ironman requer muita dedicação pra que tudo seja colocado a perder de bobeira.
Além disso, chegar na quarta-feira me permitiria finalmente fazer o treino de natação com as boias do percurso que tradicionalmente ocorre na quinta pela manhã. No meu primeiro Iron já cheguei depois desse treino e no segundo estava meio adoentado e preferi não piorar a situação.
Nesse ano, nada de contratempos. Na quarta-feira mesmo peguei meu kit e montei a bike para me certificar de que estava tudo correto.
Quinta-feira fui de manhã cedo para o local do treino e realmente é neste dia que a festa começa. Boa parte dos atletas já está em Floripa para a prova e a energia da galera é contagiante. A energia, a tensão, as dúvidas… Tudo é contagiante… Rs
As boias ficam no percurso de 10 às 12h e acabei começando o treino bem tarde batendo papo e esperando o pessoal da equipe para iniciarmos juntos. Só iniciar mesmo pq não consigo acompanhar ninguém…
Nesse dia estava ventando um pouco e o mar ficou bem mexido e com uma correnteza considerável…
Achei bem complicado pra chegar na primeira boia e acabou que quando cheguei a equipe que estava recolhendo as boias já estava no local. Pensei em pegar carona no jet ski pra voltar mas acabou que o retorno estava bem mais tranquilo do que a ida… Treino de natação feito!
A verdade é que a condição do mar não me deixou muito tranquilo para a prova. Daquele jeito, o desgaste na natação seria muito maior do que o esperado, mas vida que segue…
Na parte da tarde fiz um treino de ciclismo e pude verificar que estava realmente tudo ok com a bike. Só o vento que tinha aumentado bastante e me sacudia muito com umas rajadas laterais. Isso por 180km tb faz com que a prova seja meio tensa…
Sexta-feira e logo cedo fui para a “Cidade Ironman” assistir ao simpósio técnico. Depois disso meu único compromisso era um treino de corrida curtinho em ritmo de prova…

Bike check-in

O compromisso do sábado é o bike check-in.
Cada um no seu horário, temos que deixar lá nossa bike e as sacolas de ciclismo e corrida com os materiais que vamos utilizar na prova.
Meu horário era de 15 às 16h e justamente por volta das 15h a chuva resolveu dar uma trégua. Minhas coisas nem estavam totalmente organizadas mas fui alertado pela Lívia que a chuva tinha parado e saímos em disparada pro check-in… Mal acabei de entregar a bike e a chuva voltou com tudo. Uma mistura de sorte com o alerta da Lívia me salvaram de ficar em pé na chuva durante um bom tempo…
4_m-100764286-DIGITAL_HIGHRES-1897_002491-7936798Ahh, é no bike check-in que pegamos o nosso chip da prova.
Depois disso foi fazer uma social na Expo com os amigos e voltar pro hotel pra descansar…

Race day

Área de Transição

Acordei cedo, tomei café e fui com bastante antecedência pra área de transição.
Neste momento temos acesso à bike e às sacolas de ciclismo e corrida para organizar alguma coisa que tenha ficado faltando. Além disso entregamos aqui nossas sacolas de “Special Needs” de ciclismo e corrida.
Como já tinha deixado tudo praticamente pronto na véspera, apesar da correria pra não pegar chuva, nessa manhã a única coisa que precisei fazer foi checar se os pneus da bike estavam calibrados, ajeitar a comida, prender as sapatilhas na magrela e rezar. Estava tudo pronto só faltava largar…

Swim

Pra quem já fez ou assistiu a prova em Floripa sabe como é aquela caminhada da transição até a largada da natação… 2.500 atletas caminhando em ritmo lento, com poucas palavras e buscando um pouco de concentração… É neste momento que eu tento agradecer a Deus por estar ali e pedir pra que, no final do dia, eu e os outros 2.499 atletas estejamos tão saudáveis quanto no início.
Diferente da quinta, o mar estava liso, nada de ondas, nada de correnteza, um espetáculo. Só de olhar, já me deu uma tranquilizada sensacional…
Esperei pacientemente minha largada (mentira, queria largar logo e estava com paciência zero).
Às 7h10min tocou a buzina da minha largada. Entrei com calma no mar pra tentar evitar aquela trocação de socos mas foi inevitável… Pela primeira vez num Ironman eu nadei o tempo todo me estapeando com alguém. E olha que nos dois anteriores ainda não tinha largada em onda, era todo mundo largando junto…
Uma coisa que este ano foi diferente pra 2015 (parece que 2016 já teve também) foi que colocaram algumas boias intermediárias e isso evita que se perca muito o rumo, principalmente pra quem é um mestre da navegação errada como eu.
Nadei a primeira parte e quando dei a volta na areia percebi que estava com um tempo legal (ok, os caras que sabem nadar terminaram a natação mais rápido que isso, mas eu não sei) e isso foi um ponto positivo pq a segunda parte é menor que a primeira. Esse foi o primeiro indício de que eu teria um dia legal (Não tô falando dos tempos pq no fundo acho que isso é o que menos importa pra um atleta amador do meu nível, o importante é fazer a prova se divertindo e competindo comigo mesmo).
Entrei na água novamente e terminei a segunda parte tb num ritmo que considero bem legal pra mim.
7_m-100764286-DIGITAL_HIGHRES-1897_008747-7936801O mais incrível de tudo foi a distância que nadei: 3.823m. INCRÍVEL!

Resultado: Fiquei muito feliz com a natação!

T1

Saí da natação certo de que teria um bom dia. Corri por todo o percurso da praia até a tenda de troca, fazendo uma transição que nunca tinha imaginado fazer em Floripa. Correndo o tempo todo.
Ainda dá pra melhorar, mas tô feliz pra caramba tb.

Bike

Acho que a bike era minha maior incógnita pq a minha natação sempre é ruim (essa não foi tanto, mas as condições ajudaram) e eu estava bastante confiante pra correr, mas pra pedalar, apesar de ter consciência de que meu pedal evoluiu bastante, eu achava que estava com pouco volume. A opção era “pagar pra ver”…
Nas provas anteriores que fiz aqui pude perceber que a primeira volta sempre tem menos vento que a segunda. Acabei fazendo minha estratégia pensando nisso.
A ideia era fazer a primeira volta forte o suficiente pra pegar o menor tempo de vento possível, mas não tão forte a ponto de quebrar na segunda volta e ver esse tempo indo pelo ralo. Acho que foi uma estratégia acertada, apesar de ter sido um dia com pouquíssimo vento na Ilha da Magia.
Comecei bem, me alimentei e hidratei quase da maneira que planejei e fiz a primeira volta muito bem.
Aspas para o comentário sobre o retorno. Cara, é sensacional aquele retorno dos 90km. Temos um trecho de uns 5km com muita gente torcendo. Nessa prova em especial, que fiz com o uniforme da BR Esportes, minha assessoria, os parentes, amigos e conhecidos de qq atleta da assessoria gritavam para todos com aquele uniforme. Éramos 68 atletas da BR na prova e a torcida era imensa. Passei esses +/- 5km fazendo toda a minha força e, por consequência, ganhando várias posições (ok, eu as devolveria logo ali na frente, mas…). Enfim, ouvir um “Bora BR” dá um ânimo que eu jamais tinha experimentado antes.
12_m-100764286-DIGITAL_HIGHRES-1897_022451-7936806Na segunda volta, fui um pouco mais cauteloso. Estava chovendo o dia inteiro, portanto, o chão estava escorregadio, com algumas poças e vários buracos “encobertos” pela água. Isso fez o pedal, pelo menos no meu caso, ser um pouco mais tenso do que de costume.
Faltando uns 30km o cansaço bateu com força. Nessa hora comecei a duvidar se conseguiria correr…
Não era hora pra pensamentos negativos e tentei voltar o foco pro pedal.
Terminei num tempo muito perto do que esperava. Estratégia cumprida com excelência.

Resultado: fiquei muito feliz com meu pedal!

T2

Com a chuva caindo, fiz uma T2 um pouco mais lenta do que poderia, mas foi por opção.
Entreguei a bike e corri pra tenda. Por mais incrível que isso possa parecer, as pernas estavam leves.
A demora ocorreu pq optei por encharcar meu pé de vaselina pra evitar as bolhas. O dia inteiro com o pé molhado e sair pra correr 42km é bolha na certa…
Mesmo demorando um pouco mais, fiquei satisfeito com a T2 tb…

Run

Aqui veio a grande, enorme, mega cereja do bolo.

Ok, eu me sentia confiante pra correr antes da prova mas quando comecei, parecia que eu estava ainda mais confiante na minha corrida.
Coloquei um ritmo que certamente não conseguiria sustentar por 42km mas sei lá por que, decidi que iria nele até onde conseguisse.
Em cada ciclo de treinos pra uma prova grande (meia, maratona, 70.3, Ironman etc) a gente tem muitos aprendizados. Por mais experiente que sejamos, a gente sempre aprende alguma coisa. Nesse ciclo a grande lição foi a que vale a pena arriscar. Sempre tive muito medo de forçar demais e ficar pelo caminho. Nesse eu resolvi que eu ia correr até quebrar. E se isso acontecesse, dane-se, mesmo que eu tivesse que caminhar o resto da prova. Eu fui! E fui até o final.

Se você pensa que pode ou sonha que pode, comece. Ousadia tem genialidade, poder e mágica. Ouse fazer e o poder lhe será dado.
Goethe

Óbvio que lá pelo km 30 deu uma desanimada, mas foi a hora que começou a escurecer e acho que todo mundo desanima um pouco essa hora. Foi uma coisa bem passageira, logo em seguida retornei pra um ritmo legal e ainda tive fôlego pra “sprintar” no final…

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Lívia e Marcos correndo comigo os últimos metros

Não tenho palavras pra descrever o quão feliz eu fiquei. No final eu já estava tão emocionado que foi inevitável o choro. Sim, eu sou chorão e quando a gente tem um dia perfeito, não dá pra resistir…

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Muito obrigado aos amigos que torceram por mim, em especial ao Damião, que deve ter ficado rouco de tanto me gritar e torcer na prova, aos que me ajudaram na preparação e à Lívia (nossa, essa eu não tenho palavras pra agradecer), que além de me incentivar pra caramba, passou o dia todo na chuva acompanhando a prova. Parece besteira mas eu sei o quanto é cansativo acompanhar uma prova dessas in loco, ainda mais quando a nossa vontade mesmo é estar fazendo…

Muito obrigado, baixinha!!!

Vamos pra próxima!!!

Challenge Cerrado – A prova

4 de maio de 2017 4 comentários

Dessa vez não posso falar muita coisa sobre o pré prova. Cheguei tão em cima da hora que a única coisa que consegui fazer foi o bike check-in.
Como a entrega do kit seria feita somente até as 11h da manhã, tive que fazer uma procuração para que um amigo fizesse a retirada do meu (valeu Rodrigão!!!). Depois que fiz o questionamento do horário à organização (e muito mais pessoas devem ter feito o mesmo) observei que o horário foi alterado para até 12h. Isso já resolveria meu problema de horário mas como a procuração já estava feita, vida que segue…
Com isso, quando cheguei em Brasília, fui direto pro hotel montar a bike e almoçar, indo em seguida pra entrega da bike no local da prova. A única coisa que me deixou chateado aqui foi que não tinha mais capa de chuva pra minha bike. Se chovesse, ela ia ficar molhada mesmo…
Check-in feito, era hora de arrumar as sacolas de transição, que não precisavam (ou não podiam) ser entregues junto com a bike.
Manhã de prova e é sempre a mesma coisa: noite mal dormida, acordar de madrugada pra ir pra prova, café da manhã mal tomado etc. Por isso acho o dia anterior à prova muito importante. É importante que se durma bem, descanse bem, coma bem, hidrate-se bem etc… Uma pena que a teoria nunca consiga se aproximar da realidade, pelo menos no meu caso… Rs. Meu pré prova é sempre um caos, uma correria… Rs
Cheguei cedo na transição e deixei logo tudo arrumado. Nesta prova não tivemos tenda de troca na transição, por isso as sacolas não foram entregues na véspera. Elas ficaram alocadas no lado da bike na transição. Eu gosto disso, só acho que não precisava de sacola, mas…
A largada seria feita em ondas e isso tem seus prós e contras. O pró, na minha opinião, é uma largada mais “suave” sem aquele atropelo todo na natação, principalmente numa largada de dentro d’água como esta. O contra é que minha largada foi a penúltima, exatos 27min depois da largada da elite masculina e então vc tem que ficar ali, do lado de fora, 27min esperando a sua vez e isso é um tanto quanto inconveniente. Enche o saco… Além do mais, as condições da prova já são até outras… Mas vida que segue, regras são regras.

Vamos à prova.

Swim:

A natação começou em direção ao Sol… Nadei num “ritmo de conforto” até a primeira boia, que só consegui enxergar quando já estava muito perto dela. O Sol ficava exatamente na direção da boia e simplesmente fui nadando pra onde todos estavam indo. Sem ver.
Contornada a primeira boia já era possível enxergar pra onde eu tinha que ir… No meu caso não sei se isso é bom ou ruim já que eu sempre acabo nadando mais do que deveria. Rs.
Fato é que também no contorno da primeira boia, comecei a chegar em algumas pessoas da onda anterior. Nessa hora percebi que mesmo sabendo que não estava nadando tão bem, não ia ser o último a sair da água… hahaha.
SegunDEJ17CHD9929_Rda boia contornada e comecei a sentir um cansaço absurdo. Parecia que não tinha forças pra nadar. Alguma coisa estava errada e eu não sabia o que era mas mesmo assim eu via o pessoal da touca preta (iguais à minha) se distanciarem e as toucas de outras cores (que lar
garam antes) ficarem pra trás… Tinha algo muito estranho.
Fui nesse dilema fraqueza/ultrapassagens até o final da natação sem a menor noção de como estava meu tempo.
Quando finalmente saí da água vi que tinha nadado 2min pior do que pretendia, porém 3min melhor do que minha última natação no lago Paranoá, no 70.3 de 2015.
Resultado: Satisfeito!

T1:

Sim, corri! Acabou a fase da caminhada na T1.
Resultado: Feliz!

Bike:

Quando vc larga na penúltima onda (depois da minha teve o revezamento) e não é um bom nadador, só te resta pedalar e correr muito… Mas e quem tb não é bom ciclista, faz como??? Faz o que pode!
E foi com esse pensamento que saí pra pedalar: Fazer o melhor que puder!
Passei todo o pedal concentrado. Sabia que precisava fazer força mas sabia também que não podia ser toda a força pq ainda tinha que correr… No percurso de 30km praticamente plano e com apenas 1 retorno a cada 15km o ciclismo acabou sendo bastante rápido. O ritmo acabou caindo um pouquinho na segunda metade mas nada que comprometesse o desempenho. Fiz muitas ultrapassagens, principalmente nos pequeníssimos trechos de subida.
A verdade é que me diverti bastante no pedal e acabei fazendo um pedal que nem eu mesmo estava esperando.FIV17CHD2629_R
Obviamente as condições do percurso e do clima ajudaram bastante já que na hora do ciclismo não tinha nenhum vento e a temperatura ainda não estava escaldante, mas não dá pra desconsiderar minha evolução no pedal.
Terminei o ciclismo 7min mais rápido do que o meu planejamento. Isso foi muito legal!
Resultado: Muito feliz!

T2:

Mais uma vez com várias ultrapassagens no desmonte, entrei na T2 voado e quando cheguei na minha “posição” fui surpreendido com uma placa de “Atleta penalizado, procure o penalty box”. Puts, que raiva, mas ok, não dá pra discutir. Acabei descobrindo que foi pq deixei uma garrafa de água fora da caixa na transição e teria que fazer um “STOP and GO” durante a corrida.
De qualquer maneira, minha T2 foi bastante rápida.
Resultado: Satisfeito!

Run:

Comecei a correr ainda furioso com o penalty que teria que cumprir e acho que acelerei demais. Quando percebi, segurei um pouco a onda pq além do calor absurdo que já fazia nessa hora, a corrida tinha algumas subidas que poderiam acabar me prejudicando.
Logo na primeira volta parei no “penalty box”. O que seria um “STOP and GO” só pra assinar a súmula se transforma em quase 2min pq o cara fica procurando o seu número, numa lista que não tem ordem, pra descobrir qual foi a infração, pra saber o que vc tem que cumprir… PelamordeDeus… Mas ok, culpa minha. Quem mandou não saber se comportar na transição???
Foto: http://olhonoatleta.com #olhonoatletaVoltei a correr e mesmo considerando a parada, terminei a primeira de 3 voltas com um tempo legal. Fiz ainda a segunda metade da corrida com um pace um pouquinho mais rápido que a primeira mas acho que isso foi em função da parada. Mesmo assim, considerei legal também a corrida.
Terminei 2min acima do que queria mas, dadas as circunstâncias (o percurso tinha mais subidas do que eu imaginava, achei o resultado bem positivo.
Resultado: Satisfeito!

No final das contas, o resultado foi muito melhor do que eu estava esperando.

Vamos pra próxima pq falta menos de 1 mês!!!

Rio City Half Marathon – A Prova

10 de abril de 2017 1 comentário

Esse final de semana aconteceu a Rio City Half Marathon aqui no Rio (como o nome já diz… rs).

Meia maratona que aparentemente veio pra substutuir a Asics Golden Run (que até 2015 se chamava Asics Golden Four) onde fiz meu PB na distância no ano passado. (Como no ano passado não escrevi nada aqui no blog, essa prova praticamente “passou batida” mas acho que cheguei a mencionar alguma coisa quando retomei as atividades por aqui…).

Como este ano tem Ironman Brasil de novo na minha listinha de provas, ele não pode deixar de ser a prova alvo pelo menos desse primeiro semestre. Quando vi essa prova, prontamente me inscrevi pra utilizar como treino pro Iron. Seria basicamente um treino longo num ritmo um pouco mais consistente do que a gente acaba fazendo nos treinos “normais” por aí… Os planos acabaram mudando um pouco pq depois disso, acabei me inscrevendo também para o Challenge Cerrado e, esta prova sim, passou a ser o grande “treino de luxo” pro Iron.

De qualquer maneira, eu estava inscrito e desistir não seria uma possibilidade, porém, combinamos que não alteraríamos nada na planilha para poder “encaixar” essa prova. Ela agora seria feita sem nenhum compromisso com tempo, pace, batimentos etc.

Tanto foi assim que na véspera tive que fazer meu pedalzinho de 120k pra cumprir a planilha…

Voltando à prova, esse percurso é considerado o mais rápido para meias maratonas aqui no Rio, (pelo menos das provas que acontecem hoje) mas acaba sendo tb um dos mais “chatos”… Nos primeiros 16km corremos por um retão que começa no Recreio e vai até o final da Barra da Tijuca, aí temos a primeira curva onde pegamos um viaduto seguido de um túnel para chegar a São Conrado, onde a prova termina. A única altimetria que existe é a subida do viaduto e do túnel, o resto é 100% plano. O problema é que isso é bem no finalzinho da prova e aí, meu amigo, é uma quebradeira generalizada… rs

Run City Half Marathon - Percurso

Como eu não tinha mais nenhum compromisso de tempo, resolvi fazer a prova sem o Garmin… Na realidade ele estava no meu pulso pro registro, mas virei ele pra baixo pra que não conseguisse olhar nem mesmo se quisesse… Só olhei mesmo quando cruzei a linha de chegada. Estava lá o meu 2º melhor tempo de meia maratona.

Confesso que fiquei um pouco surpreso. Sinceramente não estava esperando ficar tão perto do meu melhor tempo (1min). Quem acompanha meu treinos (e até aqui mesmo acho que já falei disso) sabe que tenho reclamado que minha corrida não está “encaixando”. Minha natação está a mesma porcaria de sempre, meu pedal acho que evoluiu e minha corrida acho que regrediu… Mas se formos contar que meu PB na distância foi feito ano passado quando eu estava treinando só pra Maratona do Rio e tinha descansado na véspera da prova, tô começando a ficar com a esperança de que, na hora certa, minha corrida vai finalmente “encaixar”…

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Cheguei correndo forte… Sim, eu sou esse de verde com o shortinho estilo queniano… Rs

Ontem fez um dia muito quente aqui no Rio e a quebradeira no final da corrida foi muito grande. As ambulâncias tiveram muito trabalho do meio pro final da prova e isso me assusta um pouco, principalmente depois do ocorrido na última prova de triathlon aqui no Rio onde um atleta veio a falecer… Tenho visto muita gente correndo atrás de mostrar uma superação louca, bater recordes pessoais que, em alguns casos, fica muito nítido que a pessoa não tem condições… Pessoal, não tô aqui pra ensinar nada pra ninguém, muito menos dar lição de moral, mas tenhamos um pouquinho mais de responsabilidade com nossa própria saúde. Fazer exercícios é excelente, mas dentro dos nossos limites… Se não for prazeroso, pra que serve? Vamos esquecer um pouco o Strava e nos divertir… Bater recordes é excelente, mas viver é muito melhor…

Bola pra frente e me desculpem o desabafo…

Rio Triathlon – 1ª etapa 2017 – A prova

5 de abril de 2017 1 comentário

Em primeiro lugar gostaria de me desculpar pelo atraso do post. Não sei se é do conhecimento de todos, mas durante a etapa de natação dessa prova, um atleta ficou desaparecido e seu corpo só foi encontrado no dia seguinte. Esse acontecimento lamentável (um acidente, na minha opinião, mas um dia escrevo só sobre isso) me fez pensar se valia a pena escrever ou não sobre a prova, tendo em vista que pra mim tinha sido um dia muito feliz… Resolvi escrever. Antes tarde do que nunca!!!

O Rio Triathlon é uma prova que tem crescido bastante nos últimos ano e me parece que o crescimento tende a continuar por uma bom tempo, principalmente agora, com premiações interessantes pros atletas da elite virem aqui competir…

Já no sábado, véspera da prova, pude perceber que nesse ano as coisas estão um pouco diferentes… A estrutura montada na transição era bem maior do que normalmente acontecia, o pórtico de chegada já estava montado e era bem grande, no funil de chegada tinha até uma arquibancada pros torcedores poderem assistir melhor às chegadas… Fiquei impressionado e achei bem legal…

Kit na mão, assisti ao congresso técnico e, sem mais obrigações por parte da prova, fui pra casa… Diferente do que aconteceu comigo na última prova que fiz, o SSTS em Juiz de Fora, eu estava completamente tranquilo… Nem parecia que tinha uma prova no dia seguinte…

Domingão com o despertador tocando de madrugada é dureza, mas pra fazer o que a gente gosta vale a pena…

Gosto de chegar cedo na transição pra poder arrumar as coisas com calma e assim eu fiz. Sobrou até muito tempo… Rs. É bom que dá tempo de encontrar os amigos e bater um papo…

Minha largada aconteceria às 7h15min e antes ainda teriam as largadas do Short masculino, às 7h e do Short feminino, às 7h03min…

Dadas as largadas anteriores, fui pra dentro do curral de largada esperar tocar a buzina…

Natação

Nunca largo com o peito na fita pra evitar ser atropelado pelos mais rápidos e dessa vez não seria diferente. Mas durante a prova, a atitude foi diferente. Parti confiante de que faria uma natação melhor que a de Juiz de Fora e assim foi. Nadei a primeira volta num ritmo bem legal que acabou caindo um pouco na segunda volta, mas nada muito problemático. Fiquei bem satisfeito com a natação dessa prova. Obviamente, considerando o meu ritmo… Rs

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Mais uma vez, e isso sim tem me deixado bem feliz, consegui correr durante toda a transição. Sinal de que tenho saído mais inteiro da natação do que antigamente.

Ciclismo

Pra uma prova com vácuo liberado, é fundamental sair da natação com um bom grupo. Acho que foi a primeira prova da minha vida que consegui me beneficiar do vácuo. O fato de não ter nadado tão mal me fez pegar um pelotão bem forte. Sozinho eu jamais teria pedalado naquele ritmo na primeira volta. Mesmo assim, o ritmo estava muito forte pra mim e, na segunda volta, optei por não acompanhar com medo de não conseguir correr… hahaha.
Mas não foi tão ruim assim pq acabei chegando num conhecido e fomos num revezamento bem legal até o final, o que certamente me fez ganhar alguns minutos em relação a manter a cara no vento o tempo todo. Ignorando o tempo do pedal (pq foi bastante rápido pros meus padrões em função do vácuo), consegui manter uma potência bem legal durante todo o tempo… E é isso que importa…

02 - Pelote da bike

T2

Aqui não tem muito mistério: é largar a bike, calçar os tênis e sair correndo… Acho que tô ficando melhor nisso tb. A coisa vai ficando cada vez mais automática e passa a fluir naturalmente…

Apesar disso, não sei exatamente o que acontece com o pessoal do triathlon. Pq as pessoas não treinam montar e desmontar da bike? É impressionante a quantidade de pessoas que eu consigo ultrapassar só nesses dois momentos: monte (depois da T1) e desmonte (antes da T2).

Corrida

Aqui ainda está um problema que tenho a esperança que vai acabar em breve: minha corrida está muito ruim. Tô correndo um começo muito travado (talvez por causa da força que tenho feito no pedal, talvez pq na periodização do treino isso seja normal) e depois acabo melhorando um pouco. Nessa prova, por exemplo, depois de determinado momento parece que entrei em transe e corri tb no automático. Coincidentemente, a velocidade foi aumentando até o final… Ahh, e só pra não perder o hábito, a corrida teve 500m a menos…

03 - Corrida de longe

No geral, achei uma prova muito bacana, super bem organizada, com condições de mar (estava liso e isso naquela praia não é muito comum) e ar (não estava um calor infernal) muito boas, tanto é que, mesmo sem treinamento específico pra essa distância, no meio do ciclo do Iron, consegui fazer meu melhor tempo de Olímpico mesmo eu não estando preocupado com isso nesse momento.

Então a prova pra mim foi isso: um misto de sentimentos. Feliz por ter feito uma prova bem honesta pros meus padrões e triste pelo ocorrido com o rapaz na natação que estava em sua primeira prova de nadapedalacorre…

Vamos em frente…

*Créditos das fotos revista AllTriNews e site do Terra.

Rei do Mar – 1ª etapa 2017

13 de março de 2017 1 comentário

Uma semana depois da natação desastrosa no SSTS de Juiz de Fora, foi a vez de encarar mais do que o dobro da distância na 1º etapa do Rei e Rainha do Mar 2017.

Me inscrevi na prova Challenge, que tem a distância de 3,5k. Nessa etapa, a largada foi na praia do Arpoador e a chegada no Leblon.

Não sei exatamente o motivo, mas, dessa vez, eu estava muuuuito tranquilo para esta prova. Normalmente fico meio ansioso nos dias que antecedem qualquer prova que eu tenha que nadar mas dessa vez foi diferente…

Na sexta-feira, fui buscar o kit como se nada estivesse acontecendo, no sábado fiz meu treino de pedal normalmente sem nem lembrar da prova no dia seguinte e passei o resto do dia assim, sem nem pensar na prova. No domingo pela manhã fui pra prova com uma tranquilidade anormal, pros meus padrões, obviamente…

A largada estava marcada para as 9h e cheguei no Leblon por volta das 7h45min. A névoa que cobria a praia nesse momento era tão densa que do calçadão não conseguíamos ver a água… Fui andando até o arpoador e lá a situação era muito melhor, mas ainda assim, não conseguíamos avistar o Leblon, onde acontecia a maior parte das provas (1km, 2km, beach biathlon, etc.).

A primeira informação é que a largada seria atrasada em 30min para melhorar as condições. Logo depois, mais meia hora de atraso… No final das contas, o atraso foi de 2h. Isso mesmo, a largada que aconteceria às 9h, aconteceu às 11h da manhã… Toda a sua alimentação, concentração, programação etc, já tinha ido por água abaixo… Procurei uma birosca pra comprar um açaí e foi isso que me sustentou até o horário da largada…

Finalmente, às 11h em ponto, foi dada a largada.

Daqui pra frente, nem tenho muito o que falar… Coloquei um ritmo confortável e fui praticamente o tempo todo nele até o final… Às vezes eu dava uma acelerada por alguns metros pra poder fugir de alguma confusão e só… O único contratempo que tive na prova foi um chute (muito forte, diga-se de passagem) que tomei no nariz. Cheguei a ver estrelas na hora mas voltei a nadar no mesmo instante sem muitos problemas…

Rei do Mar - 2017.01

Podia ter sido mais retinho, né???

No final das contas fiquei satisfeito com a natação. Obviamente errei um pouquinho a navegação e os 3.500m se transformaram em quase 3.800m, o que foi um excelente treino pro Ironman de Florianópolis, que vai rolar em maio… Se eu conseguir acertar a navegação lá e nadar só isso, tá ótimo, mas normalmente passo dos 4.000m lá… Rs

Ok, fiquei satisfeito mas não posso deixar de considerar que as condições do mar estavam perfeitas. De qualquer maneira, o que me deixa feliz é que, mesmo num ritmo ainda lento, cada vez saio da água mais inteiro e isso tá sendo bem legal…

O nariz??? Hoje ele tá meio inchado e um pouco roxo… Tomara que seja só uma espinha gigante nascendo pq ele tem só 6 meses de operado e não queria estragar a cirurgia tão rápido… hahaha

Bola pra frente…

SSTS – Short & Standard Thiathlon Series

8 de março de 2017 2 comentários

Pois é, depois de um longuíssimo período sem participar de um prova de triathlon, mais precisamente 518 dias desde a última (sim, a última foi o Ironman 70.3  do Rio de 2015), finalmente voltei às provas do nadapedalacorre…

A verdade é que eu já estava até me esquecendo de como isso é bom. Na verdade estava esquecendo de várias coisas: de como é importante ter ritmo de prova e não só ficar treinando, de como é o frio na barriga (que no meu caso, mesmo sendo na distância Standard, já começa uns dias antes), de como é legal o clima da prova, de como é a cara de superação das pessoas que estão ali pela primeira vez… Tudo isso é legal demais e acho que é por isso que eu gosto tanto dessa brincadeira…

Ok, eu fiquei praticamente 1 ano e meio sem competir, só “treinando” (entre aspas mesmo pq em alguns períodos os treinos foram bem “meia boca”), nunca parei realmente de fazer triathlon, mas uma prova é uma prova, seja na distância que for, e isso mexe com a gente.

Vamos à prova que é o que interessa.

Essa foi a primeira prova da série (SSTS) e aconteceu em Juiz de Fora – MG. Saí de casa na manhã de sábado pra ir pra Juiz de Fora. Daqui até lá, levo entre 2h30min e 3h de viagem que fiz sem nenhum contratempo.

Sábado antes da prova é dia de buscar kit, escutar o que a organização da prova tem a dizer sobre o percurso, as regras etc. Depois disso é arrumar as tralhas todas e esperar chegar a hora da largada.

SSTS - Tralhas

Pois é, como podem perceber, fiz a prova com o número 7. Muita responsabilidade pra quem é tão lento quanto eu… hahaha. Aposto que distribuíram os números por ordem alfabética… Rs

Nunca tinha ido a Juiz de Fora antes e não conhecia absolutamente nada da cidade, nem mesmo o local onde seria a prova. Foi tudo na surpresa. Na manhã da prova coloquei o Google Maps pra funcionar e fui seguindo as orientações até a represa São Pedro, onde seria a natação.

Arrumei as coisas na transição, escutei as explicações finais e fui pra largada.

Essa prova era com vácuo liberado no ciclismo e a orientação que eu tinha era: “Nada forte pra conseguir pegar um bom pelotão na bike”. Não sei o que me deu pra eu acreditar que seria possível fazer isso.

Natação: Iniciei a natação alucinado e obviamente, em poucos minutos, já estava cansado, com um ritmo bem mais lento e sendo ultrapassado por todo mundo. A natação era pra ter 1.500m mas estava um pouco maior. Eu nadei 1.800m e dessa vez juro que não foi erro de navegação. No final da prova todos estavam comentando sobre o tamanho da natação. Uns nadaram 1.800, outros 1.900 e ouvi até 2.100 (esse errou bem… Já fiz muito isso, tomara que tenha passado minha fase de alongar o caminho).

Quando olhei pro relógio no final da natação fiquei bastante chateado com o tempo. Como não tinha visto a distância, achei que a natação tivesse sido bem pior do que realmente foi. Foi uma natação ruim mas na hora eu achei que tivesse sido muito pior… Bola pra frente, pelo menos não fui o último…

T1:  Saí da água correndo. Pelo isso, pq quem me conhece sabe que costumo sair da natação tão exausto que preciso caminhar na T1. Não foi o caso, consegui correr o tempo todo. A T1 tinha aproximadamente 400m de corrida entre a represa e a bike e achei bem razoável minha passada por aqui.

Ciclismo: Lembra o papo de pegar um bom pelotão? Pois é, esquece. Isso é pra quem sabe nadar… Comecei a pedalar sozinho e praticamente sozinho fui até o final. O percurso era composto por 4 voltas de 10km cada e em cada volta fazíamos 4 retornos de 180º, duas curvas de 90º e passávamos 6 vezes por quebra molas (tinham 3 no percurso mas passávamos 2 vezes em cada). Com todas essas retomadas pra fazer, considerei que meu pedal foi legal. Nada fantástico mas acho que foi bem de acordo com o que tenho treinado.

Obviamente que, pedalando sozinho contra quem estava pedalando em pelotões (culpa toda minha pq sou um afogado) é impossível chegar perto de alguém assim…

T2: Aqui não tem mistério e normalmente eu consigo passar rápido. Dessa vez não foi diferente. Larguei a bike, calcei os tênis, peguei meu número e uma viseira e fui…

Corrida: Aqui é que acho que vacilei. A ideia era começar um pouco mais lento e ir acelerando. O problema é que comecei lento e não consegui acelerar… Alguma coisa estava errada e eu não sei o que era… Eram 4 voltas de 2,5km e só na última delas é que a corrida começou a “encaixar”… Ok, não era um super pace mas era um pace que, se “encaixado” desde o começo, teria me deixado bem satisfeito.

SSTS - Percurso.png

Cheguei!!! Esse aí foi o percurso. Praticamente todo plano e com muitas retomadas. Apesar do meu desempenho ter sido ruim, gostei bastante da prova…

Sobre a prova, cabe destacar a boa vontade dos organizadores em querer fazer um trabalho bem feito e cobrarem um preço justo. A prova teve tudo o que precisava e fez frente pra muita organização que acha que é boa… Espero sinceramente que tenha sido um sucesso, como eu acho que foi, e que a mesma consiga se perpetuar no calendário. Mesmo sendo um pouco longe do Rio, se eu puder ir, tô dentro…

Depois de tanto tempo cheguei a ficar meio emocionado por ter feito outra prova de triathlon. Provavelmente a primeira de muitas no ano de 2017…

Vamos em frente que esse ano promete…

SSTS - Medalha.jpg

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